Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2014

Mesmo...

Que eu tentasse com todas as minhas forças, sempre soube que não iria acontecer, soube-o quando me olhaste!



O que eu não sabia nem esperava, era que me trocarias, que deixarias uma outra mulher dentro do espaço que construímos ambos, alguém que rolasse nos lençóis onde tantas vezes fizemos amor, quem te conseguisse beijar até perderes o ar que me alimentou a cada dia...

Não sei que culpa poderei carregar, de que forma me permiti olhar para o lado contrário e não ver, não te ver. Acreditei que te cuidava, o bastante, que te enchia de mim, dando o que me pedias e muito mais, mas não bastou, não te bastei.

Não te desculpaste, não te atreveste a usar as palavras, porque eu sim as manobro com mestria, por isso não teria adiantado, eu nunca poderia entender ou sequer aceitar. Tudo, tudo mesmo, excepto outra, eu não partilho, não divido quem amo. Poderias ter esperado que o meu lugar arrefecesse!


O que dizem...

O que dizem e pensam de mim, importa-me muito pouco!

Sei o que sou, de que forma sinto e em que consideração me tenho. Isso é que conta. Tem pesado sempre dessa forma, mas agora pesa bem mais.

Dou comigo a passar pelos mesmos lugares e a já não ver metade dos que apenas fazem número, dos que estão, mas bem poderiam não estar!



Não é altivez, asseguro-vos, não passei de repente a achar que já não preciso de ninguém, no entanto sei que preciso de um punhado apenas, para que valha a pena, para que sons que completam o que dizem me soem bem, para que me permitam as frequências que movem os meus pés, e o meu corpo, e para que me roubem os esgares que me fazem sorrir.

O que vão dizendo, o que digo eu, e o que conseguimos fazer com cada sílaba, uns e outros, isso sim importa-me. Porque se não valer a pena, não acontecerá e eu continuarei a ser eu mesma!

Uma mulher sem um homem!

Nem imaginam o quanto já me ri sozinha com o que acabei de ler e não resisti escrever sobre:

"Uma mulher sem um homem, é como um peixe sem uma bicicleta"!

Desculpem, mas na verdade é um pouco assim, mesmo levando em consideração que o Universo masculino se inclui no nosso, precisamos muito pouco da "outra metade" para sobreviver e estar bem.

Teremos que cuidar de uma adaptação, urgentemente, para que sejamos satisfeitas em pleno, de contrário, ou viramos para a outra banda, ou prosseguimos orgulhosamente sós. Existem recursos simples e com resultados fabulosos para nos apoiar na decisão, vocês sabem, por isso cuidem-se!


Se te mostrarem...

Se te mostrarem como são por dentro, se "tropeçares" em quem não tenha medo de te incluir, então aceita, arrisca e vai!

A vida é demasiado curta para desperdiçarmos quem importa realmente. Eu sei do que falo, já o fiz e já me arrependi, mas a volta nem sempre nos é permitida, porque as segundas chances não chegam para todos. Estamos cada dia mais cautelosos, com medo até da sombra, de sofrer, de encontrar quem nos avive os fantasmas, quem nos faça pensar e repensar as estratégias que vimos a usar, ou a completa falta delas. Isto de viver com mais um, o ter quem nos faça prosseguir, quem nos "force" a sentir o que importa, nem sempre vem como presente, mas trás sensações inigualáveis.

Embora lá viver que se faz tarde!

Depois dos 40!

" A tua felicidade virá depois dos 40". Sabes o que significa!


Sei que o esperas tu, mas também eu gostava de te passar toda a força deste mundo, combinada com a minha, para te ver com um sorriso de orelha a orelha, para sentir que encontraste a tua metade e que alguém, que certamente te estará reservado, chegará finalmente.
Não sei porque teimamos em deixar por dizer tudo o que é importante. Temos estado uma para a outra quando precisamos, ouvimo-nos e choramos por dentro, de muitos arrependimentos, mas também partilhamos as vidas que já vimos a percorrer desde que fomos postas no mesmo lugar, no momento que o destino nos iria fazer amigas para a vida.
Não somos iguais, temos educações e vivências diferentes, mas a integridade, o desejo de cuidar dos nossos, a tentativa, semi-louca, de sermos felizes com quem escolhemos na altura, os sonhos e as conquistas emocionais são muito idênticas e mantiveram-nos próximas. Eu sei, tal como tu, que estamos sempre prontas para quando …

Como da primeira vez...

É assim que te quero ver, da forma mais tranquila e serena que conseguir, sem avaliações, olhando-te apenas, perdendo-me num beijo apaixonado, intenso, com entrega, sentindo outra vez o sabor da boca que já me enlouqueceu antes!

Existe um encanto muito próprio em cada primeira vez, no modo como finalmente nos tocamos após tantas palavras trocadas, com toda a intensidade posta nos sons dos telefonemas que nunca temos vontade de terminar. Já te tive uma vez, a primeira, e sei ao que me soube, de que forma te vi e senti, e quero mais, outra vez, tantas quantas o tempo nos permitir, rebobinando a sensação que me passas de cada vez que te tenho.

Vou-te deixar afastar agora para amanhã, mais uma vez, te viver intensamente como o foi já e será enquanto te amar assim!

Casamento!

Eu, a Carla e a Patrícia somos velhas amigas cujas vidas se cruzaram bem lá atrás, quando ainda nos andávamos a descobrir, a crescer como pessoas e mulheres, a sonhar mundos e relações.

Partilhámos desilusões, conquistas, entrámos para o mesmo curso, direito e construímos carreiras sólidas. Tivemos momentos de loucura, viajámos pelo mundo e vimos o outro lado de nós, o melhor e o pior.

Casar nunca esteve no nosso horizonte, mas fizemo-lo todas, e divorciámo-nos, felizmente sem filhos.

- Nunca mais me apanham noutra, cambada, só servem para atrapalhar o sol, para nos emperrar a vida.

Sabem quem falava assim? Patrícia a repetente, pois é, apanharam-na noutra sim, e um homem que sabemos ser especial, pronto para absorver os impactos de alguém tão forte e determinado.

O casamento fez-nos voltar a acreditar no amor e na vida. Chorámos baba e ranho as três e prometemos mantermo-nos por perto, para nos continuarmos a aparar nas quedas e a dividir pedaços de felicidade que cabem por direito a…

Recomeços, caminhos...

Os recomeços podem ser bons, não terão que forçosamente carregar dores, mas poderão vir como uma forma de renovar a nossa fé, em nós, nos percursos que até planeámos com algum cuidado, mas que ousaram não funcionar.

Se entendermos o recomeço como mais uma benesse, como uma possibilidade de conseguir o que nos fugia ou falhávamos ver, então deveremos sorrir à vida, acreditar que ela tem um plano e que ele chegará se o entendermos.

Parece simples, certo? Pois, mas na realidade é um trabalho nosso, interior. É uma escolha entre o continuarmos da melhor forma, mais felizes e completos, ou de encurtarmos o caminho e permanecermos "infelizes para sempre"!

Eu estou pronta a recomeçar de cada vez que falho, a esperar pelo que sinto que virá, nesta vida ainda, porque o quero, porque o mereço e porque trabalho para mim, por mim. Se eu estiver bem, todos irão beneficiar.

Este é inteirinho para ti, com a oferta do meu sorriso!

Eu sei...

Eu sei o que já sinto e o que te irei dizer quando te vir. Se fores tu, vou saber que não te quero perder e farei o que precisar para que o saibas também e me possas escolher. Sei que me vou querer sentir sempre assim, com a sensação de que ter-te é o que importa e que será contigo que passarei a ser eu, da forma que me vejo, como ainda ninguém conseguiu ter ou entender.

Não tenho procurado, não muito, reconheço que dá algum medo encontrar-te, porque se te encaixares em tudo o que visualizo, não haverá forma de fugir de ti e nem o irei fazer. Vou querer agarrar-me a um amor que me permita acordar a sorrir, sendo real, sem fingir, mesmo que fique assustada por ter os dias preenchidos com um outro alguém que não apenas eu. Neste momento o meu coração depende de ti, de quem quer que sejas e do lugar onde te possa encontrar, perceber, saber...

Vou querer sentir outra vez que o que tenho é o que me mantém viva mesmo, por dentro e prometo que farei o que tiver que ser feito, da forma que eu…

Permitir...

Que nos envolvam, que nos batam à porta para nos chamarem, a viver, a sentir mais, pensando menos, usufruindo!
Estou nessa fase, quero que me queiram, preciso que saibam sentir como eu, quero alguém que esteja na mesma sintonia, que admita os medos, os desejos, os sonhos. Quero poder ser eu sempre, não me camuflar, dizer o que sinto e esperar que me ofereçam colo, que não me vejam como a que sabe e consegue tudo. Quero quem aceite a minha dualidade, a minha força e fragilidade, ambas na mesma proporção e intensidade.
Não sei se existem as metades de nós, mas certamente que existirão pessoas sensíveis, credíveis, as que são como são, mas que estão dispostas a mudar, pelo outro, por quem as fará sentirem-se únicas, e lhes dará em dobro. Tem que haver, tal como eu, quem ame intensamente, quem use as palavras para dizer o que realmente importa. Preciso de acreditar que do outro lado de mim, virá a pessoa que me deixará tranquila, sem ter que procurar mais.
Acho que estou pronta, para per…

Nos teus braços para sempre!

Nos teus braços para sempre, foi o que te ouvi dizer tantas vezes!

Eu sei que te sentias bem comigo e que o dizias porque era mesmo assim que estavas e querias. Ficar para sempre nos teus braços, a ver cair as noites. Ficar nos teus braços, a falar de tudo e de nada, a sabermos do que sente e o outro, a sermos nós, eu e tu. Nos teus braços a acordar e a olhar o teu rosto que me oferecia o maior sorriso do mundo. Sentir bater o coração que me pertencia, usando o corpo quente que te saciava e me fazia mulher, a tua mulher. Foi o que me bastou pelo tempo que te ouvi dizer que querias, que me querias nos teus braços, para sempre.

Não foi nos teus braços que fiquei e não é para eles que corro de cada vez que me sinto pequena e perdida. Já não sei com que força apertam, nem ao que cheira o melhor cheiro do mundo sempre que me aninhava. Já não encontro o olhar que se fixava no meu depois de cada abraço e era nos teusbraços que terminava cada noite.

Nos teus braços para sempre. Não deverias te…

Hands!

Estendeste-me a tua e mesmo que tenha hesitado, senti o conforto que me permitiu estregar-te a minha!


Conheci-te quando estava decidida a fechar o coração e a deitar fora a chave. Permiti que me falasses num lugar público, porque foste seguro, tranquilo e porque usaste as palavras certas.
- Olá, desculpa, mas preciso de te dizer que és realmente bonita, mesmo que te zangues e me mandes passear.
O teu olhar estava tão carregado e sério, que acabei a dar uma gargalhada sonante.
- Desculpa, não me estava a rir de ti...
Já não parámos de falar, o meu garoto passou a um gelado, e no final veio uma tosta, pois a noite caíra e a fome chegara para nos lembrar das horas que tinham passado sem que as sentíssemos realmente. Fomos os últimos a sair do café, o frio na rua fez-me estremecer, mas senti o teu abraço decidido que me aqueceu por dentro.
- Vou querer ver-te, amanhã, depois e depois. Se achares por um momento que seja que te deixarei fugir...
Não o deixei falar mais, com os dedos toquei…

Basta que o pense...

E pumba, os filhotes bem que se queixam, que a mãe não pára, não sossega, anda sempre a arrastar os móveis, a mudar as cores a procurar mais conforto, porque no final todos reconhecem que funcionou, que ficou melhor e mais funcional!
Já o pensei, com um fim-de-semana mais longo, vou fazer umas pequenas grandes alterações e deixar o espírito mais saciado.
Gosto desta minha sensação de inquietude, alimento-me deste "fogo" que me faz borboletas na barriga, como se me tivesse apaixonado. Fico ansiosa por meter as mãos na massa. Vou cuidar do nosso lar, mimar os meus 3 amores e sorrir à vida, confiante de que ela me sorrirá de volta!

NÃOOO!!

Não vou permitir que decidam o que me faz bem. Não vou deixar que me usem, que lancem chavões, que achem que esta ou aquela forma serão melhores para mim!
Desde que peguei no volante, sei-o agora, nunca mais me sentarei no lugar do pendura.
Esta, já há algum tempo, sou eu!

Dez anos depois...

O reencontro!

Há momentos que se prolongam, sentimentos que permanecem, mesmo que tudo e todos nos tentem contrariar.
Para a Ana e o Tiago, os velhos sabores, os risos, os tremores e os desejos, voltaram com a mesma intensidade e necessidade.
- Saíste do país? Nunca mais soube de ti. - Viajei muito sim, aceitei os cargos mais loucos  para satisfazer a minha necessidade de me sentir e amalucar. Foi bom ser aventureira, arrojada, decobrir-me. - Sempre gostei dessa tua faceta, apaixonei-me logo pelas tuas loucuras e sonhos. - Mas deixaste-me ir. - Sim eu sei Ana, a tua intensidade abafou-me e por isso decidi correr para crescer, para estar à altura de ti. - Nunca achaste que me poderias perder no processo? - Perdi? - Perdeste partes de mim, quem sabe as melhores. Acho que perdeste a paixão, a loucura controlada, a espontaneidade. - E a ti toda, perdi? - Não creio que essa opção tenha sequer existido. Estive-te sempre reservada e esperar-te foi o que tornou tudo mais desafiante.
Os olhos…

De um dia para o outro...

Nunca nada foi fácil ou tranquilo para mim. Ainda não percebi se são as minhas movimentações, o meu modus operandi que o motivam, ou se a realidade é essa mesma, "It´s always the hard way"!

Que baterias terei afinal para arranjar forma de me restaurar, para que consiga, a cada dia, recuperar, aligeirar, mudar o que sinto, o foco e a direcção?

Mesmo sentindo que por vezes poderia ser mais branda, menos exigente, tal como dizia a minha amiga inglesa no outro dia, " you can´t be so picky", vai na volta recuso-me a pequenez, entendo que quero e mereço tudo e que o pacote deverá vir completo e sem reservas.

Ainda vou acabar sozinha, amargurada, azeda, mas convicta, de nariz no alto, a dizer que vivi à minha maneira, porque é assim que eu sei que faz sentido!