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A mostrar mensagens de Novembro, 2015

Preciso de tão pouco...

Há dias em que apenas o som da tua voz me basta, e é nessas alturas que sei, com toda a certeza, que és verdadeiramente importante para mim!

Por vezes estou tão absorta nas minhas rotinas e em tudo o que vai surgindo sem aviso, que quase arrisco achar que se não estiveres não te sentirei a falta, mas nós sabemos que não é verdade, nós os dois sentimo-nos da mesma forma e com a mesma intensidade, por isso jamais poderia passar, um segundo que fosse sem que me cruzasses o pensamento.

Mesmo sabendo que a minha pele precisa da tua, que o meu corpo grita pelo teu, já sei como me refrear, e a verdade é que me basta que estejas bem, para que eu me consiga segurar e continuar a viver. Um dia depois do outro, de mansinho, esperando por ti, como esperarás por mim. Desesperar é proibido, mas também serve para nos lembrar do que sentimos, para reafirmar o que nos faz falta.

Hoje, mesmo que envolta num momento anormal, precisei, MESMO, de ti, mas a tua voz tranquilizou-me e recordou-me de todas as…

Vou confessar...

Não sei jogar, não entendo as relações como dois lados opostos, porque se o forem jamais se transformarão em apenas um!

Não quero ter que te pedir para que olhes para mim, já não, sinto-me numa tranquilidade tão profunda, que por vezes quase que me sinto a flutuar, tão leve que a ideia de nunca chegares a ser meu deixou de me perturbar. Cada um de nós terá aquilo para o qual "trabalhar", e o que tiver que ser nosso, sê-lo-à com toda a certeza, mas sem forçar e sem ter que implorar.

Gostar de alguém, sentindo, nem sempre de imediato, que será com ela e por ela que conseguiremos superar o que vier, faz com que tudo se encaixe e faça sentido, mas nunca pela imposição, porque quando não estiver claro para uma, não estará onde deve.
Gostar de alguém é um acto tão natural como respirar, e sem ar ninguém vive.
Gostar de alguém é ter certezas, não deixando que o medo se instale.
Gostar de alguém é perceber que ele pode ter o prazo que cada um lhe atribuir.

Tudo é tão efémero, e tão frági…

Mundo de homens!

Há quem diga que é, e eu, lamentávelmente terei que concordar. No entanto, e como diz a música "It´s a man´s world", sem uma mulher, a certa, não faz qualquer sentido!

Não importa quem o começou e de que forma o mantém, por sinal muito mal, o que importa é o papel que queremos assumir, e nisso, nós as mulheres, demarcamo-nos um pouco, eu sei que será pelo muito que já nos cabe, mas temos que arregaçar mais as mangas, e fazer deste mundo, um lugar que sirva melhor as mulheres, Somos ou não somos a maioria?

Caramba, até parece que estou a começar um movimento revolucionário, nada disso, nem me peçam para queimar os soutiens porque os meus são caros. Estou apenas a incentivar à tal da mudança que tanto apregoamos, e que deve começar por quem dela necessita, sem deixar nas mãos dos outros o que nos cabe, a nós, resolver.

O mundo será de quem o conquistar emocionalmente, de quem dominar o sentimento mais instável, tanto quanto o são algumas substâncias líquidas e gasosas, e por s…

Queres que me lembre?

Achas que preciso de me recordar de como foste, comigo? Será que ainda faz sentido que te traga, assim, recusando-me a que te vás e a que volte a ser eu, em pé, confiante, a acreditar no que via antes?

Ainda não entendi porque razão algumas pessoas nos marcam desta forma e nos ensombram a existência, mas já me "vão" explicando que têm uma função e que vêm para nos acrescentar e ensinar algo. Ok, assim sendo, aceito, e estou mais do que preparada para que entrem os que realmente forem importantes.

Não haverá, um único dia, em que não me lembre de todo e cada momento, nosso. Não teria forma de deixar de lado tudo o que acabámos a viver juntos, porque me ajudaste a fechar ciclos, porque me carregaste ao colo quando mais ninguém se atrevia, desculpando-se da tal da "força", e porque eras tu, genuinamente.

Sabes do que gostava mesmo? Era de que não te esquecesses, tu, de mim, do que te dei, do que representei e do que te prometi, porque sabes que cumprirei cada pontinh…

Estreia!

Estreia na escrita em movimento. Ontem não consegui deixar nenhum post agendado, afinal de contas até uma mulher tem limites e eu terei certamente os meus. Assim restou-me escrever no comboio, a caminho de um caminho que certamente terei que fazer muitas vezes, e perdoem-me a redundância, mas aqui tinha que ser.

Estou a precisar, mesmo, de me descolar do papel de mãe, porque eu uso de um exagero e de um contole que ainda os sufocará um dia. Não sei delegar, sou de um exagero que cansa, cansa-me sobetudo a mim, por isso esta nova etapa irá trazer ajustes benéficos para todos nós.

Mais logo darei notícias sobre o maravilhoso evento, no qual estarei presente. Tudo tem um início, um encadeamento, e como já ouvi dizer esta semana, a vida só é dura para quem for mole.

Mexam-se, para chegarem a algum lugar que valha mesmo a pena!




E se?

E se tudo tivesse começado de forma diferente, será que teria terminado melhor?

Nunca sabemos que lugar nos está reservado quando permitimos que o nosso olhar se pouse em alguém, que até poderia não nos estar reservado, mas que apareceu quando fazia falta, acabando a mudar o que não estava certo.

A vida terá um sentido, e a direcção que lhe dermos, baseada nos desejos que conseguimos criar e manter, porque desistir será sempre a opção mais fácil, mais rápida, mas manter, lutar, querendo quem já provou que nos quer, dá uma enorme trabalheira e obriga a reajustar uma infinidade de pequenas vidas.

E se eu te tivesse aceite, logo, permitindo que me entrasses quando tinhas todo o fogo que uma paixão imprime?
E se o momento de onde surgimos, ambos, nos tivesse provasse que passaríamos a ser "nós", sem que nada nem ninguém precisasse de confirmar o que já saberíamos?
E se a forma como te aprendi a amar, no depois, tivesse surgido quando o pediste, no segundo em que me tocaste e eu sen…

O que mudamos?

Mudamos de opinião, de vontades, de sonhos, de vida, mas NUNCA de carácter, porque esse nasceu connosco, e por norma o tempo apenas o apura, para o bem e para o mal!

Mudamos o que nos faz mal, ou deveríamos fazê-lo, mais vezes, para que mudar fosse uma restruturação, e um up grade. Não adianta apenas mudar a cor do cabelo, ou o corte, nem sequer o sorriso, porque o que está por dentro e que sustenta tudo o resto é que conta realmente.

Já me vi a mim mudar, tanto, sobretudo de planos, que passei a entender, mais profundamente, a tal da consistência que eu abanava como se fosse uma bandeira. Mas ser consistente é saber de que forma a mudança nos levará, mais rápidamente, para onde queremos estar, porque não adiantará ser consistente com a dor, com a mágoa e com tanto desamor que por aí prolifera, isso seria no mínimo burrice.

Mudar é sentir ventos que sopram do lado certo, trazendo sinais de uma renovação.
Mudar é ter coragem para dizer que SIM ou que NÃO a quem precisar de o ouvir.
Mudar é…

Mantém-me aí!

Deixa-me ficar, desse lado, continua a ver-me dessa forma, junto à luz, porque assim, nada de mim ficará de fora!

Mantém-me junto a ti, mesmo que estejas do outro lado do meu mundo. Não desistas, não te pares, quem sabe desta vez, com o devido empenho, não me terás de volta. Não vou falhar na promessa, não me vou refugiar no ontem, no que correu mal, na tua fuga para a frente, a que apenas serviu para me quereres ainda mais, com mais força, desejando o corpo que até já foi teu e que espera pelo teu, ainda.

Mantém-me aí, junto a ti, sem desesperos, à espera do que eventualmente chegará, porque até foi a ti que reconheci, nesta vida. Foi por ti que também esperei para que estivesses pronto, para que viesses, e vieste.
Mantém-me tão próximo quanto a distância deixar, porque quem já percebeu o que lhe mudará a vida, não pode continuar a fugir dela, negando o que mais nada nem ninguém tem.
Mantém-me próxima de ti até que me consigas tocar mesmo, uma vez mais, e para que cada momento se arrume,…

Nunca...

Não há nada que eu possa fazer para te mudar. Nada do que eu queira, mesmo que MUITO, te tornará alguém confiável, e capaz de me surpreender, pela positiva!

Nunca saberás como beber de mim, do que precisarias de conseguir aspirar e respirar para te transformares na pessoa que me serviria, em pleno.
Nunca terás, dentro de ti, os mesmos sentimentos que me assolam de cada vez que me atrevo a imaginar-te no meu futuro.
Nunca poderei deitar a cabeça e sossegar a alma, porque no teu canto de mundo estará a falsidade, a incapacidade de te dares, MESMO, de seres quem acompanhará os meus passos, tomando-me a mão que acabaria a dar, segura.

A realidade é o que fazemos dela,e  as escolhas serão sempre nossas, até para as coisas mais simples. No que toca a sentimentos, a razão deverá impor-se, para que não nos deixemos cair, sabendo, de ante mão, que apenas nós nos poderemos reerguer. Não adianta que se desenhe, mesmo que a pincel, e usando cores brilhantes, alguém que se tornou cinzento por dentro…

Fazer o que é certo!

Impõe-se, sobretudo por nós, nunca desistindo daquilo em que acreditamos, e sabendo que no final de cada etapa, a avaliação terá que ser positiva, porque só assim conseguiremos prosseguir!

Fazer o que é certo tem custos, emocionais, profissionais, e tantas vezes físicos, mas há uma hora para tudo, um tempo para cada decisão, mesmo para as mais difíceis.
Fazer o que é certo, confere-nos uma responsabilidade maior, mas depois regressa com um sabor único.
Fazer o que é certo é a certeza de perceber a diferença entre o que devemos e o que podemos.

De cada vez que olho para o lado, encontro alguém que se arrependeu de não ter dado e sido mais, e por vezes retornar à estrada já não é tão fácil, por isso decidi que devo puxar por mim, forçando-me a ser sempre o mais possível recta com os outros, proporcionando-lhes o que não têm forma de conseguir sozinhos e dando-me em cada entrega, que exijo genuína.

Quando sabemos olhar para o nosso percurso, pondo de lado o que não nos servirá no futuro, ma…

Não mata, não!

Mas mói, e TANTO. Deixa-nos com um vazio que ninguém parece ser capaz de preencher. Não vou morrer por não te ter, mas vou, certamente, continuar a sentir a dor que me infligiste quando decidiste, e não por mim!

Quem deixa de estar do nosso lado, deveria poder apenas ir, sem pedaços soltos, para que iniciassem um novo percurso, um e outro, sem que ficassem mágoas, um no outro, não ficando lembranças amargas, um do outro. Isso sim seria um mundo ideal, porque o amor e o desamor deveriam ser livres, com uma vontade própria, como até o são, mas entendíveis e de leitura fácil.

Ninguém deveria ter que pedir o que lhe cabe por direito.
Ninguém deveria precisar de buscar o que está, sempre, disponível, em outros lugares, e em muitas outras pessoas.
Ninguém deveria ter que chorar quando sorrir é o que faz o mundo correr, da forma certa.
Ninguém deveria ter que escrever sobre o que niguém quer recordar, porque de uma forma ou de outra, já estivemos, todos, um dia lá, aí.

Onde foi parar a pessoa q…

Estou a sentir-te, agora ...

Agora, neste preciso momento, enquanto todas as partes do meu corpo se movem, numa dança que já conheço, acompanhada dos sons que me dizem tanto, porque estás em cada um. Estou a sentir-te enquanto me solto, em cada movimento, levando a que as minhas pernas saibam, exactamente, o que fazer e quando. Estou a sentir-te, com os olhos fechados que ainda assim te conseguem ver e te imaginam, colado a mim, enquanto, lânguida, pronta, desejosa de um desejo que não passa, não até que te tenha.

Eu sou feita tanto de sentimentos, quanto sou de sons, os que servem para me acordar de mim e voltar a funcionar.
Eu sou a que encontra, sempre, forma de se restaurar, quando o despertar não foi o esperado.
Eu sou a que conhece, tão bem, este corpo, por onde só passas tu, mesmo quando não estás.
Eu sou a que te encontra de cada vez que te procura, porque há sempre forma, sobretudo quando o que está do outro lado é o que faz este continuar.

Não paro, não me sossego, não desligo até que toda a forma de te sen…

Mesmo que queiram...

Mesmo que julguem, que conseguem, impedir-nos de sentir, assim, eu sei, e tu sabes, que já não é possível!

Nada do que vem de fora de nós tem mais poder, mais palavras, do que as que nos passamos, a cada dia, bem lá de dentro, pelos corpos que nos pertencem, pelas emoções que criámos no momento em que deixámos de ser apenas um.
Nada do que pensem, os outros, circula no mesmo plano que os nossos pensamentos, e nos interrompe os olhares que só pousam onde importa, em mim e em ti, ao mesmo tempo.

Amar-te é o que tenho aprendido a fazer, sentindo-te mesmo quando não estás onde te reclamo.
Amar-te faz de mim esta pessoa, especial, com uma alma que envolve todos os planetas, porque me torno tão grande, quase imortal, e capaz de ir onde eu me ordenar, porque também lá estarás tu.
Amar-te tem sido como os movimentos que largo quando paro de me controlar e sou, para ti, a mulher que sempre precisaste, tocando-te onde mais ninguém sabe, nem pode.

Mesmo que queiram decifrar-nos, entendendo o que por…

Ver e ter gente!

Para quem escreve, ter e ver gente é fundamental. "Nós" absorvemos gestos, sons, desejos e olhares, que depois acabamos a retratar, num momento ou noutro!

Ontem foi o dia das gentes. O dia em que nos juntámos, num cantinho de cultura, para absorver o que cada um tinha para contar, e foi muito, e foi bom. São raros estes momentos e talvez devam ser, para que saboreá-los constitua, MESMO, um prazer.

Para mim, que até sou algo bicho do mato, sair, falar com quem não conheço, expondo-me ainda mais, movimenta-me as energias e força-me a socializar de forma diferente. Os escritores também têm este "problema", o de construírem um mundo muito seu, onde estão resguardados dos tempos dos outros, e no qual se largam, completamente, sem receios, ou até com muitos, mas sem forma de impedirem o que são, e têm, de sair.

Haverá quem pense que é fácil escrever, juntando um monte de palavras, aparentemente soltas e largando-as para que as "gramem" os outros, mas é muito m…

Estou preparada!

Não sei se estou ou se fiquei, de repente, preparada, após ter percebido mais um milhar de coisas, mas seja lá o que for o estado, ou o caminho, a verdade é que me sinto diferente, como se tivesse, de repente, renascido!

Eu sou mulher, é um pequeno grande pormenor, que significa sobretudo, que gosto de dar nomes às coisas. Aos sentimentos então nem falar. E por isso pergunto-me porque afinal só consigo ver agora, com clareza, o que sempre esteve antes? O que mudou em mim?

Hoje é dia de reconhecimento, amanhã poderá ser de análise, e mesmo que não pare de pensar no assunto, já o consigo segmentar. Como tudo o resto na vida, cada coisa na sua hora e lugar, porque se não for assim, rebento como os sapos quando lhes põem um cigarro na boca.

Agora já acordo preparada.
Agora sei como me relacionar com algumas pessoas que me faziam ferver de frustração.
Agora condescendo ao ponto de as deixar circular, como sempre o fizeram, mas sem me perturbarem.
Agora mando eu, até no que escolho sentir.

Viver…

Diários de vida!

São TANTAS as vidasque tenho conhecido e as quais trabalho agora, que certamente poderia escrever no mínimo, mais 2 ou 3 livros!

O meu novo projecto tem-me oferecido o abrir de alguns diários, vidas que se desenrolaram de formas tão pitorescas, algumas, e diabólicas, outras, que arriscava uma série de episódios sobre o oculto, e olhem que não sou mórbida. Dentro de 4 paredes escondem-se dores, gargalhadas, emoções e desilusões, que ninguém pode avaliar, daí a riqueza, e o encanto.

Os meus exercícios diários já passam por ouvir, atentamente, quem me procura, mas ultimamente pareço ter um íman e puxo tudo e todos, de uma forma quase incontrolável. O que significa tanta, aparente, necessidade do que sei dizer? Será que ajudo, realmente, ou apenas baralho e desmotivo ainda mais?

Escrever sobre o que passou a ser verdadeiramente importante na vida dos que comigo se cruzam, é um privilégio, um crescimento até para mim que me considero emocionalmente crescida.
Escrever, usando as palavras que…

Quem te mandou?

De onde tiraste a ideia de que me poderias simplesmente deixar ir? Quem te mandou olhar, para o lado contrário, durante o tempo que me fez sair de ti? Onde julgaste tu que me encontrarias quando te decidisses, finalmente, a perceber que era eu? O nosso destino não se compadece com as distracções, se não estivemos atentos, teremos que ficar na fila, e aguardar, muitas vezes, por uma próxima vida.

Quem te mandou tomares-me por garantida, achando que apenas tu olharias para mim?

Não me cabia lembrar-te, acordar-te para mim. Não me cabia fazer-te entender que ou me tinhas, realmente, ou me perderias, para sempre. Não era de mim que teria que chegar o que te faltava. Eu era tão simplesmente a mulher que escolhera amar-te, esperando, pacientemente, que também o fosses e que não sentisses necessidade de não me ter, sempre, em todos os momentos nos quais se constroem os amores que permanecem.

Não te consigo ler. Não sei que dores carregas para teres, esta vontade de continuar a voar, sozinho,…

Gritar!

GRITAR impõe-se de cada vez que nos sentirmos doer por dentro, mas com uma dor que ninguém explica, que chega de tão fundo que nos parece querer apagar a alma!

GRITAR pode ser um acto de coragem, um desprender de amarras, o afirmar de quem se toma por pessoa, que precisa, como de pão para a boca, de ser respeitada e admirada pelas escolhas, mesmo que erradas.

Eu nunca deixo nada por dizer, e se gritar é o que me permite continuar, faço-o, com o mesmo à vontade com que canto e incluindo-o nas minhas rotinas para que não me afogue.

Calma com esta coisa do gritar, porque ele pode não ser no sentido literal da palavra. Por vezes os gritos saem sem sons agudos, mas numa determinação que basta para que nos levem a sério. Gritar afirma-nos e reafirma tudo o que tantas vezes repetimos para que nos oiçam.

Conheço tantas pessoas sufocadas, com palavras que recusam deixar sair, olhando, sempre, para todos os lados, certificando-se de que não serão julgadas, que manterão a classe, como se por clas…

O que és...

O que tens é inteiramente teu, e a tua responsabilidade passa por explicares aos outros, com todas as letras, que te deverão aceitar com o que já carregas, esperando que consigas o discernimento para fazer os devidos ajustes!

Ainda vou ouvindo muita gente dizer  - "ou me aceitam como sou, ou podem ir dar uma volta"- por estas ou por outras palavras, mas num registo de egoísmo puro que as impedirá, muito certamente, de receber quem as acabaria a mudar para melhor. Devem-nos aceitar sim, mas uma relação serão duas pessoas, e não apenas uma em detrimento da outra.

Nós somos únicos, seres individuais, mas precisamos do "outro", de uma metade que se ligue à nossa e nos impeça de terminar numa solidão escolhida.
Não temos que nos misturar, não totalmente, no outro, para que passemos a ser apenas um, isso não existe, e a acontecer, trará custos para uma das partes.
Não precisamos de gostar de TODAS as coisas, mas precisamos de sentir que os objectivos e os desejos são co…

Não te encolheste!

Não te encolheste, mostraste alguns medos quando te partiram, pela segunda vez, mas não te fechaste ao amor e acreditaste que terias um tempo e um lugar!

Tens sido uma lufada de ar fresco, para todos, e até mesmo para mim quando arrisco desiludir-me, achando que a minha vez nunca chegará.
Tenho-me alimentado do amor que te vejo reflectir e que reflexo maravilhoso chega do teu olhar, das palavras que agora carregas, sem os medos de antes.

Conheço tão pouco de ti, mas consigo sentir cada pedaço de alegria que espelhas. Não sei, praticamente nada do que vives, mas consigo perceber o quanto tudo se encaixou e como encontraste quem te ama, verdadeiramente, tanto quanto te sabias capaz de amar.

Precisamos de nos voltar a encontrar, para que me insufles cada gota dessa coragem de que te envolveste para teres tudo o que recebes, agora, com mérito reconhecido. Precisamos de nos aproximar, para que também eu te passe a certeza que me ficou, da possibilidade que nos caberá a todos, bastando que …

Vamos lá!

Tu puxas e eu empurro!

TUDO tem solução, uma casa de arrumos, um lugar para onde nos atiramos quando paramos de desesperar e largamos as amarras. Quando a vida fica no lugar certo, no momento esperado, conseguimos respirar fundo e ver o que antes parecia turvo.

O optimismo é sempre uma das facetas nobre da nossa personalidade, e para os que dela se alimentam, como o faço eu, o amanhã será sempre mais uma possibilidade, sobretudo de rever e alterar o que tiver corrido menos bem.

Se tu puxares, eu prometo que empurro, porque convém que seja na direcção certa, ambos para o mesmo lado, evitando esforços desnecessários.
Se tu puxares, por mim, eu compensar-te-ei do esforço, e no meu momento, farei o mesmo, com a mesma intensidade e ânimo.
Se tu puxares, eu acabarei a acreditar que vale a pena, e que juntos teremos a força que nos falta sozinhos.

Dois, a dobrar, multiplicando todos os sentimentos que já aprendemos a identificar. Dois, o número certo para que certa seja a razão que nos trou…

Nada é por nós ou para nós

Vivemos numa sociedade na qual nada, mas mesmo nada é feito de forma a que nos facilitem a vida, e para que sejamos mais felizes e completos!

As leis são apenas para um dos lados, os benefícios para os de mais poder, e todos os outros seguem, como ovelhas, pelas linhas da cor que determinaram. Não é suposto que reclamemos, que demonstremos desagrado, porque tudo foi feito de forma tão automática, que ainda nos conseguem deixar com sentimentos de culpa, de cada vez que nos atrevemos a discordar.

Ter uma voz dá trabalho. Dizer o que pensamos, como queremos e porque pensamos de forma diferente, obriga a que se tire o rabinho do sofá e se vá. Falar de trás, com uma voz de burro, não nos trará resultados, mas infelizmente para o país, a maioria prefere que seja assim.

- Vou-me chatear para quê?

Deves-te chatear para que nos chateemos menos, passo a redundância. Temos que ir aos sítios certos para que todos à volta possam beneficiar das melhorias, porque se for bom para ti, será certamente…

Não deixes...

Não permitas que outra tome o meu lugar, porque com o meu cheiro apenas eu, com a voz que te chega dentro, que vai, volta e revolta cada parte de ti, para te lembrar porque ainda estou aqui e que te pertenço, apenas a minha!

Não deixes que me vá, de vez, que pare de te querer desta maneira e que desista.
Não passes demasiado tempo sem me lembrares, também tu, porque razão te quero.
Não pares de me soprar, no ouvido, as palavras que sempre te reconheci e que sei serem feitas, de encomenda, para mim.

Uiiii, que o planeta se moveu, mesmo. De repente ficou tão claro o que preciso, que até poderás correr Seca e Meca, subir para além do que os meus olhos alcançam, e eu continuarei a querer que não deixes outra tomar o meu lugar.

É simples, fácil, incrivelmente natural, que sejas tu, desta forma, até porque o meu corpo o reconhece e aceita.Se será à minha maneira, se será aqui, nesta vida, para ficar, não sei e confesso que me importa muito pouco, porque eu vivo o agora, absorvo tudo até úl…

Embora lá!

Preparar o lugar para onde nos poderemos instalar, vivendo, em paz, com um tempo só nosso, sem mais nada, nem mais ninguém que não seja quem deve estar.

Embora lá perceber o que deve ser feito, como e até quando. Ou então não, que seja o que preferires e te fizer feliz. Eu sei que já o sou e que não dependo de ti para sorrir e permitir que a minha vida aconteça, porque dela já cuido, a cada dia. Do que eu preciso é de que me acrescentes, que faças de mim alguém melhor e maior, que tragas mais, que venhas tu, contigo.

Embora lá começar pelo princípio, outra vez, retornando ao ponto de onde nos parámos, reparando o que se quebrou e continuando, depois. O que é que eu sei que não saibas tu? Na verdade nada, aliás, eu até acho que sei tão pouco que não sirvo para ensinar, mas juro que me esforço por aprender, sempre.

Embora lá dizer alguma coisa de jeito, porque o calor da lareira nas minhas costas, a casa cheia, a música mais alta do que o habitual, as gargalhadas dos filhotes enquanto …

Quando o sofrimento não tem nome!

A razão pela qual tantos penam por aí, prende-se com o simples facto de não saberem que sentimento pôr ao fim de uma relação!

Nós somos seres pensantes, está bem, eu sei que uns mais do que outros, mas a realidade é que precisamos de perceber se o que sentimos é ódio, raiva, amor, não importa o que seja, mas o resultado tem que estar definido e claro. Quando os homens se queixam de que não entendem as mulheres, mesmo que para isso não façam qualquer esforço, é apenas porque não estão atentos, mas eu vou explicar, again! As mulheres rotulam tudo, gostam de nomes para cada ser ou objecto e quando não o encontram, põem-se a bater com a cabeça, com a sua e a dos outros, até que se faça luz. Mas porquê prolongar dores, o que ganham "vocês" afinal?

Eu vou fazer uma analogia violenta, mas quem sabe assim não mudam de ideias. Quando uma mãe perde um filho, e digo mãe porque nós somos mais guturais e é de nós que eles nascem, mas não estando de todo a minimizar a dor dos pais, ela n…

Como ir e quando escolher ficar?

Respostas, é o que procuramos, mas que sejam claras, de forma a que saibamos quando esperar e como escolher!

A diferença entre o saber, já, o que fazer, e de que forma construir a vontade, é que nos paralisa e interrompe os passos. Eu já sei por onde e como, mas não depende apenas de mim, acarreta mudanças na estrutura de muitos e por isso há que usar de cautela, mas movida a alguma emergência, porque não adianta adiar indefinidamente, não trás resultados positivos e por vezes até me impede de funcionar.

Levou tempo, consumiu parte de mim, arrancou-me alguns pedaços que certamente ainda me irão fazer falta, mas depois de chegar aqui, sei que teria que ser desta forma, porque sabermos o caminho torna a viagem mais previsível, mesmo com os inevitáveis percalços.

Eu gosto de saber, prefiro ter certezas, conhecendo a verdadeira face de cada um, e tal como as músicas mudam o estado de espírito, apenas sintonizamos as que nos mexem o corpo e nos arrancam prazeres reais.
Eu gosto de me leva…