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A mostrar mensagens de 2014

Mais 1!

Aqui vamos nós, na recta final de mais um ano. 2014 foi bem generoso comigo e ajudou-me na viragem que se impunha, porque me impus a mim mesma mudar, chegar mais longe e ser mais eu em todos os momentos da minha vida!

Profissionalmente permiti-me restabelecer o que me proporcionou um crescimento incrível, dei passos gigantes, aprendi com alguma dor, mas com muita vontade de me superar e consegui-o. Saí, pela porta da frente e mais segura, com uma bagagem que me irá certamente valer de muito no futuro. Foram colocados, no meu caminho pessoas maravilhosas e outras que não o sendo tanto, serviram para que soubesse distingui-las. Estou pronta para um novo desafio agora e 2015 virá com ele, não é apenas um desejo, é uma certeza.

Emocionalmente, uiiii, aqui é que o ano se superou. Consegui, FELIZMENTE, materializar um "fantasma" que me ensombrava, há largos anos, que me impedia de olhar para outro lado que não para dentro de mim mesma e do desejo que tinha de o tornar real e de o…

Somos diferentes!

A sério? Que bom, o contrário é que me deixaria preocupada.

Temos, mulheres e homens, formas de ser e de sentir que nem sempre se encontram, ou que chegam para amenizar tudo o resto, mas é nas diferenças que nos devemos focar, são elas que nos atraem e nos aproximam.

Após umas quantas horas de conversa, com mulheres já se sabe, percebi, que tal como eu, outras mulheres concordam que a incapacidade natural masculina para o diálogo, é o que atropela tudo e não nos permite desfazer as dúvidas e seguir em frente.

Os "problemas" resolvem-se falando, sabendo do outro, do que o move e quais serão os seus desejos e limites. Ok, eu percebo que nós temos uma capacidade de argumentação que os assusta, que muito provavelmente lhes recorda dos ralhetes das mamãs, mas vão ter que ultrapassar a fase da infância e avançar. Oiçam, respondam, argumentem e no final, depois de esclarecido, mesmo que com alguns gritos pelo meio, o resultado será sempre mais soft. Agora, optem por adiar, por fin…

Já não preciso!

Não tenho porque te explicar o que quer que seja, o tempo regressou às minhas mãos, e já nem sei muito bem do que cheguei a ter medo, porque os meus instintos falaram-me logo cedo e eles nunca se enganam!

Já estiveste na minha cabeça, já te senti tão intenso e em mim, que quis acreditar que poderias ser tu, mas eu não desisto de mim, mesmo quando acabar sozinha não é o que mais desejo, e por isso tirei-te, pronto. Encarar tudo isto como um crescimento inevitável, como mais uma etapa para poder chegar e estar pronta, é o que me forço a aceitar e a nunca me permito ficar no chão demasiado tempo.

Já deixei de precisar de ti, o meu botão foi accionado e consegui restaurar o que quase ias danificando irremediavelmente. Afinal de contas eu sou uma sobrevivente, supero-me, sobretudo a mim e encaro o que me chega. Certamente que te procurei e desejei de alguma forma, por isso o Universo ofereceu-me e esperou que eu dissesse, com toda a convicção, se era realmente isto e assim, desta forma. A…

Acertos...

Quando e sempre que achar que vale a pena, vou-me esforçar por ficar e por te manter!

Não vou desistir enquanto souber que sentimos os dois, igual, que nos desejamos e queremos chegar a algum lado, juntos.

Não é de todo fácil, fácil mesmo será dizer que não, já não quero mais, virar as costas e seguir em frente, sem pensar demasiado e sofrendo apenas o que e suposto. Já não tenho assim tanto tempo, mas sinto que o que me sobra está a servir para que o queira usar da melhor forma, para nos ajudar a ambos a conseguir o que já tantas vezes dissemos desejar.

Até prova em contrário, decidi que vales a pena, que terei que lutar por ti e por te incluir na minha vida. Eu já estou disposta e capaz de te receber, de fazer de ti a minha metade mais feliz, aquela para a qual valerá sempre a pena olhar e recordar.

Vamos acabar por nos acertar, de uma forma natural, entendendo que bastarão algumas mexidas e tudo acabará a entrar nos espaços certos, os que sobraram e estiveram sempre prontos para n…

O que nos distingue?

A nós mulheres?

Somos parecidas, com alguns padrões que até se encontram, mas existem diferenças, físicas e emocionais, fossos que se criam e nos afastam, cada vez mais.

Gostarmos de nós, é necessário, mas eis que existem as "modelos", as que têm TUDO, fisicamente e que se se aproveitam, usando e usufruindo do que se lhes é oferecido, apenas porque são bonitas, com tudo no lugar.

Não me parece que tenhamos um padrão para os "caçadores", bem, não o sei eu, que até circulo muito pouco, que não sei por onde andam e à procura do quê exactamente. O nosso país ainda é demasiado pequenino, mas caminhamos para lá a passos largos, para os estereótipos que se vêem há muito em filmes.

Nada parece suficientemente longe agora, estamos tal como qualquer outro país, onde se têm ideias firmadas sobre as relações e sobre o que se vai esperando, sobretudo das mulheres.

Prometo que um dia escrevo sobre o assunto. Quem sabe não nos ajuda a todos!

Sim, solteiras!

Em busca do amor perfeito, do homem que nos deixará a suspirar infinitamente e que o consigamos reconhecer e manter!

Gostaríamos todas, CLARO, de chegar lá, de deixar para trás tudo o que fez de nós pessoas amargas e menos felizes, mas não é fácil, não é mesmo. Não sei até que ponto será deprimente, observar as tentativas, goradas na maioria das vezes, de chegar, ver e agarrar o TAL, mas alguém vai ter que tentar.

Já passei a fase da descrença, do medo, ou pânico, julgo que estou mais no "whatever", o que for, será. Não porque o tenha decidido, mas porque não tenho alternativa.

O que há de errado em se estar sozinha? TUDO, mesmo TUDO. Ter quem esteja do meu lado, sentada na cama a ler, de cabeça encostada ao peito que bate por mim, sentindo a respiração, o pulso e saber que o que sou e desejo tem eco, não pode ser um sonho, tem que ser uma possibilidade, preciso de acreditar que sim.

Não entrei em desespero, ainda. Estou solteira, outra vez, como diz o bilhete de identidade…

Quem disse?

Quem afirmou, como se soubesse dos mistérios do mundo, que não se sobrevive a um desamor sem mazelas?

Quando gostamos de nós e nos respeitamos, o que não conseguem dar os outros deixa de ser problema nosso. Eu fui das que aprendi a apenas amar quem o deseja. Ao fazermos uma triagem, percebemos do que padecem e o que esperam de alguém, e assim conseguimos chegar a algum lugar ou a entender que não se chegará a lugar algum.

Os amores não podem ser unilaterais, quem dá precisa de receber, quem sonha precisa de matéria para manter vivo o que criou, precisa de chama, de oxigénio e ou o outro é capaz ou terá que sair de cima.

Sou um ser afortunado por nunca ficar a remoer dores que não pretendo carregar. Levanto-me e continuo, arregaço as mangas e produzo, faço os meus dias correrem à minha velocidade, sorrindo no percurso e entendendo que o que não me pertencia não teria como ficar.

Quem disse que se fica a sofrer horrores de cada vez que nos olham sem nos conseguirem ver e nos avaliam po…

Natal velho!

Os nossos dias eram em muito semelhantes, dois viciados em trabalho, almas sozinhas, mas com demasiados projectos em mãos, focados em tudo o que nos pudesse provocar arrepios de prazer e prontos para abraçar desafios novos e que até poderiam vir do outro lado do mundo!

Foi assim que nos conhecemos, quase que chocávamos nas filas para os check-in dos inúmeros aeroportos que mais pareciam a nossa segunda casa. De iphones em punho, com auriculares a resolver, a ditar, a decidir, quase que não nos olhávamos, mas sempre íamos largando sorrisos breves.

- Mais uma viagem?
- Yep, esta é das mais longas, uma semana, horas e dias bastantes para me balançar tudo o resto, parece que ninguém faz nada se eu não estiver por perto.

A conversa cresceu, espalhámos gargalhadas e descobrimos que éramos tão parecidos que poderíamos ter vindo da mesma casa.

O que aconteceu depois foi inevitável e de alguma forma previsível. Sabíamos o que queríamos, fazíamos amor de forma desenfreada, tal como vivíamos tu…

Tornar-me piegas?

NO, PLEASE!!! Não me apetece de todo, mas também sou humana e tenho dores, sobretudo de alma e sei que esta dor vai custar a passar se eu a remoer, se olhar demasiado para o que podia ter sido feito, se me culpar por não ter percebido!


Tornar-me piegas? Mas é que nem pensar!

Mesmo quando viajamos para o nosso destino, e até conhecemos todo o percurso visualizando-o, teremos sempre que ir percorrendo cada pedaço de estrada onde por vezes surgirão buracos, obras, ruas cortadas e desvios. Eles surgem quando menos esperamos e estão nos lugares menos prováveis, simplesmente porque não controlamos nada, ou muito pouco.

Não me vou castigar, não desta vez, porque sei que me dei toda. Sei que fiz o que era suposto e que baixei as guardas. Sei que estive quando me foi pedido e que me visualizei do outro lado, no teu caminho, mas não deu, tu não quiseste, não o soubeste partilhar comigo, pensando nas soluções, esperando e viver um dia de cada vez, ajustando-o.

Nem tudo é mau, já te tive e senti, …

Moving!

Temos que continuar, parar não é opção, não para mim, porque não quero, não devo e não posso!

A vida tem muito para se usufruir, todas as pessoas que passam por nós, fazem-no por alguma razão, poderemos até não entender no imediato, mas depois, analisando com a cabeça fria, acabaremos a perceber que fez sentido.

Não gosto de deixar de gostar de ninguém, mantenho-as no meu "livro" de memórias e vou tirando, uma a uma, sempre que alguma situação se assemelhe. Se tiver aprendido, certamente que correrá melhor, que me ajudará a reconhecer os pontos que foram menos positivos e a adaptá-los.

Sou uma devoradora de conhecimento, gosto de saber de mim e dos outros e entendo que estou aqui, nesta vida, para ser melhor, para ter tudo o que me propus. Claro que toda a aprendizagem e cada recomeço virá com algum trabalho, mas os finais têm compensado. Para mim sempre.

Vou fechar mais um ano com umas quantas almas cheias, umas mais do que outras, mas convicta de que a mim dei-me por inte…

Quando...

Já não é igual, quando deixaste de me conseguir por a flutuar e a sentir por dentro aquele tremor que me fazia mais viva e apaixonada por ti!

Não sei o que mudou, em mim, porque tu mantiveste-te igual, apenas te passei a olhar de forma mais atenta e acabei a não gostar muito do que vi. Vou esperar que entendas que no agora da minha vida quero TUDO, MUITO, MELHOR do que tive antes e não o faço por menos.

Tenho sempre forma de me restaurar, o meu desejo de encontrar quem se me assemelhe, permite-me manter o foco, não desistir e não abdicar de mim e do que venho planeando ter.

Quando as palavras já não trazem os mesmos sons, o melhor é sair de cena, devagarinho, evitando demasiados danos, tentando deixar para trás os toques que já me moveram o corpo e a alma, que me disseram, enganadoramente, que seria aqui e agora, contigo, mas que terão que ficar lá, no nosso passado, onde tu te impediste de avançar!

Não estou a lamentar, já não, porque simplesmente deixou de adiantar!

Renata my dear!

Vi, em primeiro lugar a tua silhueta, mais tarde os olhos, sobretudo os da alma e gostei de tudo!
Já nos falámos e sentimos por dentro, já soube do que te rouba o sono e da quantidade, astronómica e monumental de amor que tens para dar, mas percebi, em cada som e gargalhada sincera, que ainda desejas e esperas encontrar um homem à altura, um ser capaz de te preencher e de te dosear a "loucura" saudável.
Já me tens como amiga, verdadeira, que se importa com o que sentes e sonhas e como tal incluo-te em cada pedido que faço a Universo e ao teu Anjo (para que saibas, o seu nome é YELAIAH).
Mantém-te assim, genuína, pronta para receber quem te mereça. Não baixes a fasquia, não aceites o pouco, porque tu tens o que qualquer homem deseja e isso custa caro e é precioso.
Não desistas, não aceites, ou sequer te trevas a achar que quem te "magoou" estava certo, ou merecia o que ofereceste, porque quem nos ama, cuida-nos, em cada percurso, não nos foge ou se esconde, está se…

Formigueiro!

Valha-me a minha capacidade de me restaurar, de dar a volta por cima, mesmo quando pareço ter começado mal o dia, sem muita vontade de fazer o que quer que seja!

Não sei estar quieta muito tempo, tenho necessidade de me mover por dentro e por fora, de estar sempre a construir algo que para me acrescentar a mim mesma. A vida já vai esperando cada vez menos.

Não sei se a culpa de tudo isto é do final do ano, mas a verdade é que me apetece MUDAR, chegar a algum lugar diferente, novo. Apetece-me exceder-me, conseguir o que planeio há já algum tempo, apetece-me querer sem reservas, pondo de lado o receio de estar a mover outros Universos que não apenas o meu.

Já me fartei de dançar, não acalmei o formigueiro, acho até que o intensifiquei, mas permitiu-me estr ainda mais viva do que o habitual AND I LIKE IT!

Pesado!

Pesado fica sempre, a dada altura da vida, mesmo que tente relativizar. Sinto a responsabilidade nas decisões, tudo quanto penso e até o que sonho, influencia outros tantos que não apenas eu e isso deixa-me por vezes a desejar ser outra pessoa, a voltar para onde já estive segura e protegida, mas deixou de ser opção, agora é comigo!

Não tenho muita margem de manobra, tenho de pesar, medir e entender para que lado devo caminhar, o que fazer e como não perturbar, demasiado, a prole, sabendo que será sempre melhor, para todos.

É pesado estar nos meus sapatos, ser a que precisa de fazer acontecer, a cada dia, todos os dias, mas por outro lado permite-me uma maior liberdade, um crescimento interior que me tem tem transformado num ser mais forte. Tudo vem com algum custo, mas só no final das contas poderemos determinar o saldo e para já é positivo!

Complicamos, pois então!

Tudo nas relações chega de forma sobrevalorizada, tendemos a fazer demasiadas perguntas, ou menos que as supostas e de cujas respostas desataríamos a correr que nem desalmadas, se ao menos as tivéssemos feito na hora e local certo. O equilíbrio, a capacidade de dosear a nossa necessidade de saber do outro, de o ter, de o parar de fantasiar, bastando para isso que se consiga dar, tudo isso complica TUDO o resto!

Podemos até não desistir, não nas primeiras dificuldades, mas a verdade é que deveremos ser capazes de perceber quando parar, quando já não houver remédio, quando já tiver morrido muito antes de começar a  "cheirar" mal. É duro, custa parar, dizer BASTA, pelo menos para a grande maioria de nós, mas se não der, se os ajustes não forem possíveis nem reais, então nunca funcionará.

- Digam lá que não pareço uma entendida no assunto?

Sei algumas coisitas, sei o que não quero, o que nunca vou permitir.
Sei que me colocarei sempre em primeiro lugar, cuidando de estar bem e …

Podemos ser substituídos!

Não devemos, em nenhuma circunstância, ficar demasiado confortáveis numa relação. Há que cuidar, SEMPRE, a cada segundo da vida de quem permitimos entrar na nossa!

Achar que nunca conseguiremos encontrar outro igual, que o amor que chegou é único, sê-lo-á apenas até amanhã, se vacilarmos ou se olharmos para o lado.
És substituível, oh yes you are! Tu e eu, podemos sempre ser a outra de um outro alguém. Tens que saber de mim, tens que cuidar de mim, tens que me amar, TANTO, como se amanhã o mundo fosse terminar. Tens que me amar com TANTA intensidade que mais nada pareça importar e de forma a que o que somos, bem cá dentro, seja o motor de tudo.
Posso ter um outro, num minuto, não duvides. Mas é a ti que desejo e quero na minha vida, AGORA. Não te vou afastar, por mim. Não te vou descurar, nem fingir que tens tudo o que precisas, porque quem te falta sou eu, mas até EU saberei que somos substituíveis.
Se eu não for nada para ti. Se não lutares para me teres da forma que desejo, porque…

Parece ter passado...

Muito tempo.



Sinto, agora, que te conheço há décadas e que o que fizemos, cada passo, foi predestinado, teria que acontecer...

Não consigo evitar olhar para trás, tentando perceber de que forma chegaste até mim e porque me conseguiste "convencer" a aceitar-te. A vida encontrará sempre meios para se satisfazer, para concluir o que começa, talvez seja mais fácil assim, aceitar.

Gostei de TUDO, senti-te por dentro, o teu sabor, a tua força e determinação. Cada toque teu moveu o meu corpo para as sensações certas, fizeram-me sentir mulher outra vez, desejada e que bem me soube.

Hoje, após ter deixado de te ouvir e de sentir, parece ter passado muito tempo, demasiado e até tu sabes que cada hora sem o "nós", servirá apenas para nos afastar mais ainda.

São escolhas, são movimentações, são desejos, ou a falta deles. Não vou lutar por ti, decidi que não o faria assim, porque ou me queres, ou me me incluis, ou me perdes, sem volta, sem segundas chances. Sabes o que sinto p…

Amores que perduram!

Amores que perduram! Pedaços de mim, que me fazem, a cada dia, o que gosto de ser. Cada um dos meus filhotes conseguiu mudar-me, obrigando-me a uma renovação e a um crescimento que por vezes até me surpreende!

Eu sou a que faz acontecer, com quem contam, não importa o estado em que esteja, mesmo que me doa a alma, o corpo e nem que a minha cabeça pareça estalar de tantas lágrimas que derramo.

Amanhã, pelas 10 da manhã, o meu segundo filho fará mais 1 ano, serão 15, mas que não me deixaram, em nenhum momento, desejar que fossem mais, que estivesse mais crescido, porque aprendi a amar cada segundo da sua vida, desde que chegou até mim e foi o primeiro e o único que colocaram em cima do meu peito. É especial, como o serão os outros 2, mas é sobretudo a voz que me abafa os silêncios. Com ele tenho sempre vida, perguntas, ânimo e questões para responder. Começou a andar aos 9 meses e cedo me mostrou que nada poderia ser morno ou tranquilo com ele por perto.

Aprendi a dizer-lhe que o amo, c…

Sapatos versus José Sócrates!

O que tem um coisa a ver com outra afinal?




Por sugestão de uma amiga, após uma conversa bem animada e algo reveladora, decidi escrever este post, sobretudo porque percebi que muitas mulheres encontram tantos "predicados" ao nosso ex primeiro ministro, quanto aos sapatos. O facto de estar atrás das grades talvez até lhe tenha acrescentado charme.

Bom, eu fico-me pelos sapatos, mas aceito que ambas as opções deveriam originar study cases, até porque se os homens já encontram alguma dificuldade em entender esta nossa paixão, ou adicção, pelos sapatos, imaginem encaixar nisto tudo o José Sócrates. Ups!!

Hoje acabámos a rir, melhor, a soltar verdadeiras gargalhadas com algumas das conclusões a que chegámos. Que "bichitos" interessantes somos. O nosso olhar sobre o mundo é muito particular e bem mais colorido, mas o certo é que quando decidimos matar, não existe indústria farmacêutica que resolva. As curas para este tipo de males, para as mortes súbitas, por incompetência…

De mim sei eu!

O que sei de mim, a forma como entendo e aceito cada passo que dou, ajuda-me a ultrapassar algumas dores!

Neste momento sinto um cansaço emocional GIGANTE e um descrédito em relação aos outros. Já percebi que existem incapacidades, dores e sofrimentos que as irão acompanhar sempre e impedi-las de recomeçarem, mas é triste.

Não sei quem as magoou, porque o permitiram e como conseguem apenas respirar, sem sentir os cheiros, sem antecipar que tudo pode melhorar, que na esquina das suas vidas poderá estar quem as amará, sem reservas, sem cobranças, alguém que não precisará de nada mais a não ser que as amem também.

Aprender a andar vem sempre com algumas quedas, umas irão deixar cicatrizes, feridas abertas, outras servirão para nos ensinar, alguma coisa, não sei muito bem o quê, talvez a apertar as defesas, a endurecer e a escolher melhor os caminhos.

O que sei de mim agora, é que não posso aceitar quem não me aceita. Não posso entender quem não me entende e certamente que não terei forma …

O que sentes depois do sexo?

O que sentes depois do sexo? Algumas de nós seremos verdadeiras cabras, das que usam e não perdem demasiado tempo com quem não está à altura e com quem falha satisfazer-nos, serão os novos indícios de uma sobrevivência puramente feminina.

A repulsa pode chegar quando menos esperamos. Ele até poderia indiciar muita sedução, um toque quente que nos deixaria revigoradas, mas um passo em falso, uma palavra mal colocada, um olhar para o vazio e PUMBA, dead and gone!

Olhado desta forma poderá até parecer cruel, mas há que distinguir o trigo do joio, não gastar o que nos é precioso, havendo, como há, tanta oferta e um mercado tão vasto, teremos que aprender a ser boas compradoras.

Já senti alguma indiferença, e até já fui demasiado crítica em relação a mulheres assim, mas cada vez as entendo melhor. Joga primeiro. Escolhe os melhores. Diz antes que te digam. Decide quando e onde, isto é o que nos pode manter vivas e com poucas feridas de guerra.

Depois do sexo, só poderemos sentir uma de duas…

Porque não quiseste!

És mais do tipo bélico, do que vai à luta até conquistar, mas quando a "presa" te pertence, arrumas as armas e esperas por novos desafios!

Não será defeito, talvez feitio, quem sabe uma forma distorcida de procurar pelo que na verdade te importa muito pouco. Eu aceito, não posso fazer mais nada, para te mudar claro está, porque por mim posso e vou.

Quando alguém decide que não quer, que o caminho não pode ser percorrido a dois, eu entendo que não nos devemos impor. Ou nos querem, ou não de todo e nada mais se pode acrescentar.

Sinto algum "medo" de mim, daquilo em que me tornarei se falhar agora, conheço-me demasiado bem para saber onde vou parar e não será bonito. Solitário talvez, mas pronto, a força vem de lugares bem misteriosos.

Se não queres quem sou eu. Por mim terminou o capítulo, hoje, já

Idade para casar!

A idade para casar nudou nestes últimos anos temos vindo a assistir a uma viragem no Universo do casamento e das relações.

Com o que sonham agora as meninas, no que diz respeito ao "até que a morte nos separe", parece-me que é com muito. As prioridades foram revistas e adaptadas ao mundo real, porque na minha juventude, vivíamos numa espécie de negação ou burrice generalizada. Os contos de fadas são apenas isso e é por esse motivo que estão nos livros, ao contrário da vida real.

Para o bem da indústria dos eventos e casamentos, convém que outros continuem a sonhar e a antecipar os festejos que antecedem, supostamente, uma relação feliz e completa, mas a realidade é que, as mulheres, sobretudo elas, meteram novas mudanças (já temos carros com sexta) decidiram que precisam de gostar mais delas, de chegar a algum lugar profissionalmente, de conhecer o mundo e a elas mesmas para poderem dar e perceber a quem dão. Nada de mal nisto...

A era do descartável é que chegou com demasia…

Out? Sim...

Já não saía à noite há... uiii... sei lá eu há quanto tempo, mas pronto, ontem compensei!

Mesmo tendo tido uma semana com uma movimentação "anormal", consegui arrastar-me, julgava eu, para uma discoteca com gente maravilhosa. Não me arrastei de todo, dancei desde que meti os dois pezinhos, até que saí com os mesmos. Estava mesmo com pilhas duracel, o que é compreensível devido às batidas tão familiares dos anos 80.

Casa CHEIA, mulheres então, caramba que o mundo não vai acabar de certeza.

Vi de tudo, casais que se namoravam, que dançavam juntos e que bebiam tranquilos. Mulheres sozinhas, ávidas de arranjar parceiro, movendo-se de forma quase alucinada, os rituais de acasalamento já remontam a vários séculos. Homens, bem, esses então, de copos na mãos, de olhares que se tentavam fixar em alguma "presa".

Adorei a desenvoltura, a minha descontração, senti-me como se sempre ali tivesse estado e se a frequência nas saídas fosse ENORME. Não sei o que me deu, mas correu …

Nunca é igual...

Nunca é igual! Não conseguimos que nenhum dia seja como o anterior e ficamos sem saber o que esperar do próximo!

Hoje senti-te mais longe de mim do que o habitual. Não porque me pensasses menos, mas simplesmente porque o dia não o permitiu. Falámos de forma breve, estivemos numa correria profissional que sempre acaba a protelar a emocional. Vencedores e vencidos, inevitável.

Gosto de ti, digo-o sempre que posso e repito-o quantas vezes me perguntares. Gostar de ti parece ser o que faço melhor, ultimamente, tu reconheces que sim e eu fico mais completa por sentir que te passo o que sou, nem mais nem menos.

As minhas rotinas, a existirem, começam e terminam contigo. Tens-me "oferecido" as partes de ti que já vou encaixando, ensinando-me a ser mais expontânea,  a desejar ser desejada e a não me esconder nem do que sinto, nem de mim.

Hoje o dia foi desigual, é assim  que me chamas, dizes que sou diferente de tudo e de todas as mulheres que já conheceste. Espero que isso seja rea…

Embora lá, todas!

Temos um grupo de mulheres que se desgastam nas queixas, que procuram soluções para pertencerem a um mundo onde nos é permitido divertir, sair mais, usufruir do nosso estatuto de livres e desimpedidas, mas acabamos sempre a protelar, a deixar para outro dia, para outra semana ou mês e no final nunca vamos!

Esta velha história, mas cada dia mais recente do regresso ao mercado, deixa-nos com alguns receios, porque continuamos a ser mulheres, mas agora sozinhas e mais propensas a juízos de valor e a julgamentos sumários. Triste, mas real!

Nem todas poderão fazer parte do círculo cada vez mais restrito, porque as capas que deixarmos que nos cubram, poderão tornar-se demasiado pesadas. Estamos em pleno século 21, mas aparentemente muito pouco mudou, o escrutínio mantém-se e os olhos fixam-se em cada uma, decidindo ver o que desejam.

Gostava de conseguir evadir-me de mim mesma e simplesmente ser e deixar-me ir, mas não sou a única e quem sabe não formamos um clube!

Onde estás?

Onde estás?

Não te tenho procurado, já nem sei se existes, tento não me desmotivar, mas CARAGO, estou a pedir assim tanto? Um homem que o seja realmente, que não me defraude, que tenha, só que seja metade do pacote?

Não me parece que se torne mais fácil, pelo contrário, os célebres 40 acrescentam-nos exigências, vontade de mais e a impossibilidade de querer apenas parte, seja lá do que for. Eu sei o que não preciso, para onde não quero ir e quem tenho de largar para continuar. Assim sendo, acabo a estreitar as opções já o percebi, mas ou é à minha maneira, ou temos o caldo entornado.

Porra para isto, já me tinham dito que iria ser assim, mas a julgar pelo que sou e tenho, achei que houvesse por aí mais almas, mas o que aparece nem o diabo deseja.

Vou fazer uma pesquisa de mercado e aceito sugestões, a minha amiga fala num célebre site, eu enrugo o nariz, mas pronto, se não tentar...

E agora?

E agora? Como é que te vou reparar por dentro? De que forma reconstruo o que ajudei a quebrar?

Eu sei que não fomos o bastante, um para o outro, menos eu talvez. Nunca fosse minha intenção magoar-te, mas sei que te falei na tristeza que estava tão dentro de mim que não te permitia entrar. A verdade é que nunca tiveste forma de me sarar, de fazer brilhar o sol que preciso para que o meu mundo continue a girar para o lado certo.

No meio de nós estava um gigante. Um ser que valia bem mais do que eu mesma, alguém que tentei arrancar e por quem tantas vezes chorei até que mais nenhuma lágrima se conseguisse produzir. Mesmo de frente a mim, ofuscando-te, ficou quem ainda teima em me ensombrar e quem não me deixa amar quem me ama de volta.

Perdoa-me, a mim que sei tão bem o que significa ser magoado. Perdoa-me não conseguir deitar fora anos de silêncios, aqueles a que nunca me votaste, porque sempre me ofereceste palavras que eu ouvia, que até me mexiam por dentro, mas que não bastavam. Perdo…

Catástrofes?

Mais do que 2 mulheres já é um clube e quando elas se juntam para falarem sobre as relações e as suspeitas, ui, fujam os homens e agarrem-se as restantes mulheres, vêm aí tempestade, ventos e dos ciclónicos.

A "nossa" visão do Universo masculino é muito individual, mas roça o colectivo nas partes más, ok, nas menos boas. Quando nos pomos a inflaccionar as incapacidades dos homens, toda a informação é derramada de uma forma, diria, criativa (estou a rir-me por dentro só com a ideia da coisa).

. No que nos baseamos afinal para condenarmos sem direito a julgamento?
. O que foi que nos "azedou" tanto, ou quem, para que acreditemos só poder acontecer assim, não importa com que homem?

Não somos mesquinhas, eu pelo menos acho que não, mas as nossas unhas crescem apenas perante a ideia de sermos magoadas ou usadas. Evidenciamos uma sabedoria perante as relações das outras, estamos sempre prontas para incentivar ou desmotivar, dando exemplos e parecendo conseguir provar qu…

Nem sempre!

Nem toda a gente entra na nossa vida para ficar, no entanto já aprendi a valorizar cada uma, a perceber o papel que desempenham no meu percurso, porque chegam, sem pedir e porque me fazem sentir tão especial apenas para depois me deixarem.

Ainda me consigo lembrar da primeira vez que te olhei, de frente, sem obstáculos, sem mais ninguém a importar, apenas nós, durante o tempo que precisámos para nos vermos mesmo, para nos podermos tocar quando o coração parecia já não aguentar. Os teus olhos entraram tão dentro de mim, percorreram cada pedaço do corpo que tantas vezes ansiaste ter, foste tão tu que quando me tocaste não estranhei nada e soube que te reconheceria em qualquer parte do meu mundo.
Tudo dura o tempo que é suposto, vou aprendendo essa lição valiosa e continuo, inteira, à espera, a querer que um dia chegue lá, até ao lugar onde já nada será novo, onde eu e tu, quem quer que sejas, conseguiremos falar sem palavras, sentir de igual forma, fazendo do outro a prioridade. Nessa …

Mulheres que vibram!

Gosto da sensação que algumas ainda me passam. Respiram uma energia e intensidades que me refrescam e me fazem querer ser mais e melhor!
Mulheres que parecem até ficar mais altas, que vestem de forma elegante, segura, que são líderes natas e cujo aparente conforto nos conforta. São refrescantes, caminham ligeiras, não se inibem, nem se permitem vacilar. Não, não é fachada, é maturidade, crescimento emocional, vontade de chegar a algum lugar por escolha própria, porque podem, porque sim.
Somos todas diferentes, com percursos que nem sempre colidem. Estamos em zonas mais ou menos cosmopolitas, temos sonhos maiores, ou tão pequenos que se perdem no tumulto da vida. Não existe essa de que todas as mulheres são iguais, porque não existe uma que se assemelhe, cada uma é um Universo inteiro, virado e revirado, tantas vezes quantas as que levaram a chegar até onde se destacam, seja de que forma for.

Cada vez gosto mais de ser Mulher!

Vieste!

Tive-te, senti-te, no meu elemento e encaixei-te naturalmente, permitindo que visses e seguisses os caminhos que percorro a cada dia!

Soube-me tão bem, foi tranquilo, totalmente desprovido de medos, sem olhar para trás do ombro uma única vez. Tu fazes sentido, és quem imaginava e precisava de ter. A tua tranquilidade e segurança deixam-me mais confiante, a acreditar que é possível, que existe, sim, algures, alguém que nos pode completar e mudar os dias.

Vieste e eu adorei cada segundo. Estou certa de que te recebi bem, que cuidei de te amar como precisas e mereces, que te olhei bem dentro e te fiz sentir o quanto já és importante e que estou pronta, determinada, desejosa de seguir com o que já começámos.

Gostar de ti é o que me importa agora!

Venha lá o diabo...

Venha lá o diabo e segure-me a alma, porque por vezes acredito que para mim, matar alguém, limpar o sarampo, aniquilar, reduzir a pó, e podia continuar e continuar, em dias como o de hoje fica tãoooo perto de acontecer que nem eu me reconheço!

Se há coisa que me tira do chão, do sério, da realidade, é saber que alguém tentou "mexer", só que seja com o dedo mindinho, num dos meus filhos. A minha função, enquanto mãe, é não apenas a de os amar, mas também de os proteger, de cuidar da sua sanidade mental e bem estar físico, todos os dias das suas vidas, enquanto eu tiver forças nos braços, nas pernas e o meu cérebro funcionar.

Não me testem por favor, não queiram conhecer os meus limites, porque a acontecer, corre mal, uiii, se corre. Eu viro a leoa, a bicho, transformo-me num ser que nem sequer existe na terra, tal é o grau de mutação.

Assustei-vos? Pois, é suposto que aconteça assim, porque eu sou o resultado do amor que aprendi a dividir por 3. Sou uma pessoa melhor porque pa…

Há quanto tempo?

Conheço-te vai para quase uma década e sempre te mantiveste assim, consistente, teimosa, com uma sabedoria e tranquilidade que chega a enervar!

Nunca fazes o que é suposto, não segues tendências, não admites imposições e não te vergas a convenções. Não és fácil e contigo só se pode amar ou odiar, mas eu tirei-te a fotografia logo no início. És doce, responsável, confiável, autónoma e incansável no que toca aos teus objectivos. Um carácter construído sob muito trabalho.

Sabes ouvir e fá-lo sempre que alguém próximo de ti o precisa, eu mesma já te "usei" para tentar perceber se estou no caminho certo, se me mantenho na minha aparente consistência, sem desvios perigosos. Gosto do teu olhar de um azul céu, que se vai moldando ao tempo e às emoções e que me envolve, acentuando as palavras e os gestos.

Sinto que já te conheço há tempo suficiente para te aceitar como és e para te ver por dentro, porque mesmo sem comunicarmos com a frequência que desejaríamos ambas, estamos sempre …

Porque escrevo afinal?

Para que se me encha a alma de cada vez que alguém se manifesta, se acha bem representado e se revê em cada sílaba!


As palavras têm poder, mudam tudo à sua volta e deixam, a quem as usa, mais inteiro, mais livre, mais vivo.

Esta aventura tem-me mostrado por dentro de uma forma tão real, que nem um psicólogo arranjaria talento, experiência ou sequer sabedoria para mo explicar. Os pedaços de mim saem, com vida própria, soprando o que alguém, algures, precisa de ler, de ouvir e de entender.

Quando me leio, quando passo os olhos em tudo o que já imprimi para a posteridade, que deixou de me pertencer, quase que duvido, mal me reconheço e acabo a perguntar quem é esta mulher e de onde saiu.

Escrever é inevitável, é a minha fonte de energia, o que me mantém em alta quando quase perco a fé no mundo. Faço-o porque quero muitos sorrisos, sentimentos, tremores na espinha, sonhos e desejos que podem ser concretizados. Se eu for sabendo, a cada passo, que consigo tudo isso, então sairei mais engra…

Sentir e fazer...

Bem, uns aos outros, gastar tempo, ou melhor, usá-lo, em prol dos que começaram por ser importantes para mim e conseguiram manter-se assim!

Não será apenas porque estou mais velha, mas também porque a minha consciência, actualmente, tem a noção do que me pode acrescentar algo mais, que pessoas importam, quem quero ter por perto, mesmo que estejam do outro lado do oceano.

Estive numa relação, longa, que me consumiu, que me sugou os interesses, que me afastou de amizades que me teriam mantido mais eu, de gente que cresceu comigo e por esse motivo sabia quem eu era e de que forma sonhava o meu percurso. Correu mal, porque eu o permiti, porque deixei de acreditar em mim, no que queria e desejava, dei a outro o poder que conquistara a muito custo.

Estou de volta, mas com perdas inevitáveis. Por outro lado, começo a acreditar que se mantiveram os que valiam a pena, mas não consigo deixar de desejar amigas e amigos fiéis, daqueles que nos acolhem e que caminham connosco. Amigos com quem pode…

Ora então!

Dizes que gostas de mim, que me adoras, que sentes a minha falta. Blá blá blá...
Desculpa o tom de quase desdém, mas a verdade é que não concebo que o amor venha assim, que se encurte ou se estreite para que possa servir a alguém, que a dada altura decidirá que afinal... bem, "afinal até quero, até preciso, até te vejo".
O amor não é isto. Quando despertamos alguém e a levamos a reparar em nós, precisamos de respeitar a sua individualidade, de a elevar e de a manter no alto de nós, ceder-lhe o lugar que merece e que reconhecemos algures no nosso espaço e momento.
Fugir é o mais fácil, virar as costas e espreitar, de esguelha, é feio. Devemos olhar de frente, oferecer as mãos, pedir ajuda e dar ajuda, falar ao coração, dividir as lágrimas e os risos, estar disponível, isso sim é querer alguém, já os silêncios...

Eu consigo, eu chego lá!

Eu consigo, eu chego lá!

Eu sei que sou suficientemente forte para o conseguir, para ultrapassar a chuva, a forma dúbia em que me mergulhei, anos a fio. Eu sou a que se reconstrói, de cada vez que se magoa, que cai, ou que não sabe ler nas entrelinhas.

Por vezes até o respirar se torna difícil, acordar dói, e cada músculo se retrai com medo de não se conseguir mover.



Cada parte de mim se ressente, sobretudo da minha incapacidade de me libertar do que não me faz bem, mas prossigo, não me detenho, arrasto-me se preciso for, porque amanhã, acredito que amanhã, tudo ficará mais calmo e visível.
Eu consigo, sozinha, porque sou eu, porque me conheço, e porque quero chegar lá, onde o que me pertence será meu!





















E pronto...

O sol espreita e toda eu mudo por dentro!

Isto de ser um signo de ar tem porras, não me dá tréguas, mexe e remexe comigo, por vezes indo para além da minha própria vontade.

Com uma nesguinha de sol, tudo o que precisava de saber e entender, iluminou-se de repente, pareço ter acabado de acordar, de despertar, para a vida, para o que é suposto fazer. Assim gosto bem mais, já arregacei as mangas, dancei, ri e todo o meu semblante resolveu iluminar-se, tal como o fez o sol.

Sunshine here I go!

Não te quero só...

Não te quero só nos meus sonhos, vais ter que fazer parte de tudo o resto!

Quero poder sentir-te, comigo, quero que estejas inteira de cada vez que te toco e te faço minha. És a mulher que escolhi, e muito antes de o saberes tu, já eu sabia que tinhas tudo o que preciso. Tive a certeza quando te beijei, de forma suave, meiga e com algum receio de que me fugisses e não te conseguisse agarrar mais.

Agora que já nos temos, agora que cada dia vai chegando para que nos saibamos realmente, mas que ainda te sonho, a dormir e acordado, quero que sejas mais, rápidamente, que consigamos galgar todas as etapas que precisamos de percorrer, para que já estejas aqui, na minha realidade.

Tens sido uma descoberta e uma revelação, o teu modo suave e quase de menina que me enlouquece de desejo e me faz querer ensinar-te, tudo o que precisas, tudo o que mantiveste escondido à espera de alguém, de mim, para se poder libertar. És a mulher que desejei, que tanto procurei, que por vezes cheguei julgar não e…

E agora?

O que faço quando acordo contigo tanto em mim que quase te consigo tocar?



As noites são sempre aquietadas porque estás no meu sono reparador, nos sonhos que desejo prolongar para que te faça e te tenha como e enquanto o desejar, mas as manhãs, quando elas chegam e não te tenho, quando vejo que o teu calor e toque ficaram para lá do sonho que talvez consiga voltar a repetir, arrepio-me, estremeço do medo que causa não estares do meu lado.

Hoje foi mais uma manhã difícil, em que mesmo tudo o que se me impõe fazer nunca te afasta do meu pensamento. Hoje fui correr para me libertar de um desejo que fazes crescer apenas com o som da tua voz, a que me soa meiga, determinada, apaixonada, por mim, mas não chegou e ainda dancei, dancei até que o meu corpo me gritou que parasse.

Estamos literalmente dentro de um furacão, de mãos dadas a querer que tudo sossegue para nos podermos saber e ouvir, mas por ora, por ora tudo é demasiado veloz e intenso para que pensemos de forma racional.

Eu sabia, t…

Lei de Murphy!

O que pode correr mal, vai certamente correr mal!


Há dias assim, correcção, meses, parece que tudo acaba a ser uma sucessão de eventos negativos, umas coisas levam a outras e BANG, o pior acontece.
Não sei se a Lei de Murphy reflete a energia negativa, ou seja, o que vai colta, mas a verdade é que na maioria das vezes, para grande parte das pessoas, quando algo faz realmente falta, nunca acontece.
Estou um pouco assim, mas vou já já pedir perdão por tamanha veleidade, porque isto de nos queixarmos de barriga cheia...
Ok, eu sei que estou na fase do querer muito, MUITO mesmo e de não me querer contentar com menos, mas bolas, estão algumas coisas perras, IS IT ME?

Só porque quero!

Acordo contigo no pensamento, com a sensação das tuas mãos que percorreram todo o meu corpo, aquele que te enlouquece por te pertencer, por te passar o que esperas. Acordo logo cedo sentindo que mesmo não estando do meu lado, estiveste, toda a noite, enquanto te sonhei, enquanto respirei o perfume que já se entranhou em mim e que reconheceria de olhos fechados. No meio da multidão estás tu, os outros param, deixam de existir, caminho sem os ver, porque os meus passos sabem para onde ir, quem procurar, onde chegar.

Estava aqui a pensar no que me faz querer-te assim, mas só poderás ser tu, a tua forma de também me querer, o desejo que não escondes, até os receios que acumulas de que não possamos continuar juntos. Estou, finalmente, tranquila, a saber que cheguei, que quando te pedir virás, que sempre que o meu coração desesperar tu poderás sossegá-lo.

Já somos um casal, acordamos e adormecemos com a nossa voz a soprar os últimos sons, os mesmos que nos acompanharão pela manhã. Eu nunca…

Não há como medir!

- Tenho medo de gostar demasiado de ti.
- E porquê?
- Não me apetece sofrer.





É difícil, por esta altura, achar que não estou já demasiado apaixonado por ti, mas tento convencer-me do contrário e faço-o para me proteger, para me manter à tona. Eu sei que tu és quem eu tanto procurei, que a tua forma de me dares o que preciso para te pensar, a toda a hora, para te desejar a cada minuto, é o que me deixa de sorriso rasgado, a "quase" acreditar que posso ter quem fique do meu lado para a vida.

O que procuramos, todos, afinal? Quem nos possa dar as mãos e caminhar do nosso lado. Quem não receie expor-se, desnudar-se, mostrar as fraquezas e manter-se forte para o outro. Os caminhos nem sempre serão os mais suaves, mas se forem percorridos com que nos muda, CARAMBA, tornam-se mais suportáveis, mais seguros, menos solitários.

Não tens como medir de que forma gostas de mim, não o terei eu também, mas que já deve ser muito, disso não duvido!

Vou ser...

Forte, intensa, hoje apetece-me.  Prepara-te, agarra-te bem à cadeira, porque vou querer que saibas de que forma te sinto e quero!


O que eu julgava ser difícil pôr por palavras, sobretudo quando falamos de viva voz, sim, porque a escrever eu sou o que se sabe, palavras e mais palavras, mas se tiver que te olhar, sentir e verbalizar, gaguejo, embrulho-me e termino sempre com a sensação desagradável de não ter dito o que deveria, tem-me escorrido veloz e imparável.
Já sei ao que sabes, como me consegues deixar pronta, quente, a escorrer de mim e de ti tudo o que me dás. O teu toque arrepia-me até as partes do corpo que me esquecera de sentir, as tuas mãos não precisam que as guia, vão a cada recanto, nunca se aquietam, parecem ter-me tido sempre. O que me sussurras deixa-me quase descontrolada e mordo os lábios para não gritar que preciso de ti, em mim, que o teu peso me tira o ar, mas me recorda que é contigo que respiro agora. 
Falámos tanto sobre nós, usámos toda e cada palavra que …

Com a noite...

Com a noite chega a parte do dia de que menos gosto, com ela acerta-se mais um pedaço de vida que deixo de ter e de viver contigo!

Estás ao meu lado, durante quase todos os restantes minutos, ocupas-me o pensamento e enches-me o coração, por vezes de lágrimas, mas muitas outras da alegria que me injectas e que eu te devolvo, porque amar-te é o que me dá forças para continuar.
Ainda te estou a descobrir, o teu olhar tem jeitos que me vão indicando de que forma me sentes, o teu corpo vai-se encaixando no meu, acertando os cantos e recantos que precisamos para sermos um só, sempre e de cada vez que juntamos os corações, que nos abraçamos com medo de nos soltarmos, de nos deixarmos ir.
É na noite que sei que afinal ainda não te tenho e que faltará muito, alguns caminhos e uns quantos mundos, os que trazemos na mala e os que precisamos de juntar ainda, para nos pertencermos. É com a noite que tenho a consciência de que muito dificilmente a montanha entrará pelo mar e assim sendo, terei que…

Gosto de ti, deixas?

Até para se gostar parece que temos que pedir autorização, assim e agora vamos nós!

Gosto de ti porque sim, porra. Não me apetece explicar, apenas sentir, chegar até a ti e dar-te o que tenho, sem me sentir culpada, sem ter que prometer que é para a vida, usufruindo apenas, mas parece uma tarefa para lá de difícil.

Gostei de ti, supostamente TANTO, que consegui magoar o corpo e a alma. Quis o que julgavas ser, precisei de te sentir para te deixar ir e foste porque nunca soubeste como ficar. Eu entendo. acredita, eu até consigo imaginar as tuas provações, como tudo foi tão mórbido, negro e sangrento, mas foi escolha tua, fizeste as opções que supostamente entendeste por certas e agora existe um preço a pagar, como em tudo.

Não sei se te importas com o agora que nos sobrou, porque eu não acredito que mudasse uma vírgula que fosse às tuas rotinas, às que instituíste e se queres saber, estou com muito pouca paciência para continuar a achar que te faria falta, que te mudaria os dias e ser…