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Quando a noite cair!

Quando a noite cair, será apenas o dia a terminar sem que a escuridão me ensombre, até porque já aumentei a potência das lâmpadas. Quando a noite cair, sei que terei tido todo o dia para fazer o que apenas eu consigo e ainda por cima bem.

Este ano que se azinha vai correr cheio de mudanças e umas quantas surpresas, o que eu já antecipava veio, e tudo o que fiz por merecer está a vir, gradualmente, sem pressas, porque eu não tenho pressa de viver, quero, ou melhor, exijo apenas que me vá mantendo fiel a mim mesma. Neste próximo ano espero MUITO mais, espero TUDO, de mim. No ano que ainda não entrou, vou ser ainda mais importante. Este será o ano da revelação, aquele em que tudo o que construí dará frutos. Este ano até o corpo será diferente, tenho-me munido de disciplina e respeito por cada pedacinho de que sou feita. Neste ano que está quase, quase a terminar, quem saiu jamais terá forma de voltar.

As noites, deixaram de ser sinónimo de solidão, e com elas aprendi a estender os dias qu…
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Onde quer que estejas!

Onde quer que estejas, eu estarei. Para onde quer que escolhas ir, eu estarei do teu lado, apoiando-te nas decisões que nos servirão aos dois. Dar-te-ei o que precisares para que eu continue a fazer-te falta, sendo diferente e provando-te que posso, ao contrário do que já tiveste, ser tudo o que te mudará para melhor. Mal estejas preparado para o que representarei, a minha mão pousará na tua, com a segurança de que são feitos os que já aprenderam a amar.

Tudo o que é novo obriga a ajustes. Tudo o que não conhecemos faz-nos girar os ponteiros ao contrário, mas tudo o que conhecemos também passa a ser irrelevante, quando os sabores novos se instalam e se colam. Tudo o que sentimos, sem esforço, numa naturalidade que só é natural para quem já fez para lá de meio percurso, deixa de ser complicado, adoça o palato e alimenta-nos de uma energia contagiante.

Já decidi e repeti, mil e uma vez, que só quero quem me queira e que se algum amor aparecer, parecendo ser demasiado complicado, então n…

Ainda não sei de onde veio este amor!

Não sabia de onde vinhas nem ao que vinhas, não até te ver chegar, de passos firmes, mas tranquilo. O teu porte altivo e seguro quase que me intimidou. Há muito que nos olhávamos, quando nos cruzávamos nos lugares que parecemos frequentar ambos. A tua insistência e sorriso malandro fazia-me sorrir-te de volta, mas nunca, em nenhum momento, achei que nos iríamos alguma vez falar.

As coincidências, ou a falta delas, empurra uns quantos de nós para cantos de onde não poderemos fugir. Escolhi não pensar demasiado em ti, nem na figura dominante que me faz recear pela minha serenidade. Certamente que serias casado, ou comprometido, ou pior ainda, a ressacar de um qualquer amor desejado, mas mal correspondido. Certamente que serias inatingível e confesso não ter grande paciência para casos difíceis, guardo as minhas energias para quando preciso e a verdade é que preciso sempre.

Não sabia de onde vinhas, e muito menos que irias ter a coragem de parar, parando-me e impedindo-me de continuar a…

Nada X nada = a coisa nenhuma!

Nada é garantido. Nada é nosso por inteiro. Nada nos chega sem uma factura para pagar. Nada jamais será apenas nada para alguns, porque sentimos todos de forma diferente e o nada nunca bastará a quem quer tudo.

Quando nada dás, nada recebes e mesmo que até te chegue alguma coisa, umas quantas migalhas, de afecto, de risos, de olhares e toques, acabarás sempre insatisfeita e incompleta. De cada vez que te cruzas com sombras que caminham de costas voltadas, para que não lhes distingas a face, reforças a importância de te sentires viva e pronta.

Por vezes assusta-me perceber que tantos se perdem, de si, do que outrora tanto lutaram por conseguir, até dos sonhos que lhes guardaria o sono. Não se passa um dia que não veja quem deixou de se ver e apenas siga, na mesma estrada, fazendo os mesmos movimentos e movimentando-se muito pouco, cada vez menos. Raramente me engano em relação aos que não se seguram nas quedas, e quando caiem mesmo, fico imóvel, sem saber de que forma os levantar para …

Desencontros!

Confirmei que afinal não era a mim que te agarravas. Tivemos, finalmente, a nossa conversa tranquila e esclarecedora, os fantasmas foram sempre teus e a minha recusa em prosseguir deu-te algum alívio e a segurança acabou por regressar. Fui a tua tentativa para esqueceres quem ainda não se levou toda. Os amores não têm um botão de on e off. Os amores são o que construímos e esperamos deles, até que já não possamos esperar mais nada.

Foi um final de tarde frio, daquele que nos entra nos ossos e parece querer arrastar-nos para o esquecimento. Doeu a dor que me infligiste, mas mantive-me tranquila e conciliadora. Nunca se mendiga amor. Nunca se espera, ou não deve esperar, por quem não sabe como vir. Nunca se sonha ininterruptamente, porque a dada altura teremos que acordar.

Saí de mansinho, com uma desculpa meio tonta da qual já nem me recordo, e deixei que a chuva caísse violentamente sobre mim, aliviando o fogo que se formara na pele. Saí com a certeza de que não teremos como sobreviv…

Somos feitos de quem chega até nós!

O que podes fazer, quando nada parece poder ser feito para que a tires da cabeça? Como é que arrancas a mulher que arrancou um pedaço de ti e o levou para onde nunca mais os vistes, a ele e a ela? De que forma te podes sossegar, repousando a cabeça no colo que te pertence e parando de esperar?

És do formato que te passaram, dizendo-te que teria que ser assim, sem que tivesses podido reclamar e agora, agora que não pareces pertencer a lugar algum, ressentes-te da falta do guião, não sabes improvisar e perdes-te nos caminhos, porque nunca chegaste a saber quais te pertenciam. Não te reconheces neste novo modelo.O relógio não parece ter as mesmas horas e as que te sobram são demasiado solitárias.

Tanto que ainda precisas de aprender, viver e entender. Tantas que são as palavras cujos sons não se encaixam, porque as que usavas eram previsíveis. Tantos os amores que deixaste de viver e tantos que nunca serás capaz de receber...

O que podes fazer, quando nada parece poder ser feito para que…

Para que lado gira o mundo?

- Para que lado gira o mundo?
- Para a direita?
- Não, para a tua outra direita.
- Não entendi.
- Foi o que calculei quando fiz a pergunta.

Nem todos sabemos, ainda, o que fazemos por aqui e de que forma deveremos mudar os outros, mudando-nos. Esta coisa chamada vida vem demasiado carregada de tudo o que vemos, não vemos, sentimos ou somos incapazes de sentir. Há tanto que nos condiciona e tão pouco que nos melhora como pessoas, porque aparentemente fazer bem dá imenso trabalho. Certo? Errado, muito errado. Fazer bem demora o mesmo tempo e requer o mesmo empenho que fazer mal, só precisamos de os saber distinguir.

- Quem sou eu e porque quero assim, desta forma que ninguém parece saber entender?

Se a pergunta é tua e sai de dentro do vazio que ajudas a criar, a resposta terá que vir do mesmo lugar, porque é a ti que importa. Se não sabes, tal como os muitos que referi, o que precisas para deixar de precisar de respostas, o tempo todo, não sei o que te diga...

- Quem é que disse que e…