30.3.14

Warm inside!




Building my own words, being able to know what you have brought me, the way all of me makes sense if I have you around.

Sometimes I feel as if words can´t tell enough, give me enough. Words are not just what I have left, I have me, myself, inside. I am learning how to bring them together, how to see without lights on, I´m learning to believe in you, not to be scared, to be free.

Amazing the power of your voice, the way it touches me so deep I can change, revolve, go further, higher, longer...

I am warm inside today, all the cold has vanished, I hope I can keep it away to stay strong and brave!

29.3.14

Procuro!


O quê exactamente?

Supostamente não deveriam existir exigências, restrições, condicionantes, para as relações, mas a cada dia que passa acredito mais na sua necessidade, sobretudo a de entender que quero e preciso de alguém que me complete, que esteja para mim na mesma proporção, inteiro.

Bem, eu vou tentar aligeirar a coisa e pedir ao Universo como se do Pai Natal se tratasse.

QUERO ALGUÉM:

LIVRE de corpo, alma e estado civil. Com 2 dedos de testa, que consiga articular algumas palavras, capaz de usar vírgulas e pontos de exclamação.
Alguém que tenha vida própria, com muitos mundos no mundo que queira partilhar comigo. Com sentido de humor, às pazadas e com capacidade de rir até de si mesmo. Que saiba ouvir, ouvir-me, que se cale para me escutar e que fale para me sossegar.

Ainda não desisti de encontrar quem não receie o que sente e o consiga dizer. Quem me passe a sensação de tranquilidade, de mar calmo, para contrapor ao meu sempre revolto. Quem me dê colo, mas me arraste quando me aquieto pelo medo de viver.

Procuro a perfeição? Não, apenas quem seja como eu, porque se eu existo e não sou certamente peça única, outros andarão por aí, capazes de me fazerem querer tirar os pés do chão, de correr, de mudar rotinas, focos e de acordar mais intensa ainda. Quero e preciso de alguém que me conheça tão bem quanto eu mesma. Quem me saiba tocar, de forma tranquila e arrebatada, que me enlouqueça de desejo e me mostre a cada dia que estou tão viva quanto me sinto.

Vou continuar à procura, porque se entender que a opção é desistir, então já terei desistido de mim mesma!

24.3.14

Às vezes sinto...

de forma bem estranha, que consegui amadurecer ainda um pouco mais!



A minha natureza conciliadora, a tranquilidade que passo aos outros, a forma como os consigo ver realmente, faz com que me procurem, mesmo que com o olhar, que se apoiem em mim e esperem que tenha sempre solução e uma palavra sábia. Os meus dias são passados assim. Logo que chego, tenho o cuidado de procurar toda a gente de lhes mostrar que são importantes na cadeia que criámos e que basta a ausência de um para que tudo se desiquilibre.

Mesmo que alguns sejam mais problemáticos, temos de todo o tipo, eu sei como me dirigir a cada um, e como poderei contribuir para que se sintam um pouco melhor. Já cheguei a ficar até mais tarde apenas para apaziguar alguns, para permitir que pudessem deitar para fora o que os atormentava, para os fazer rir...

Às tantas é porque não tenho vida própria, mas não consigo deixar de me importar com quem me rodeia, de dar a cada um o pedaço de tempo de que necessitam, acabando também eu mais preenchida.

Sinto, como hoje que amadureci, que sou uma das mais velhas do grupo e que estou a servir para que cada coisa seja o que deve ser na verdade, que esteja no lugar certo!

22.3.14

Saudades de ti!




- Ainda te lembras de mim querida?

Fiquei a olhar, estarrecida, para a frase que me estava a trazer-te de volta, escrevia e apagava a resposta vezes sem conta, receosa de não usar a correcta, a que conseguiria  mostrar o quanto a tinha esperado.

- Como é que te poderia esquecer?
- Estás bem? Preciso de te ver, tenho saudades de ti e já estou cansado de fingir que não existes, que a tua vida não esteve na minha.
- Eu estou aqui, estive sempre, se me queres ver basta que o peças.
- E virás?
- Sim, vou, tu sabes que sim.
- Posso ligar-te?

Eu ainda não tinha respondido e o telefone já tocava. Existem timbres que nos entram bem dentro, que se misturam com o que somos e acabam a permitir-nos sensações que não se explicam. O que aconteceu a seguir, durante as horas que falámos sem conseguir interromper os pensamentos, as perguntas, as dúvidas que nos assolavam, bastou para que nos recuperássemos, para que pudessemos sentir-nos de novo.

- Já entendeste porque fugi de ti?
- Não. O que entendi foi que andaste a perder o tempo que já poderíamos ter usado e apenas para acabares aqui, comigo, outra vez.

Não houve promessas, não ainda, apenas desejos que desta vez vamos fazer por concretizar. Estou a caminho, sinto o coração aos saltos de ansiedade, quero ser tocada e beiijada por quem um dia reconheci, beijada e amada até que me doa por dentro, até que todo este tempo sem o ter se reponha, até que me seja devolvido o que já merecia ter há muito!

Dizer o que sinto...



Feelme/Dizer o que sinto... Tema: Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Dizer o que sinto, será que posso e devo?Talvez devesse esperar que soubesses ler nas entrelinhas, mas eu e a minha mania de usar as palavras com os meus sons, por vezes assusto quem as "escuta", no entanto já me arrependi mais do que deixei por dizer, do que daquilo que digo realmente!

Dizer o que sinto funciona bem para mim, só gostaria que me conseguisses ler como a um livro aberto, que estivesses de volta quando eu ainda ia para lá, que soubesses, sobretudo tu, quando estou feliz, triste, assustada, incapaz de funcionar, menos eu, que me tocasses para sentir a temperatura do corpo que te pertence...

Contigo queria não precisar de dizer o que sinto, porque já deveríamos ter falado de tudo, sabido de nós, sentindo-nos o bastante para que as palavras saíssem apenas e só quando fizessem falta!


Por tudo...


O que já passámos juntos, por saber que me entendes como te entendo a ti!



Sempre e de cada vez que o que somos se toca, que a metade que a tua metade reconhece se volta a unir, todas as dúvidas se desvanecem e o que esperava chega.

Se não nos amássemos já, depois de tudo o que conseguimos ter e ser, então jamais seria possível amarmo-nos realmente!

20.3.14

Primavera na Alma!

Já o sentiram alguma vez? Tudo lá fora pode até estar como o dia de hoje, nublado, mas a alma, essa, fica a brilhar, com um sol radioso, com sorrisos que não desaparecem, nem dos lábios, nem dos olhos!



Quando se consegue ter a sensação de que as peças se encaixam, que o que fazemos tem sentido, que o caminho só pode ser o que percorremos, a calma instala-se, a capacidade de filtrar o que não conta,o que não presta, o que não acrescenta nada de relevante, amplia-se e passa a dirigir-nos, a comandar-nos.

Hoje estou com carga a menos, totalmente absorta, mas sem qualquer inquietação. Já sei o que preciso de fazer, por mim, agora é tudo uma questão de agenda.

Vem aí a Primavera e com ela a renovação. Vem aí o período que me caracteriza, o tempo que reconheço e me faz voltar a "casa", chega hoje e eu já o senti!

16.3.14

Só me cabe a mim...



Só me cabe a mim decidir, escolher e entender!

Não gosto de não me poder rir, de não ter como usufruir do meu astral que quero sempre em alta, ignorando a vida que amo, porque ela me oferece cada uma das pessoas que estão no meu percurso. Gosto de mim, a maior parte do tempo, porque também me canso da minha velocidade de raciocínio e do querer com tanta intensidade, mas continuo a conseguir superar-me e a procurar o que ninguém terá que me trazer.

Só me cabe a mim decidir, escolher e entende, porque a minha compreensão faz-me vir de volta quando muitos ainda estão a ir e é por isso que sou sempre eu a decidir, por ti também, quando entendendo que não sabes como o fazer. Os dias nunca poderão ser iguais, mas quando nos movimentamos em determinada direcção, só poderão avançar e nunca recuar, é assim que EU o entendo. 

Nunca cesso de me surpreender perante a capacidade de aceitar o que chega, e de continuar de cada vez que tenho que me afastar. Não sei se é porque me entendo e leio como ninguém, ou se  simplesmente vejo o que ainda não chegou, mas me pertence.


Só me cabe a mim decidir, escolher e entender, agora e sempre!

15.3.14

Vou culpá-la!


Feelme/Vou culpá-la!Tema:Me!
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Vou culpá-la! À lua, até que me dá algum jeito, liberta-me de estar a sentir o que talvez não devesse, mas não tenho como evitar. Chegou a hora, até eu já o entendi. Se não estás comigo, ficas sem mim, descarto-te porque já te pedi demasiado, já me entreguei ansiosa e não te mostraste capaz, à altura!

Chegou a hora de voltar ao ponto de partida e de recomeçar. Certamente que existirá alguém que se consiga encaixar no que espero e preciso. O tempo, o meu tempo de luto passou, vou abrir a mente para estar, a cada dia, como me imagino e sei que mereço. A pessoa que me saberá ouvir, ler, aninhar, existe e eu preciso de a deixar chegar até mim.

São já quase cinco anos de avaliações, de lágrimas que me curaram e reafirmaram que eu tinha razão, que este era o caminho e que o que escolhi foi porque precisava de mim inteira, de conseguir ter em pleno a outra metade de mim.

Estive até hoje a lamentar que não sejas tu, mas talvez porque a lua chega amanhã em pleno, cheia de força, aceitei que o ciclo se fechará. Lamento, por ti!

10.3.14

Estás aqui?

Feelme/Estás aqui?Tema:Contos!
Imagem retirada da internet
O convite para o jantar e saída sem hora de regressar estava feito há duas semanas e durante todo esse tempo fui tentando fugir dele, ensaiando desculpas, mas o bom do Jorge não me permitiu vacilar e foi buscar-me bem antes da hora combinada.

- Achaste que eu não iria?
- Não te conheço já miúda?
- Não sei se estou preparada e tu melhor que ninguém o deverias compreender.
- Estás sim, todos nós olharemos por ti. Um dia terias que resolver esta situação e hoje é um bom dia, como qualquer outro.

Até nos meus sonhos eu tentava exorcizar o meu medo de o voltar a ver. Fora acusada de egoísmo, de não conseguir amar o bastante para o seguir até ao fim do mundo e a verdade é que não conseguira porque também gosto de mim, muito por sinal. Não o segui porque tenho vida própria e porque ficaria aqui, como estou agora, à espera que regressasse, mas entendeu que seria assim ou não de todo e acabámos a apagar, em segundos, após trocas de palavras bem amargas, anos de cumplicidade, tanto cuidado, tempo em que fomos apenas nós, mesmo quando meio mundo nos rodeava. 

- Terra chama Mariana.
- Desculpa Jorge, estava dentro dos meus pensamentos, bem dentro.

O que se passou quando chegámos foi bem para além do que eu poderia esperar. O Pedro não resistiu e mal me viu deu-me um abraço que me apertou até os sentidos, roubou-me o ar com o beijo pelo qual que ansiei noite após noite nestes últimos 8 meses. Senti-o estremecer e o mundo, os amigos que certamente nos estariam a olhar tão espantados quanto o estava eu, simplesmente desapareceram, deixaram de existir.

- Eu não sei ser sem ti, tu és a pessoa que faz tudo valer a pena. Sabes que te amo não sabes?
- Sim Pedro, sei e nunca deixei de te sentir. 

Nunca pensei muito no que seria ser lamechas, mas certamente o cenário o representaria muito bem. Duas pessoas bem crescidas a retomarem o que nunca deveria ter sido interrompido. Quando se quer alguém assim, tanto, de forma em que o que somos não conta se não a tivermos, os padrões, os formatos, tudo se esvaie e deixa de ter importância.
















9.3.14

Deep...


Feelme/Deep...Tema:Me!
Imagem retirada da internet

Fica-me por vezes esta sensação profunda da responsabilidade que tenho para com os meus. Num mundo onde tudo pode simplesmente correr mal, será que estarei à altura de os defender, de cuidar, e preparar?

Hoje, após uma sessão maravilhosa de cinema em casa, onde os 4 usufrímos da companhia de todos e durante a qual me deparei com o medo interior de ser eu a cuidadora, senti que gostava de os conseguir ensinar a entender porque razão o meu tempo corre sempre na sua direcção, que preciso que também eles desenvolvam o sentimento de cuidado uns pelos outros, que entendam a importância de nos conhecermos bem, de sabermos das nossas rotinas e da forma como cada um pensa e sente, pois isso será certamente valioso no futuro.

Não é de todo descabido, porque longe vão os dias da segurança, de nos conhecermos todos e de sabermos de todos. Os meus sentidos hoje ficaram em alerta, bem como o desejo de estar mais capaz de os proteger e de nos proteger. Estou a olhar para cada um agora e a pensar no quanto tudo poderia mudar se alguém se atrevesse a fazer-lhes mal. Não tenho como deixar de sentir muito medo, sobretudo pela minha transformação interior e nem vos quero dizer o que seria capaz de fazer, porque tenho medo de o repetir!


6.3.14

Sim eu sei...




Eu sinto-te, sei porque me foges, porque não estás a determinados dias da semana, são sempre os mesmos, viram-te do avesso, mudam-te o foco...

Não, não me estás a enganar, não tens porque o fazer, não me deves nada, nem explicações, nem tempo ou sequer as palavras que não te saiam naturalmente, mas tu sabes, ou deverias saber, que te quero ver bem e que jamais te pedirei o que não consegues dar.

Mais um dia numa semana em que quiseste ir para quem na verdade te consegue dar o que precisas. Essa não sou eu, jamais o serei, até ou se o decidires, quem sabe, algures num percurso que insistes em manter, mudar de ideias, de rota, de foco. Nessa altura eu certamente já não estarei mais aqui, mas não tenho mágoas, nunca consigo ficar mal, a querer mal, quem me entrou pela porta principal e me abanou tanto que até os olhos passaram a brilhar com mais intensidade.

Pára de fugir de ti, assume-te, luta com todas as armas,  usa o que já te consegui passar, usa as palavras cujo poder reconheces, vira a mesa e salta para o lado de onde nunca deverias ter saído, nem mesmo em pensamento!

5.3.14

Quase, quase...



Faltam poucos dias para que nos lembrem um pouco mais, para que desatem a  repisar sobre as nossas capacidades, no muito que somos e damos, blá blá blá...

Não há dúvida que ser Mulher é verdadeiramente espantoso, somos uma força da natureza, conseguimos fazer acontecer, multiplicamos e desmultiplicamo-nos em tarefas que permitem deixar tudo a funcionar. Amamos com um coração que se insufla e abre espaço sempre para a entrada de mais um, dois, muitos, mas não se iludam porque também odiamos na mesma proporção.

Vou ficando cada dia mais orgulhosa da grande maioria de nós, já estamos mais solidárias, já nos vamos criticando menos e apoiando mais, estamos a conseguir crescer, a dominar no mercado de trabalho, a ter excelentes resultados académicos. Olho para mim e para as que se vão cruzando na minha vida e respiro a determinação, os desejos que nos movem, os sonhos que nos colocam os risos na cara, a maternidade que nos engrandece e nos torna mais bonitas ainda. É sobretudo esse amor que nos projecta para um futuro nem sempre pacífico, mas que mesmo permitindo medos, também nos obriga a superá-los para que quem de nós depende seja o que antecipámos ainda antes de serem gente.

Não concordo que tenhamos um dia, não gosto que nos recordem de forma compulsória, desejo, isso sim, que nos cedam o lugar que merecemos, porque uma mulher é o centro de uma família, é o pilar, o mundo a girar para o lado certo, é a continuação da vida, a segurança, o colo, os lábios e o corpo que mantém os desejos vivos, as cores limpas e o sol na temperatura certa.

Mesmo quando protesto, sei que não gostaria de ser diferente, sei que a minha alma povoa o corpo que escolhi e que tudo o que consigo fazer acontecer, os dias que estendo e as sensações que o meu corpo retém, são sempre na proporção certa, são minhas porque sou Mulher. Mesmo quando me zango e digo que na próxima encarnação quero ser homem, sei que não é verdade e que se não houvesse outra razão, me bastaria a maternidade para o aceitar e entender.

A todas vós que como eu se orgulham do que constroem, desejo 365 dias de conquistas, muita coragem e capacidade de produzir, sobretudo o que nos enriquece por dentro. Desejo-vos amor de sobra, reconciliações, desejo que se conheçam e aceitem, que estejam em pleno neste papel que nos confiaram. Eu sei que amo com todos os poros e que não quero ser de outra forma porque só assim me basto!

Não entendo...

Porque me deixas assim, tranquila, serena, sem medos, mas...



Os mas da vida nunca desaparecerão e os meus por vezes ficam do tamanho da minha vontade, ou seja, gigantes!

Tu vieste com o pacote completo, cheio de tudo o que não posso ter, demasiado longe, mesmo que te sinta perto. Fico tranquila se não te sonhar para a frente, consigo flutuar no prazer de te escutar, saber como respiras, de que forma vês o mundo, mas, aí vem o mas outra vez, mas não estou convencida...

Tenho-me sentido crescer, amadurecer, olhar mais para mim, cimentando tudo o que quero realmente e o que quero é ter alguém que me pertença, sem pontas soltas, inteiro. Eu "grito" quando o encontrar!


3.3.14

Damn me!

Feelme/Damn me!Tema:In English!
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Damn me for always wanting what I can´t have, for being at the wrong place at the wrong time, for searching for who will never come!
It´s easy to love, to see who apparently does not see me back, it´s easy to sit here waiting, wanting and believing that you´ll end up coming, but I will eventually know that it´s not for me, not yet, not now, not you...

Damn me for not getting tired of trying, why can´t I just give it up, look the other way, accept my inability to bring you here? I want to keep on dreaming, but God knows how hard it´s getting and that I am almost losing it, losing me.

Damn me!