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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2012

I´m back!

Estou de volta, hoje terminou o retiro, o carregar de baterias e mal ponho o pé fora do meu carro quem é que vejo? A ti, tu a quem deixei para trás mal rumei para umas merecidas férias, a ti que me tiras o sono, que me consegues roubar arrepios e sorrisos de puro prazer. De cada vez que te sonho, te vejo ou simplesmente te imagino, abraçado a mim, sentindo o teu cheiro, sabendo-te meu, querendo-te como só sabem querer os que amam verdadeiramente. Não me canso de te querer, não desisto de te olhar sabendo que um dia farás parte de todos os meus despertares e amanheceres. Já sei o que é acordar ao teu lado, ver-te abrir esses olhões que me enfeitiçam, que me põem a tremer das pernas, já sei o que é ter-te, saborear-te, sentir-te, já soube o que significava ser realmente tua e não me cansei ainda.

- Olá bonitona, já de regresso?
- Olá, sim, o que é bom acaba depressa.
- Foi bom, mesmo sem mim?

Se eu dissesse o que realmente sinto, gritar-te-ia que não, mas é claro que não. Sem ti nada p…

Quero e pronto!

Que bem que sabe ser eu, não procurar mais ninguém para além da minha prole. Sinto-me cada dia que passa mais tranquila e determinada, sei exactamente o que quero e espero da vida e não abro mão de nada. Crescer deve mesmo ser isto, olhar para a frente, deixar o passado lá onde ele já morou um dia. Aprender com os erros, move on!

Nove dias fora do ar que sempre respiro e que me abrem para novos desafios, os que já estão na "lista", mas que muito certamente por lá não continuarão mais tempo.

Não adiem, não protelem, tenham coragem de procurar e de ir atrás dos vossos sonhos, asseguro-vos que vale a pena. Eu vim beber energia, acumulá-la porque bem vou precisar, mas sei agora, mais do que nunca, que vou ser bem sucedida, e apenas porque decidi que sim, e olhem que a mente é a nossa arma mais poderosa!

Força para todas, muitas conquistas e sorrisos...

Finalmente sexo!

Tinha acabado de sair do meu banho relaxante, a corrida na praia já tinha terminado e preparava-me para me deitar nua, livre, no meu sofá a começar mais um livro. "Dolce fare niente", têm sido assim os meus dias, mas eis que me tocam à campainha. Que estranho, não conheço aqui ninguém...

- Olá, segui-te para saber onde moravas. Posso saber como te chamas?

Ele estava aqui, na minha frente, com o tronco nu, camisa ao ombro, um pouco ofegante, estava obviamente nervoso e com um olhar cheio de desejo de mim. Retesei-me, nervosa e mantive-me sem falar, lembrando-me de que estava enrolada a uma toalha minúscula.

- Já não consegui controlar-me mais, tens-me enlouquecido estes dias, que mulher linda tu és, sensual, de bem contigo, consegue-se perceber, e com tudo no sítio.

Tentei falar, mas já não consegui. Fui erguida no ar, carregada para o que lhe pareceu sem erro ser o meu quarto e depois disso, o céu. Fui envolta em mistério e desejo, senti a minha boca esmagada, sugada, o meu…

Body!

Praia, areia, corrida matinal, o meu mp3 e as músicas que mexem comigo, que me dão as variações de humor que necessito para me sentir bem por dentro. Estou finalmente sozinha, apenas eu e a minha vontade de não ter horários, preocupações, de me sentar a contemplar o outro lado do meu mundo com toda a tranquilidade e com tempo que há muito necessito. É uma aprendizagem longa e por vezes penosa, o estar sozinha, o ser apenas mulher, sem que precisem de nós, sem que nos chamem a todo o minuto, sem dar, apenas querer e ter.

Após 3 anos de separação, finalmente consigo olhar para mim e perceber que mulher me tornei. Estou mais forte, determinada, sei o que quero e sei sobretudo que agora as escolhas são minhas, passarão sempre por mim primeiro e o que não me fizer bem, não entrará na minha rotina. Estou egoísta? Que seja, now it´s me first!

Vejo-o todos os dias de manhã, sempre pela hora que começo a minha corrida, junto ao mar, onde a areia me massacra um pouco menos, corro sempre uma hor…

Mummy´s Weekend!

Cada dia que passa, fico mais mãezona e sabe-me tão bem tê-los por perto, usufruir do seu crescimento, estão uns rapagões espertos, sabem de coisas que eu me esforço por acompanhar. Que geração esta!

Eles sabem que filmes aprecio e inundaram-me de uns quantos que vimos em conjunto, directamente do computador do caçula e por consequência apertadinhos os 3 no mesmo sofá, em posições loucas e rodeados de comida, e bebidas por todo o lado. Uma gigantesca sala de cinema, com muita cumplicidade e mimo e com a enorme vantagem de estarmos todos semi-vestidos e desgrenhados. O mais velho já não participa muito, está crescido o rapaz, mas quando o faz, temos que seguir procedimentos próprios, fica tudo às escuras, porta fechada e som estridente, até o chão estremece.

Adoro sentir que ainda me procuram e tentam agradar, enchem-me de perguntas sobre o que quero, do que gosto e insistem para que me estique, estilo lagarta na sala e não faça mais nada a não ser dar-lhes atenção, estando por perto…

Vem...

Eu finjo que te ultrapassei, que a minha paz voltou logo que decidi que já não teríamos mais história, mas na verdade continuo a querer saber de ti, a olhar para as memórias que me restaram do teu rosto, a ouvir o som da tua voz, a mesma com a qual estremecia de cada vez que te ouvia chamar-me de pequenina. Fiz-me sempre de forte, de resolvida, desejei mostrar-te uma mulher que na realidade não existe, aquela que eu conheço iria querer gritar que te amo, que te quero desde que mudaste a minha vida e me mostraste que sou muito mais, que tenho tanto para dar, para sentir, que vale a pena recomeçar, procurar quem nos vê realmente, mas... mas acobardei-me e agora resta-me ir sabendo de ti, do que fazes, como vais, por onde andas.

Será que quem entrou na tua vida te cuida, te quer e acompanha como eu sei que faria? Essa mulher ouve-te, partilha dos teus sonhos, caminha contigo em silêncio na praia apenas a escutar a alma? Quem escolheste sabe realmente de ti? Acorda-te de mansinho com car…

I miss friends!

Deixei que as minhas rotinas me enrolassem num vai vem do qual acabo isolada e sozinha. Sinto falta de ter amigas, das verdadeiras, das que estão lá e cá também, sempre que eu preciso, que nós precisamos. Lamento não as ter mantido, as que tive, quando a vontade e a cumplicidade eram maiores que tudo o resto. Lamento não me ter permitido um espaço só meu, no qual pudesse saber das suas vidas, apoiá-las nos seus passos. Tanto que se perdeu pelo caminho, olho para trás e apenas nos recordo, mais jovens, cheias de sonhos. Sonhos de carreiras, de relacionamentos, de filhos... mas para a frente, no agora, no hoje, já não somos mais as meninas, virámos mulheres, cheias de pressa, de compromissos, de rotinas nas quais não nos incluímos.

Vi há pouco fotografias de um grupo de amigas que se mantêm desde a escola primária, as rugas tornaram-nas mais bonitas, mais cúmplices e as histórias são comuns, têm um começo, superaram o meio e caminham confiantes para o resto das suas vidas. Vi-as e bate…

Eu e tu!

Um fim-de-semana só para os dois, finally! Estávamos a planear isto há algum tempo já, mas as nossas vidas intensas e filhos de ambos, vinham dificultando a escolha dos dias bem como do local. Sendo eu uma estreante nestas lides de sair com o novo homem que escolhi para a minha vida, faz-me alguma confusão e provoca igual ansiedade, ir para longe dos meus filhos. Coisas de mãe galinha. Após longas “batalhas”, o Pedro acedeu a que vivêssemos cada um na sua casa, não mexendo com as rotinas dos miúdos, para mim é demasiado importante que não se vejam envolvidos no namoro da mãe, ainda nenhum de nós sabe como vai tudo ficar, e por consequência a cautela nunca é em demasia. - Nem acredito que vou acordar ao teu lado, que te vou ter todinha só para mim, nuazinha, com esse corpo maravilhoso que adoro tocar, beijar, possuir, sem pressas, sem horas. Anda cá meu amor, preciso tanto de ti. Adoro os abraços do Pedro, transmitem-me sempre tudo o que diz sentir por mim, deixam-me preenchida, segura, s…

Questions!

Agora é muito comum verem-se postagens, no facebook ou em blogs, acerca da melhor forma de tratarmos quem nos ama ou ignora. Em comum todas elas terão o enfoque em nós mesmos, a necessidade de nos amarmos e respeitarmos em primeiro lugar, porque somos ou deveríamos ser os mais importantes. Não mendigar amor, querer que o outro olhe para nós como prioridade e não como alternativa, blá blá blá… Se tudo fosse assim, com regras, normas e com resultados práticos... mas na verdade cada pessoa é uma só e por vezes deixarmos de procurar, de nos fazermos ouvir, afasta a pessoa, leva-a a julgar que já não estamos mais interessadas, e noutras situações poderão fugir a sete pés de quem se insinua e relembra – Olá, estou aqui e quero-te!
Mas que porra de vida mais complicada, ou seremos nós que queremos pôr o rio a correr ao contrário? Porquê jogar com palavras, com tempos e levar as pessoas ao desespero, quando bastaria um simples, SIM ou NÃO. A vida é demasiado curta para nos perdermos em indecis…

Quando decides que queres alguém...

Estava a ler num dos blogs que sigo, uma consideração acerca da melhor forma de se encontrar alguém para uma relação, e na verdade a situação nos dias de hoje é mesmo a de saber de que forma poderemos encontrar alguém interessante, que saiba pelo menos juntar palavras, se não for pedir muito! Tenho pavor a pessoas que não conseguem articular um discurso interessante. Gosto de alguém que tenha uma aparência cuidada, e quando digo cuidada, não significa galant de cinema, mas sim alguém com a auto-estima em alta e que goste de si. Um homem que seja de riso fácil, que mantenha os sonhos como motor de arranque para o que ainda pretende atingir e que não se "enrole" na negatividade tipicamente portuguesa.

Como encontrar alguém assim? Muitos mais predicados serão desejáveis, mas não pretendo encher-vos a paciência, o que eu queria era saber exactamente, de que forma poderei relacionar-me com uma abençoada alma, sem que tenha o selo do "PROCURA-SE PARCEIRO" estampado num …

Reencontros!

Vi-o de costas e foi no mínimo estranha a sensação que tive de familiaridade, senti que já o conhecia de algum lugar, a forma como se movia, o cheiro de um perfume que se me entranhava, ainda sem lhe ter visto o rosto, tive a nítida sensação de que conhecia cada contorno, sabia que os olhos seriam azuis, que a boca era carnuda e que fazia uma covinha na face sempre que se ria. Estava semi-assustada, não me conseguia mover e pareceu-me uma eternidade o tempo que levou a mostrar-me que estava totalmente certa.

Senti-me estremecer e gelei assim que me olhou. Franziu o sobrolho, fez um movimento para se afastar, mas voltou-se de novo para mim e perguntou - desculpa, mas eu conheço-te?

- De uma outra vida, quem sabe...

Largou uma gargalhada e aproximou-se mais de mim, senti a sua respiração e soube de imediato que já tinha beijado aquela boca. Olhou-me como se me estivesse a ver por dentro, agarrou-me a mão que apertou de mansinho enquanto largava um sorriso desconfiado.

- Como é que eu p…

Empty!

Certamente que conhecem a sensação de vazio que até em dias de sol nos podem invadir. Fico-me com a eterna pergunta  - O que faço eu aqui afinal?
Nem eu mesma me conheço totalmente, a minha alma inquieta mostra-me facetas que desejaria desconhecer, e permite-me inseguranças e questões que me ensombram a existência!

Acordo sempre a prometer que cada dia irei interpretar o meu papel o melhor que sei e desejo, mas fica difícil acompanhar sonhos sem alguém que os partilhe. Torna-se complicado não te saber por perto, nos braços que sei me protegeriam até de mim mesma. Escolho fugir, ir correndo sem saber exactamente para onde, mas se soubesses que é para ti que o quero fazer, correr para ti e prometer-te que me darei inteira, admitir que só tu afastarás os dias cinzentos e que apenas tu poderás fazer valer a pena tanto esforço, tanto empenho, as constantes tentativas de ser um ser mais completo, ser alguém para quem se possa olhar e admirar...

Permito que grossas lágrimas rolem, queimando…