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Mensagens

Quando os segredos nos sufocam...

Tu não mereces, eu sei-o bem, mas também não tenho como evitar alguns dos fantasmas que me ensombram. Tudo o que dizes e fazes, faz-me sentir bem, é doce, sabe a uma realidade que nunca tive, mas... Mas e se não continuar? E se acabares por me magoar? E se um dia, do nada, disseres que já não consegues e que... Caramba, tudo isto assusta. Os começos arrepiam-me a pele, tal como o prazer que nos passa quem chega e inevitavelmente se instala.

Estou a olhar-te, és tão bonito e meigo. Tudo em ti cheira a segurança, mas a verdade é que também já o senti antes e o que foi que me restou? Medo, sobretudo de repetir o que ainda hoje me dói por dentro.

Cada um dos lugares por onde me levas, carregam partes de ti, do que já sabes e pareces querer dividir comigo. As nossas rotinas já nos identificam e conferem alguma normalidade. Os cheiros, os sabores, os toques e até os pensamentos quando nos olhamos. Não estou a conseguir evitar os silêncios. Apetece-me gritar que algures, e a qualquer moment…
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Estou cansada de me sentir cansada, de mim!

Embora lá apanhar-me do chão! Hoje estou down, nada me inspira, sobretudo a ideia de enfrentar um novo dia porque estou tão cansada, de não te ter, de estar e de continuar à espera que me escolhas, que me faças sentir uma mulher sem máscaras, natural, eu.

Já te tive, sei ao que sabes, como me olhas, de que forma a tua voz me faz sentir tão viva e pronta para deixar de ter medo, para aceitar que afinal preciso mesmo de ti e te quero por perto...

Estou cansada de me sentir cansadade mim, da minha exigência, de querer que tudo passe por mim, de não saber partilhar, de me refugiar numa mulher que tem tanto para dar e que sabe como se completar, bastando que aceite quem está do outro lado.

Não sei onde acabo a ir buscar as energias de que preciso para continuar aqui, à tua espera, a querer-te como se fosse hoje, o primeiro dia em que soube que terias que ser tudo e que se calhar já o foste antes!

Nós outra vez!

Estou a olhar-te, aninhada no cadeirão de verga, enrolada sobre mim, nua, cobrindo apenas o que te manterá a olhar-me e sentindo que já não sou apenas eu. Arranjas sempre uma forma de encontrar um tempo para nós. Seguras as pontas dos nossos desejos, que até já são muitos e arrastas cada um para onde saberemos satisfazer a vontade que sentimos, quase desesperada, de estarmos juntos.

Nem sempre falamos, mas falamos quase sempre e dizemos o que o outro precisa de ouvir. Querer e incluir alguém na nossa vida é dar-lhe, tudo, de todas as formas, porque acabaremos alimentados do que o alimenta. Gosto de todos os recantos que descobres para nos acolher. Cantos onde já estiveste apenas tu antes. Lugares com a magia que soubeste sentir, tal como me sentes a mim agora. Não nos cansamos dos beijos e sempre que as nossas bocas não falam de nós, sentem-nos. A tua meiguice faz de mim uma mulher ainda mais doce, pronta e desejosa de te dar a mais ínfima parte de todo o prazer que me passas.

Tenho …

Estou à tua procura!

Estou à tua procura. O aeroporto parece-me ainda mais impessoal e incrivelmente movimentado, olho sem te conseguir ver, estou a sentir o meu peito a arfar com a ansiedade, com o receio de que tenhas desistido de vir e de que não me tenhas perdoado. Não sei como ficaria, que restos de mim sobrariam se decidisses sair do cenário agora, logo agora em que finalmente percebi que é por ti que corro e tento ser a melhor, a mais bem-sucedida, a que é reconhecida por todos. Nada, mas nada do que construí fará mais sentido se não o puder partilhar contigo.

Consegui, durante as três horas de viagem, lembrar-me de cada palavra que trocámos nestes cinco anos de namoro, intensos, reais, verdadeiros e que me tornaram numa pessoa mais focada em ter e dar felicidade. Foste tu que me ensinaste a não acordar rabugenta e stressada. Foi contigo que consegui olhar para o mar que povoa a minha janela com serenidade, aceitando que a sua imensidão me suplanta e me pode trazer paz. És a minha escolha, a parte …

De olhos fechados!

Nem sempre consigo olhar-me como sou. Nem sempre aceito as minhas incapacidades esquecendo-me do que ainda não fiz. Há tanto para pesar e medir, tanto que abraçar, sacos de desafios, riscos a correr, mas em dias como o de hoje, com os olhos fechados, a tentar sentir-me, torna-se ainda mais complicado aceitar-me, mas tão fácil entender-me. Quando não for eu mesma a ler o que escrevo. Sempre que não passe por mim descodificar-me, então aí sim, não terei como entender o que faço aqui.

Nada é preto ou branco comigo. As minhas cores misturam-se. Os meus sons nunca são iguais e o que me enlouquece hoje, amanhã já estará superado.

De olhos fechados, comigo e em mim, já vi mais do que tu que supostamente os terás bem abertos, mas ainda não te encontraste. De olhos fechados sei como tactear cada pedaço de vida que apenas eu poderia ter vivido. De olhos fechados, mas bem consciente do que está à minha volta, quem e com que propósito. De olhos fechados, não para que não te veja, porque estás em …

Deixei de ter que esperar por ti!

Voltei a sentir-me uma menina. Adormeço a pensar no que pensou de mim, e acordo a desejar que já não tenha como deixar de me querer. Começamos e terminamos os dias juntos. Estamos um no outro e um com o outro, mesmo quando não nos falamos e já somos bem mais hoje do que ontem,  esperando que o amanhã chegue bem depressa.

Gosto do seu cuidado quando me olha e do toque que toca mesmo, bem no centro de uma alma que já se sentia cansada. Gosto de quando entende de tudo o que falo, e sobretudo do que ainda escolho calar, com medo de que se assuste. Sei que tem uns quantos receios. Milhões de perguntas. Lugares para percorrer comigo. Sei que esteve à minha espera, mas que falhou ver-me mais do que uma vez. Eu estive sempre aqui. Reconheci o cheiro que passava sempre que passava por mim, mas não tive como o chamar antes, só me restou esperar, bem mais do que muitas vidas, até que se voltasse e fosse capaz de me reconhecer.

Ele sabe quem sou, sem saber como. Ele sente que o calor que o meu c…

Quando sabes o que importa, importas-te!

Quando sabes, porque já o percebeste, que precisas de muito mais do que aquilo que recebes, decides parar de desculpar quem não tem, não é e não sabe o que fazer contigo. Quando sabes, porque queres e procuras saber, o que te move, faz feliz e acrescenta, paras com as migalhas que apenas sujam o chão que pisas. Quando sabes, porque aprendeste, que só atrais o que precisas de viver, aceitas e reforças tudo o que és. Quando sabes, porque o viveste, que no final sairás mais forte e segura, permites, por breves momento apenas, que recebam tudo o que nunca tiveram, mas que a ti te sobra e continuas o caminho.

É tanto o que te pode trazer para baixo, fazendo-te cair, que estares em pé e segura, não te permite sequer brincar com o que és e com o que já armazenaste. Não sei do que não sabem os outros. Não sei o que falham entender sobre mim. Não sei e nem tão pouco me interessa, que se sintam incapazes de me descodificar, quem for certo, certamente que chegará até a mim.

Quando sabes o que q…