Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2015

"O meu nome é Alice"!

E quando já não os restar nada, e quando o que somos, o que juntámos, em milhares de memórias, simplesmente nos abandonar e fizer de nós pessoas vazias, sem alma, sem emoções, presos num corpo que deixou de nos obedecer?

Estava algo desejosa por ver este filme com Julianne Moore, de quem gosto particularmente, e que esteve numa interpretação soberba, como nos habituou. Tem um ar enigmático, distinto e interpretou esta personagem de forma bem humana, na humanidade possível, sempre que doenças impiedosas, como o é o Alzheimer, nos arrancam a vida, aos pedaços, segundo a segundo, tudo o que tanto lutámos por conquistar.

Triste, mas real. Triste sobretudo porque tudo o resto se mantém, prossegue, nos olha de cima, e não se compadece com a nossa paragem, e redução de velocidade, até porque mesmo, e por muito que nos amem, jamais serão capazes de nos trazer de volta!

Recomendo!

Sei quem me ouve...

Sei quem me ouve. Sei com quem falo, sempre que estou inquieta e de cada vez que preciso de ser tranquilizada!

"Ele" ouve-me, dá-me sinais, aceita as minhas sugestões, mas mostra-me, sempre o melhor caminho. Conhece-me melhor do que eu mesma, antecipa alguns dos meus movimentos e corrige os que recuso aceitar.

Hoje acordei assim, de madrugada, sem norte, com vontade de me gritar, de me chamar de burra e de desistir de tudo. Virei-me e revirei-me na cama, quase que desesperei, mas acabei a pedir-lhe, que me ajudasse, que me fizesse ver as coisas como são mesmo e que me "forçasse" a seguir o meu plano, não há outra forma, se não for testado não terei como saber se será bem sucedido.

PERSEVERANÇA! Será esta a palavra chave? Talvez sim, misturada com muito arrojo e desejo de ter quem me propus. Avizinha-se um caminho atribulado, com muitas pedras para eu chutar para o lado, como muitas indecisões e a questionar-me o tempo todo. Isso até eu percebi, sozinha, mas vamos ve…

Quem define?

Os papéis numa relação?

Será que fica de imediato, esclarecido, entendido, quem tem que ser o "macho" e a "fêmea"?

Não estou baralhada não, porque a verdade é que não basta ser-se homem ou mulher, para que os papéis se encaixem, estamos a falar de personalidades, de pessoas que as têm, ou muito fortes, ou tão frágeis, que o outro tem que se lhe tomar a dianteira.

Eu sempre achei, e hoje mais do que nunca, que fui homem na outra encarnação, porque não sou de estar à espera que o mundo pare de girar para eu apanhar o ritmo, se gosto procuro e dou-me, se quero algo, e não estou apenas a falar de relações agora, planeio, corro, grito e esperneio, mas chego lá.

No amor!! Uiiiii, vamos à dolorosa. No amor comecei por ser passiva, por esperar que me fizessem mover, que me tocassem nos botões certos, vocês já sabem que nós as mulheres temos muitos, mas uma vez ligados, já ninguém me precisa de dizer como e o que fazer.

Gosto de ser decidida e determinada, mas esta porra d…

De que fonte bebo afinal?

Pergunto-me isso mesmo, todos os dias, mas ainda não tenho a resposta completa!

Sei que me alimento de todas as reservas que acumulo, de mim mesma, porque gosto de tudo o que sou e tenho. Sou aquela em quem se pode confiar, com quem se pode caminhar em silêncio, porque o entendo, e com quem se pode falar até que se nos seque a boca e só reste o toque que nunca recuso, a ninguém.

Já sou mais uma, duas, três vezes a mulher em que me tornei, porque me multiplico e desmultiplico no que acredito ser o certo, para fazer o meu percurso, aqui, no lugar e no tempo que me "ofereceram".

Fui bafejada pela sorte, encontrei-me, percebi do que falam os outros quando me conseguem ver e passei a ver-me também eu. Não recuso o que sei fazer melhor, porque sei que mudo muitos mundos. Estou atenta à forma como precisam de mim, porque eu irei precisar de que me recebam também, nos dias mais cinzentos, tenho-os, sobretudo para ver com mais clareza e de sorriso bem aberto, todos os outros, aquele…

Já houve...

Um tempo em que achei que tudo o que fazias era certo, que era por mim e para me fazer bem, mas nada como conhecer e ver, para perceber!

Quem terá que nos fazer, bem, primeiro que todos os outros, deveremos ser nós, porque depois disso, no final de cada etapa que consigamos concluir, tudo o que nos fizerem, os outros, terá sido da única maneira possível, da que sabiam e podiam, porque o permitimos.

Já foste a melhor coisa que tive, a que me fazia acordar a pensar que nada sairia fora dos planos, a sentir que a minha felicidade passava pela tua, que o meu corpo só poderia ter o teu para se preencher, mas acabei a perceber que nada pode passar por alguém que não eu mesma, porque eu NUNCA me deixo ficar mal, eu não apago as luzes de cada vez que preciso de ver e de me sentir acompanhada, eu ofereço-me os silêncios que preciso, mas falo e movimento-me quando e sempre que estou inquieta.

Eu sou a que sabe como conduzir o tempo que preparo para mim, aquele em que quero pertencer para dar, …

Olhar-te!

Olhar-te. Ter os meus olhos nos teus, outra vez. Sentir-te sem te tocar, respirando de forma descompassada. Olhar a boca que desejo na minha, que preciso de ter para me recompor, para ser eu, a que te quer como já aprendeu.

Tenho que te voltar a olhar e a entender, porque razão és tu, o que podes fazer na minha vida, porque me recuso a tirar-te...

Hoje estou como o tempo, de alma cinzenta, com medo de não receber o que tanto preciso, de ti. Hoje acordei com medo, insegura, sem me querer mexer muito, para parar de pensar, para não sentir, sobretudo a tua falta.

Eu entendo que se deva ir devagar, mas entende também tu, homem da minha vida, que à tua velocidade já nos teríamos perdido, que quando se quer, muito, tem que se correr, porque caminhar rápido não chega. A vida acelera-nos, cobra-nos, não espera pelas indecisões e segue em frente, arrastando até os que pareciam resistir-lhe. Quando parecemos ter encontrado quem nos toca, dentro, precisamos de parar de perguntar tanto e de respo…

Será que sou eu?

Será que sou eu? Não faremos todos a mesma pergunta, num determinado ponto da relação, em que passaremos a precisar, que nos assegure o outro, de que somos nós e de que fazemos a diferença?

O que procuramos afinal, na pessoa que escolhemos?
Será que queremos passar a fazer parte de tudo, da outra metade de vida que ainda não conhecemos, na qual temos algum receio de não ser aceites?
De que forma nos incluem, quando decidem que somos nós?

Esta semana, e atenção que ainda só vamos na quarta-feira, já ouvi o mesmo de 3 mulheres. Segundo elas o tempo não corre da mesma forma para ambos os sexos. Nós somos mais aceleradas, mais resolvidas, quando decidimos e reconhecemos, ficamos de imediato prontas para incluir, para marcar datas, e não terão que ser de casamento, para definir objectivos e saber para onde estamos a ser levadas. Já o sexo masculino, os gajos, como gosto de os chamar, levam o seu tempo, arrastam as respostas, querem que seja de mansinho, que não se corra em direcção ao que …

Por onde andei?

Porque fui receando, sempre tudo, e evitando mostrar esta mulher que sente como respira, que sabe o que quer, e quem precisa de ter, para que cada poro deite para fora o que guarda dentro, faz demasiado tempo?

Será maturidade, ou apenas o fim de um ciclo, de avaliações extremas, de medo da pele, do que tem, do que mexe com os outros? Não me vou perder em perguntas, agora estou mais interessada em conhecer as respostas, em seguir no caminho que vi bem lá atrás, quando era determinada, pela inocência e pela capacidade de sonhar sem rede, de voar mesmo que não pudesse voltar à terra. Estou a trazer de volta a menina que sabia de que forma queria ser mulher, a que lugar do mundo pertencer, como se mover para não ficar demasiado quieta...

Eu sei por onde andei, mas não sei como lá cheguei, e fiquei, de que forma me apaguei e permiti que parte de mim, a maior parte, se auto flagelasse e deixasse de perceber como funcionaria, como me ligaria e manteria a funcionar, se apenas não receasse se…

Esperou... esperou...

E ela acabou a chegar!

- O que aconteceu pequenina?
- Pensei não vir, estava cheia de medo.
- De mim?
- De nós, de recomeçar, de voltar a doer.

Quando o Fernando viu a Elvira pela primeira vez, ela parecia ter saído de um quadro de Renoir. Era frágil, as suas roupas tinham as cores do século XIX, e  uns lábios rosa suave, que muito provávelmente nunca teriam sido beijados. Deixou-o de imediato tão apaixonado que resistir-lhe nunca foi opção, não para ele. Era linda, tão branca que certamente nem os raios de sol a tocavam, e no entanto tocou-a ele.

Nunca imaginara possuir uma mulher assim, que fosse sua primeiro, pela primeira vez, e que precisasse tanto dele para pertencer a este mundo, ao mesmo do qual se mantivera escondida, num lugar que até parecia mágico, com tanta cor, tanto talento...

Elvira era uma pintora, reconhecida, que vendia tudo o que produzia, mesmo antes de ser criado. Os clientes, que ela nunca chegava a conhecer, esperavam meses por uma tela plena de uma magia de u…

O que é que te posso dizer?

O que é que te posso dizer? Que aceites o que sentes, que não te escudes em ideias que criaste sobre o certo e o errado, porque nem sempre tudo é assim tão linear!

As situações de cada um serão o que são, servindo ou não aos outros, porque cada um de nós é feito de uma medida certa, e ao contrário do que achava eu, não importa se somos homens ou mulheres, iremos ter sempre alguns pontos em comum, e outros tão diferentes, que avaliá-los terá que passar por muito rigor e conhecimento.

Sei que pareço estar a "largar" conversa de psicóloga, mas também sei que deves parar de olhar para o que faço eu, pelo menos na totalidade e que só deverás usar, utilizar e filtrar, o que valer a pena, e o que de alguma forma, se encaixe em ti e no que esperas. Falar ajuda, chorar cura, mas amar e perdoar trará o que precisamos para olhar o futuro, para não estagnarmos, vivendo no tempo errado.

Gosto demasiado de ti para te saber assim. Quero que aceites que podes ser frágil, e que deves pedir q…

Sorrisos em forma de palavras!

Sorrisos em forma de palavras! Aceitaremos sempre mais facilmente as palavras que vierem na direcção do que sentimos, as que fizerem eco nos desejos, ou nos desesperos, e as que não colidam demasiado com a vontade que temos de continuar.

Hoje tive boas notícias, de um amigo que se reencontrou e que arrastou com ele o amor de que precisava. Acreditem que a minha felicidade foi ampliada, tal como foi o meu sorriso. As sensações que sei estar ele a sentir, fizeram-me bem e renovaram-me esperanças, umas quantas.

Que bem que sabem os começos. Que vontade tive de voltar a acordar com os sonhos e com a voz de quem se conseguia misturar comigo. Os dias são sempre tão mais luminosos. Os problemas quase que encolhem e tudo gira em torno do que sentimos e queremos desesperadamente passar.

Tive uma inveja saudável, uma vontade de também eu lhe poder dar boas notícias, e ouvi, atenta, cada conselho que me soprou, sabendo que tinha razão e que cada um, a ser usado por mim, seria bem sucedido.

Eu ta…

Até no inferno!

Sempre disse que daria tudo, para ter quem me seguisse, quem não soubesse viver se eu não estivesse por perto, alguém que sentisse as minhas palavras, tão fundo, que todas as outras fossem apenas o que se precisa de usar para nos juntarmos ao resto do mundo. Daria tudo para saber de quem pousasse um olhar fixo em mim, e que conseguisse auscultar-me por dentro. Um corpo no qual me encostasse para que todas as dores do mundo se subtraíssem, ter quem planeasse ver-me, nos mesmos lugares, até que os nossos corpos se recusassem obedecer-nos, mas que deixasse de importar, porque estaríamos a envelhecer juntos.

Gostava de poder mostrar, sentir e viver, um amor que me fizesse mergulhar nos mesmos mares dos quais tenho medo de morte, talvez por já ter morrido em algum, um amor que me levasse a perdoar cada falha, com receio de falhar também eu, a ponto de perder quem realmente importasse.
Gostava de te poder dizer, todos os dias, tal como o sinto agora, que por ti me superaria, iria até onde …

A inteligência parece importar!

A inteligência parece importar, para mim sei que importa, porque tenho pavor de quem não consegue articular duas palavras decentes, seguidas. Abomino quem não se esforça para usar o que já é suposto ter aprendido, porque não temos que ser doutorados em coisa alguma, apenas interessados e interessantes!

Já me vou cruzando com um Universo masculino mais interessado em pessoas inteligentes, claro que aliada à presença física e ao saber estar, porque a verdade é que ter o cérebro estimulado é um verdadeiro desafio. Eu gosto, dá-me pica, alento, vontade de continuar a surpreender e a ser surpreendida. Conquistem-me com palavras, mas atenção, VERDADEIRAS, sentidas e que falem de vocês, de contrário e ao mais pequeno deslize, volto as costas e PRONTO, já não permito mais abertura.

Nada como uma alma inteligente que saiba do mundo e que se importe com ele. Posso falar horas a fio, sem nunca bocejar, se ao menos me "tocarem" nesse poderoso órgão que tanta gente deveria exercitar. o c…

It´s raining men!

Conhecem a música?

Nunca a entendi tão bem quanto agora, não vou dizer Aleluia, como no refrão, mas ou a primavera está a chegar mais cedo, ou eu abri algum portal e vem daí, HOMENS!

São de todas as idades, feitios, objectivos, lugares no mundo, passados, mas em comum, uiii, em comum têm o desejo de me terem. OK, então e eu faço e digo o quê exactamente? Ajudem-me porque já experimentei de tudo, fui dura, compreensível, doce, azeda, torcida, condescendente, mas o resultado é o mesmo, querem por que querem e pronto.

Vou começar a andar de bastão em riste, de cara feia e boca puxada, esta parte não resultaria de certeza, dizem -me sempre que os meus lábios os enlouquecem.

Pleeeeeese, tirem-me deste filme, é que eu só preciso de UM, de cada vez, eheheheheh!!


100,000!!

Um blog, três anos depois e 100,000 visitas, uauuuu!!

Quando o "construí", quando teclei as primeiras palavras, jamais me visualizei aqui, assim. Fui crescendo, entregando-me ao que por vezes me parece um emprego, mas que trás tanto prazer agarrado que não tenho forma de parar, já nem saberia como.

Agora, a olhar para o número, tive como que um flash back, tanto que me passou pela cabeça, tantos lugares, pessoas, dias e dias que não paro de acrescentar, palavras que vão saindo, comigo, com todas as dores e conquistas que nunca cesso de sentir e de antecipar.

100, 000 olhares para o que largo, com sentido, para o que procuro e desejo, por vezes em quase desespero, sendo como que uma extensão de mim mesma.

100,000 obrigados para cada um de vocês que me mantêm aqui, é também por vocês que estou, para ficar!

"Cake"!

Nome do filme que estive a ver com a Jennifer Aniston, forte, num registo tão diferente de tudo o que já fez!

Interpretação incrível de dor física, tão poderosa que a consegui sentir, que me passou um desconforto, uma incapacidade em encontrar uma posição que me deixasse, também a mim, sem dores. Aqui não vemos a mulher bonita e cuidada de outros filmes, apenas uma que sofre, diáriamente, e com dores emocionais bem maiores, que a estraçalham por dentro e a impedem de ser quem outrora apenas seguia com a vida, provávelmente achando que controlava tudo, que sabia o que precisava para ser feliz.

Num segundo, num tempo que passará demasiado rápido, ou tão lento que nos prenda numa outra dimensão, ficamos à mercê de tudo o que nos queiram e consigam tirar, e nem a vida como a conhecíamos alguma vez poderá voltar a ser a mesma.

Forte, demasiado para quem se lhe entre dentro, como o fiz eu e acabei a sorrir, ainda mais confiante, para tudo o que ainda tenho, hoje!

Sensações, emoções...

Dizem-me que sou exímia em passá-las, que pareço saber do que padecem os outros, de que forma se sentem, nos momentos menos bons, mas também nos que vão chegando para nos iluminar!

Penso, e isto sou eu a analisar, que aprendi a não me refrear, a querer, sempre, o que é suposto, em cada momento, no que me deixará passar para o patamar seguinte, porque os caminhos fazem-se realmente caminhando. Aprendi a deixar muito pouco por dizer, a usar as palavras que quase "lutei" para conquistar, quando apenas aos 5 anos, supliquei que me ensinassem a ler e a escrever, e as passei a sentir tão dentro, porque reproduziam o que apenas muito mais tarde aprendi a entender, reproduziam-me a mim. Com elas poderia passar a explicar o que desejava, a fazer-me ouvir, com os sons que tocam os outros e cedo comecei a tocar, mesmo que me achassem algo estranha pela profundidade, pela determinação em corrigir erros ortográficos, porque as palavras são preciosas para mim.

Eu sou todas as sensações e…

Já não receio!

Deixei de ter medo de que o meu coração se transforme, que fique empedernido apenas porque uns quantos não o souberam cuidar. Sei que sou bem mais do que a forma como me olham e desejam, e que o que pretendo para mim existe, por isso o meu sorriso já não é fingido, já o sei, já o entendi, quem me trás de volta sou sempre eu!

Já não vou chorar, mesmo que sem lágrimas, agora o tempo é de retornar à estrada, de ver para além do caminho que começou aqui, mas cujos quilómetros eu saberei multiplicar até chegar, onde já decidi, onde me passei a visualizar.

Sou a que chamam de forte, sou eu sim, sou forte porque me conheço e mesmo em cada passo menos seguro, acabo sempre a perceber de que forma errei, o que calculei de forma leviana, que defesas desarmei.
Eu sou a que se levanta de cabeça bem para cima, olhando para lá de mim, com os braços abertos para os que necessitam de dias seguros e previsíveis.
Sou a mulher, a que largou muita bagagem num passado que o passou a ser, e para o qual não…

DESCULPA?

- Desculpa lá, quando vieste até mim, éramos apenas nós os dois, os nossos amigos, o trabalho e tudo se encaixava na perfeição, por que carga de água me estás a falar agora na tua MÃE?

As relações chegam e com ela tudo o resto e todos. Os que muito provavelmente nunca irão engraçar connosco, nem nós com eles, mas que são como a bagagem, nem sempre vem com as malas mais bonitas.

Mães versus sogras, já algum tempo que deixei de lidar com esse sentimento contraditório, o de precisar de agradar a outra mulher, a mais importante na vida do homem que entrou na nossa, mas a de nos querermos demarcar de tudo o que ela representa. Viver sem esse "engasgamento" diário, poder ser maravilhosamente imperfeita, não ter que participar em almoços que se arrastam, em conversas que testam a nossa capacidade de não nos agarrarmos ao pescoço de alguém e de o torcer como ao das galinhas... ufaaa, até respirei de alívio.

Vou querer uma relação assim, sem mães, cada um que fique com a sua, sem sor…

Não eras tu!

Eu tentei, juro que sim, e até que corria bem, mas lembrei-me de ti, do teu cheiro e não consegui, até o mais ínfimo pedaço de mim se arrepiou e soube que não seria capaz!

A música era suave, estava a ser bem cuidada, para que me soltasse e parasse de pensar no mundo lá fora, mas bastou uma palavra, igual à tua, ao que me chamavas de forma carinhosa, para que eu gelasse e fugisse, de mim, do que senti tão dentro que me assustou.

Não estou pronta e vai demorar, já o percebemos todos, mas estou a ser afortunada, afinal até tenho quem me olha e deseja, consigo sentir o calor de quem espera receber o que acredita ter eu para dar, não tenho do que reclamar, não posso.

Nunca mais serás tu. e um dia deixará de importar, porque deixarás de cruzar o meu pensamento, os cheiros não voltarão a ser familiares, o teu nome sairá de mim e as palavras já não te trarão junto.

Hoje não consegui, mas pelo menos voltei a sentir-me e a saber que estou viva!

Estou aqui...

Estou, mas apenas metade de mim, a parte que já não controlo, porque a que deixou de me obedecer já partiu, viajou há algum tempo, para fora de um corpo do qual recusa fazer parte...

Já nem eu mesma me quero, não me reconheço, não consigo que a minha alma sossegue, não sei como a trazer de volta. No meu mundo, antes de ti, eu sabia para onde tudo girava, sabia como arrumar cada emoção, entendia a linguagem e entendia-me a mim. Agora, aqui, continua apenas a parte que me permite funcionar, que me permite sorrisos mecânicos, que cada uma das minhas obrigações surja, como que por milagre, porque nem pareço ser eu a realizá-las, e quando sou eu, nada de mim está lá dentro. Estou tão vazia que parei de entender as piadas, apenas reajo quando me olham, surpreendidos com a minha quietude e eu me escudo numa constipação que não passa.

Hoje forcei-me a levantar, gritei e implorei ao meu corpo que reagisse, que me pusesse a mexer, um pé depois do outro, que me trouxesse até aqui para me limpar…

Quem é esta?

Quem é esta? Quem sou eu afinal e porque espero e desejo sempre demasiado de mim? Não sei relaxar, nem quando danço e abandono o meu corpo aos sons, nem aí deixo de me visualizar como quero ser, porque acredito que se não o fizer, não restará mais nada meu!

Convicções, sim, são importantes, tal como as cedências, e a capacidade de aceitar os outros da forma  como se construíram, mesmo que para mim não seja a melhor, é a que as compõem e foi assim que chegaram até a mim e ficaram. Se ao menos eu não fosse tão exigente e conseguisse ver para além de mim, mas acabo a achar que se o fiz, se o consegui, também o conseguirão os restantes mortais e que se não o fazem, é porque consideram não ser importante, não o sendo eu também afinal.

Se me perguntarem se também amo assim, de forma exigente e com entrega total, a resposta só poderá ser um SIM redondo, porque não há outra forma, não agora, não nesta altura da minha vida, em que consigo sentir todos os cheiros, de cada uma das flores e ident…

É o que me vale...

O que me vale é esta minha eterna capacidade de me restaurar internamente. Foi no mínimo digno de um vídeo no youtube, está uma mulher descansadamente a chorar baba e ranho, porque não pára de se sentir mal quando de repente, talvez porque os Anjos da guarda cuidam mesmo de nós, vê uma cena numa série que acompanha e desata a rir à gargalhada sem conseguir parar. Visualizem a cena, choro e riso, misturados e a perfeita noção de que tenho que sair desta, rapidamente, ou ainda acabo internada. Não sei se a insanidade se está a instalar, ou se ele me soprou que sou bem mais bonita quando rio, mas que me aliviou e parou o mundo lá fora, é um facto!

Não fui eu que disse que o sol resolve tudo. Where the fuck is it then? É que não o sinto, não me aquece, não NADA.

Desculpem, o dia começou mal, mas eu já me recomponho, nem que para isso tenha que rebobinar a cena que me fez rir tanto lá atrás. O que eu dava às vezes para não ser mulher...


SOL!

Hoje entrou-me, bem dentro e restaurou alguns pedaços, os que já se começavam a cansar de me sentir assim, down, com pena de mim!

Estou bem junto a ele, agora, a conseguir que o meu sorriso chegue, dominador e seguro, porque acordei com o corpo preparado e com a alma ansiosa por fazer o que me trará de volta, por sair altiva a perceber que foi apenas um percalço, que sou muito mais do que mostro e que é a minha força, a que tanto me custou a cimentar, que virá de novo ao de cimo para me certificar de que posso, de que consigo e de que chego lá...

Não quero apagar nada, mesmo que ache que não tive o controle, de mim, porque também me reservo o direito de errar e assim mesmo continuar, e quem sabe dar-me melhor na próxima.

Já me pus de pé, agradeci por tudo o que sou e tenho, afastei os cabelos da cara e percebi que afinal tinha sorrido todo este tempo!


Pedro Chagas Freitas

Não me senti NADA defraudada, porque recebi TUDO o que estava à espera desta sessão de autógrafos, o Pedro é um homem fantástico, terra à terra, que me conseguiu passar, e certamente que ao restante público, muitos por sinal, o que foi surpreendente pelo facto de estarmos num sábado, e numa noite bem fria, as emoções de que se arma para nos oferecer sons em forma de palavras.

Escreve por prazer, o que quer, como quer e sem se preocupar com rótulos. Acredito que será a combinação de tudo isto que faz dos seus livros um sucesso e a este em particular, porque vem pôr a nu a capacidade que afinal todos ainda vamos tendo, homens e mulheres, de dizer o que sentimos, de passar o que nos vai dentro, de projectar no outro o que o fará feliz, porque só assim se poderá ser feliz de volta.

Quem não conhece, procure, quem nunca leu, renda-se, quem já sabe do que falo, certamente que concordou comigo.

O meu enorme aplauso a um escritor de emoções, de qualidade, português e pasmem-se, homem!

Chocolate ou Gelado?

Chocolate ou Gelado? What ever! De alguma coisa preciso para sequer me conseguir pôr em pé. Julguei que o sol ajudaria, pois, pelo menos a roupa não se queixou e secou, já eu...

DEUS MEU! Não sei o que me falta, mas o que quer que seja, terá que ser poderoso, para que até eu me aguente, a mim mesma, para me mudar o humor, de contrário vou ter que mudar de identidade, de cor, de sexo.

Não tenho chocolate em casa e o gelado ainda me arrefeceu mais a alma, estamos mal, MUITO MAL!!!

Os teus olhos disseram-me...

E eu acreditei, porque estiveste sempre tu lá, neles, a pessoa que se escondia de mim, que sorria para disfarçar o desconforto, o receio de perder o que ainda nem tinha conquistado!

Tu era o meu mundo, eu sabia-o e sabia o que significavas para mim, como cada um dos meus desejos se conseguiria desvendar se ao menos estivesses por perto, se nunca te tivesses negado e soubesses esperar, porque de mansinho eu lá chegaria, ao teu mundo e teria ficado.

Nos teus olhos tive sempre a sensação do amor intenso que tinhas por mim, não precisando de o dizer, porque de cada vez que sentias vontade de falar, de me falar de ti, os teus olhos quase se afogavam numa água límpida que ameaçava jorrar para fora, inundando-me de todo o turbilhão de que padecias.

É dos teus olhos que sinto falta, porque eles nunca me mentiram, olharam-me sempre, tão dentro de mim, que agora me falta tudo, estou vazia e já ninguém me olha mais assim. Agora que te foste e levaste contigo o que já me pertenceu, vou apagando,…

Em dias de chuva...

Em dias de chuva fico  insuportável e a precisar de colo mais do que o habitual, mas esta porra do Universo tem coisas engraçadas e acabo eu a dar colo ao mundo inteiro!

Só me apetece esgueirar-me para um lugar com milhares de livros, para os poder tocar, um a um, cheirando-os e passando as páginas, tentando descortinar as histórias. Acho que desta forma tudo o resto ficaria para trás, entraria bem dentro de lugares diferentes do meu, com personagens que não conheço e quase que me restauraria a mim mesma. Eu e as palavras!

O que me vale é que não posso simplesmente deitar-me e adormecer, tenho que cuidar de quem realmente depende de mim e é por isso que nunca baixo os braços, mas os dias cinzentos, a chuva e o frio, enregelam-me por dentro, deixam-me mais céptica e amarga. Torno-me mais sensível e choro com facilidade, mas não é o TPM, é mau feitio mesmo e falta de sol.

Como nem tudo é mau, beneficiam os meus, torno-me mais mãe ainda e transformo a nossa casa no lugar para onde lhes a…

Não te entendo...

Vais e vens, acreditando que o podes fazer, porque te apetece, porque te faço falta, porque me queres sentir, mas aviso-te já que não funciona assim, não comigo!

Já me tiveste, no teu tempo, naquele em que te permiti que fizesses o que era suposto, não tendo, em nenhum momento, tentado passar-te outra que não eu. Sempre percebeste do que era feita, mas insististe...Tinhas que ter-lhe dado bom uso, ao tempo, claro está, mas foste demasiado pequeno, foste um miúdo, como tantas vezes te chamei e agora não há mais nada a fazer.

Não te quero saber mal, já foste importante para mim, por isso preciso que te arrumes e sigas em frente, porque já o fiz eu. Não te desgastes, tomaste apenas uma má decisão, outras se seguirão, nada de grave.

Volto a dizer, a ti, que quando arrumo, está arrumado!


How long?

Sim, é difícil, estar assim, sem parceiro, homem, macho e por consequência, sem SEXO!

Sou mulher, e depois? Também tenho necessidades, cuido de umas quantas, mas não há nada que chegue a um corpo, não só ao calor, mas ao peso, ao cheiro, aos sons e aos movimentos. Nem sei porque estou a falar sobre isto, afinal só me deixa ainda pior.

Não me quero ver aos gritos, rua fora, a implorar por uma sessão tórrida de sexo, acho que até já dispensava o "tórrido". Está mau mesmo!!

Agora falando a sério. Será que as mulheres podem falar, abertamente, sobre necessidades tão elementares como o sexo, sem caírem no risco de serem julgadas? Entre elas, talvez seja, ALGO pacífico, agora para o mundo em geral... naaaa, não me parece. Dores de cabeça até que podemos ter, cansaço e falta de desejo também, mas vontade, necessidade, isso é que nem pensar, não é natural. DIZQUEM?

Prometo que não vou gritar, nem ir a correr aceitar o primeiro que me aparecer, estou controlada e ainda me aguento, u…

Quando me beijas...

Quando me beijas, não são apenas lábios, nem bocas que se juntam, somos nós e a nossa essência, é tudo o que sentimos e conseguimos passar, com um calor anormal, com uma vontade que não se gasta, desejando ficar assim, colados um no outro até que não seja possível sequer respirar!

Quando me beijas, és tu outra vez, como o foste quando te conheci, quando me deixei arrepiar e te senti de uma forma que nem eu consigo pôr em palavras. Nesses momentos reconheço-te, não precisas de te explicar, nem de te mostrar por dentro porque eu entendo.

Quando me beijas, juntamos os corpos e acabo a  perceber de que forma sentes a minha falta, por isso arrumo todas as armas, encostando-me tanto que quase me misturo em ti, que quase vejo cada pensamento teu fluir, sentindo o teu sentir e sonhando cada um dos teus sonhos, sobretudo o que te trouxe até a mim.

Se te pudesse beijar agora, afastaria cada receio teu, dando-te o que sei que precisas para continuares no meu percurso, não permitindo que penses seq…