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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2016

Coincidências?

Coincidências? Talvez sim, talvez não, mas que o mundo é mesmo do tamanho do meu quintal, lá isso é!

Porque encontramos determinadas pessoas, nos lugares mais inositados e em momentos tão distintos?  Porque somos assim e não assado?  Porque nos identificamos com algumas palavras, ditas por algumas pessoas, enquanto outros poderão falar, gritar ou espernear e nada, não conseguem chegar até nós?
Pois, mas eu não sei responder. Não queriam mais nada e o euro milhões, também não?
As coisas são como são e pronto. Um dia quem sabe não chegamos lá e acabamos a entender, se é que há algo para ser entendido. Um dia saberemos por onde teremos que andar para chegar ao espaço de alguém, ao cantinho de vida e sentimento que os refugia, cuida e acolhe.
Se existem ou não coincidências, não sei, mas que sabe bem ir tropeçando nelas e mergulhando em lugares que nos podem enriquecer, mudar e fazer acreditar que não somos os únicos a andar por aqui, isso sabe. A mim pelo menos sabe e não é por nenhuma co…

Pimentos!

Para o Alexandre a Ana estava a ser uma agradável revelação, conseguiam conversar sobre tudo e usufruir de enormes silêncios, enquanto reviam embevecidos os filmes que lhes diziam tanto. As rotinas de ambos pareciam apenas fazer sentido se passassem por cada um e já quase viviam em casa um do outro, com um enorme à vontade, como se sempre tivesse sido assim.

Por incrível que pudesse parecer a todos quantos os rodeavam, ainda não tinham tido qualquer intimidade física. Com eles tudo caminhava de uma forma natural, a encaixar cada pedaço da vida de ambos e a encontrarem motivação em pequenos-nadas.

- Anda miúda, fiz uma salada de carne e pus os pimentos assados, bem marinados como gostas, em azeite e alho, cortados às tirinhas.
- Ui espera que já estou a salivar.

Mas sabem que mais? A salada ficou para depois, porque quando a Ana o olhou com o avental e aquele sorriso que lhe tirava o chão, não resistiu mais. Parecia ter sido tomada por uma loucura momentânea e rasgou-lhe, literalmente,…

Pensamentos!

Treta de vida às vezes!

Treta de vida às vezes! Há quem esteja por aí a adiar o inadiável, a ter muito do que não lhe serve e pouquíssimo do que necessita mesmo!

Temos que, e a dada altura, fazer escolhas e enveredar por algum caminho que de preferência seja aquele que conhecemos e desejamos. Nem sempre corre bem, Por vezes obriga a reajustes e a mudanças de direcção. se estivermos habilitados a fazê-lo, porque não é fácil, A cada dia encontro mais gente a necessitar de um gigante GPS. De algo que lhes indique a saída, que não os demova de resistirem à mudança e que saiba exactamente por onde e como. Quem sabe não se inventa um, mas até lá meus amigos, cabe-nos a nós, a cada um, decidir o que nos faz mais ou menos feliz e depois tomar decisões.

A vida é uma treta, por vezes, mas apenas porque esperamos demasiado de quem não nos consegue colorir a alma e de quem não sente ou sonha da mesma forma.

Aceitarmos que nos enganámos, que não é por ali e que assim não serve, é um caminho penoso, mas ou o aceitamos e ap…

Sinto falta...

Sinto falta de cumplicidade, de tempo a dois, da partilha que sempre deverá existir num casal, quando se sentem realmente unidos, com interesses comuns e dois. Sinto falta de me enroscar num corpo para além do meu. De me sentir parte de alguém. De ter pele, sons que entrem bem de mim e de quem me queira tanto, que não consiga conceber a vida sem me ter por perto.

Já não me recordo de como será estar em pleno no universo de alguém, de ouvir os "amo-te" todos que me faltam. Já nem tenho o sabor que os beijos que mereço deixariam, porque com eles iria saber-me preenchida sabendo que eu era a outra metade de alguém.

O que eu dava por um momento de silêncio cheio de palavras. Por toques que o meu corpo reconheça. Pela segurança que me passavas, quando estavas aqui, comigo, onde me fazes falta. O que eu dava para nunca ter que sair do teu lado, orgulhando-me de tudo o que representarias na minha vida, porque serias tudo. Serias o amor que não questionaria. Serias os lugares onde n…

Não me olhes assim!

Não me olhes assim! Porque esperas que o meu corpo não reaja, que não se arrepie quando me tocas? Sem ti não avanço, o meu sal não se dissolve, deixo de ser mulher e de permitir que escorra pelo meu corpo todo o prazer que me ofereces.

Vem agora. Não me olhes assim. Entra em mim, toma-me, deixa que sinta o teu peso e que me afogue nos beijos que prolongas até que pare de respirar. Por favor, agora, mais depressa, mais dentro, mais comigo.

Não me olhes assim, pega-me, leva-me, inunda-me de tudo o que tens e sem o qual apenas sobrevivo. Não é possível para mim, nem humano, que necessite ainda mais de ti. Bastam-me as tuas mãos para que te obedeça, para que te reconheça, para que me entregue e pare de lutar.

Estou a sorrir para ti, a dizer-te com tudo o que tenho dentro e fora de mim, que apenas tu consegues o que julgava esquecido, para lá de um mundo que afinal existe. Estou a sonhar-te másculo, pronto, inteiro, só para mim, para me dares, uma e outra vez, tantas quantas eu aguentar, do…

Quem és tu?

Quem és tu? Responde se souberes, porque eu ainda não percebi!

Não sei por que razão me fizeste sentir a melhor e a pior das mulheres. Não sei por que razão, chegaste, assim, quando afinal até precisava, mas não ficaste. Não sei por que  não me recebeste, ou melhor, abriste os braços para que me aninhasse, mas nunca os fechaste, apertando-me, para que te sentisse realmente.

Não tive como te ensinar que devemos estar inteiros numa relação, amando quem escolhemos e nos escolheu, dando o que a outra metade precisa, para que tudo se coloque no lugar devido e faça sentido. Não tens como estar em mim, sem ser comigo. Não deverias buscar-me o olhar e não saber de que tonalidade ficavam os meus olhos de cada vez que te desejava, sempre que precisava que me beijasses, tanto e tão desesperadamente que o meu peito parecia não ter como aguentar um coração que bateu sempre descontrolado por ti e contigo. Não podias ir e vir, usando apenas o teu tempo e desconsiderando o meu, não podias...

Quem és t…

Os finais!

Com os finais ficam as dores de alma, as mágoas do que não se conseguiu ser ou dar, mas sobretudo, fica o vazio. A incerteza quanto ao termos feito tudo o que estaria ao nosso alcance, ensombra-nos e na realidade nunca chegamos a saber se fomos capazes de amar como seria suposto.

Perder quem connosco fez um percurso, enquanto nos segurava os ombros, beijava e acalmava nas horas mais difíceis, deixa-nos a chorar por dentro e a desejar conseguir mover céu e terra para não sentir o vazio que fica, inevitável, durante demasiado tempo.

Os finais são isto mesmo, mas também a possibilidade de recomeçar, de não ceder perante o que correu menos bem e avançar, sempre. Os finais significam apenas que o que se começou terminou, nada de demasiado transcendente. Cada pessoa que sai da nossa vida, fá-lo exactamente quando deveria, nem um segundo antes. Quando percebemos o que nos trouxeram. Quando conseguimos focar-nos apenas no que conseguiram acrescentar e em todas as emoções que se nos entraram d…

O homem ideal!

O homem ideal! Vamos lá falar de ideias pré-concebidas, da necessidade de termos quem consideramos ser e ter a forma adequada à nossa paixão.

O homem ideal, será aquele que é alto, espadaúdo e musculado? O homem ideal será o que sabe sempre o que dizer e como dizer, sem medo de parecer demasiado sensível? O homem ideal será o que está seguro de si, é culto, interessado, viajado e sabe beijar? O homem ideal saberá sempre onde pôr as mãos nos lugares certos, confortando-nos, sem nunca aparentar ter medos, apenas receios, sobretudo de nos perder?

Será que existem mesmo homens assim? Talvez sim talvez não, mas não há uma fórmula mágica para nos apaixonarmos e nos sentirmos completas. Cada homem é um mundo, tal como o seremos nós, mulheres cheias de quês e porquês, gostos e muitas manias.

Haverá sempre um chinelo para o nosso pé e nem todas nós o temos de princesa. Assim sendo, que tal pedirmos na proporção do que damos? Nem mais, nem menos, apenas o suficiente para sermos todos felizes. Os…

Pensamentos!

Na minha boca!

Se te tivesse aqui, agora, ia querer-te na minha boca, ia beijar a tua até que me saciasse, o que nem acredito ser possível!

Nunca me cansei de ti, mas também nunca te tive tantas vezes quantas desejei e sonhei. Na minha boca encontraste e ouviste palavras que saíram sempre sinceras, sentidas e minhas. Com ela, com a tua, pelas duas, passámos todos os sentimentos,  prolongámos sensações e sentimos os corpos estremecerem com a antevisão do prazer. Vim-me contigo, apenas e só com os teus beijos, e com as tuas mãos senti que me percorrias a essência, enchendo-me da necessidade de te ter sempre e de nunca te deixar ir.

Um amor assim não será de todo comum e não virá certamente mais do que uma vez na vida. Por isso não vou deixar que me fujas, vou prender a tua boca, com a minha boca e através dela passar-te tudo o que armazenei para alguém como tu.

Se te tivesse aqui, agora, saberia mostrar-te de que forma poderias colar-te à minha boca e ficar!

Amanhecer contigo!

Hoje foste tu que me acordaste!

Senti os teus lábios carnudos, molhados, e sequiosos da boca que abri julgando que ainda sonhava. Abracei-te reconfortada e feliz por teres vindo até mim. Ter-te logo cedo é bom, é um despertar para a vida, é saber que já me pertences. O depois foi natural, o meu corpo reagiu de imediato, senti que me tiravas a pouca roupa que me cobria e preparei-me para te sentir. Fechei os olhos e parti na viagem que me preparaste. Ninguém como tu sabe como me "ligar", como arrancar os meus suspiros e gemidos. Só tu me enlouqueces, sempre e todos os dias.

- Vou querer mais acordares assim.
- Já os poderias ter, és uma teimosa linda, que continua a fugir do óbvio.

Os meus medos ainda permanecem, mas sinto e entendo que a vida começa a correr na tua direcção. Percebo que ter-te todos os dias, de manhã, à tarde quando voltarmos, à noite para nos amarmos uma e outra vez, é o que preciso. Já não há mais ninguém que me entenda e queira como tu.

O amanhecer, é uma…

Pensamentos!

Existem pessoas más!

Estamos rodeados de pessoas más, de mal com a vida, amarguradas, incapazes de um olhar positivo sobre os outros, de se alegrarem com o sucesso alheio. Pessoas que destilam fel e que devem dar choque de tão negativas.

Cada vez que encontro umas quantas, e olhem que ainda as encontro, não consigo deixar de sentir pena e tristeza perante o que perdem, porque não conseguem ser felizes e fazem questão de "matar" tudo à sua volta. Mas o que ganham afinal? Nada vezes Nada, ZERO, mas insistem e prosseguem, como se de uma missão se tratasse. PUXA!

Hoje tive que intervir perante mais uma maldade, defender quem precisava, olhar por um semelhante, e o que ganhei? O prazer de ser eu, de não prejudicar, de cuidar de quem, espero um dia, também possa cuidar de mim.

Estamos a precisar, urgentemente, de lavagens a cérebros empobrecidos e de recordar que é aqui, neste planeta maravilhoso, que tudo se paga, por norma em dobro, acreditem ou não.

Existem pessoas más e eu gostava de saber como co…

Pensamentos!

Já nada é igual!

Já nada é igual. Agora sei, agora entendo, que ninguém tem que entrar para nos magoar e para que nos sejam testados os limites. Ele chegou e mostrou-me que tinha tudo o que alguma vez me faria falta. Ele chegou e deixei de precisar de chorar para adormecer. Ele chegou e eu soube que era o homem que precisava.

Quem está connosco. Quem pretende ficar para que tenhamos e sejamos mais, deverá acrescentar e ser bem mais do que somos já, apenas nós. Não precisamos de temer a vida no singular. Não devemos querer duplicar, quando ainda não sabemos o verdadeiro sentido do sermos nós, únicos e individuais. Não devemos procurar sons para fugir aos silêncios, porque eles também nos falam e dizem muito.

Já nada é igual, finalmente sosseguei-me. Aprendi a respeitar momentos sem palavras e eu mesma aprendi a não esperar pelos outros, porque as velocidades não serão as mesmas, a energia estará a diferentes níveis e talvez porque sim, porque terá que ser assim. Já nada é igual desde que ele me mostrou …

Vícios!

Existem vícios bons, os que não envolvem químicos, álcool ou loucuras no geral. Existem vícios que passam pela partilha de palavras, de sons e imagens.  Desejos e vícios em que dou o meu corpo que não podem tocar, nem ver, mas que conseguem antever e imaginar.

Hoje um dos meus vícios é escrever, o que faço compulsivamente, como que para expurgar a alma, limpando-me do karma que me acompanha, se é que ele existe. Escrever é o que necessito sempre de fazer, aqui, agora, hoje e todos os dias. Quando escrevo partilho sentimentos, mudo alguns mundos e  aproximo outros tantos. É desta forma que viajo por diversos continentes, mesmo que apenas da minha cadeira, batendo furiosamente nas teclas do meu computador. Quero que as minhas palavras signifiquem algo, digam coisas, pequenas, grandes, importantes, supérfluas, minhas e vossas e que não permitam silêncios, porque esses sim  é que nos desgastam.

Vícios que não nos corrompem nem maltratam. Vícios que nos deixam a sensação de trabalho bem fe…

Contem-me tudo!

Contem-me tudo, porque quero mesmo saber!

Sobre o que falam quando conhecem alguém pela primeira vez? Como fica a vossa linguagem corporal e o que vos atrai de imediato no sexo oposto? O que precisa ele ou ela de ter para que as vossas cabeças se voltem e os olhos se fixem? Quero que se abram, pensando nos pormenores mesmo que pequenos.

Haverá certamente um ritual de encantamento e uma vontade de que seja assim ou assado. De que a voz seja firme ou sensual. Que nos envolva com palavras que façam sentido, mas que não sejam ensaiadas. Que entrem em nós com um corpo esculpido e membro pronto. Que o toque, o cheiro e o olhar faça sentido, nos desperte, nos aqueça e permita sonhar outra vez.

Certamente procuraremos todos o mesmo. A outra metade de nós, alguém que pare e que fique. Alguém que possamos encantar e com quem permanecer. "No matter what". É o que eu espero ainda conseguir encontrar. Se puder ser nesta vida por favor, tanto melhor!

Dia!

Cada dia que passo sem ti, sinto que acabo mais pobre, mais sedenta do que tanto anseio, mas que o universo teima em não me proporcionar!

Estarei eu com as baterias mal reguladas ou apontadas para o lado errado? Muito provavelmente, mas não sei como te tirar de mim. Acordo todos os dias a pensar que hoje será o DIA, que hoje chegarei lá e que tu deixarás de ser apenas uma  história, mas os dias vão e voltam sem ti.

Precisava que por uma vez, o mais fácil viesse até mim. Precisava de não ter que começar de novo. Precisava de ti, a quem já conheço, todas as manhas. Precisava de apenas ter os teus sons, palavras e toques. Precisava até dos teus respingos, humores, ciúmes infundados e medos. Precisava de parar de precisar de ti.

O tempo cura tudo! Pois claro que não, são apenas tretas e palavras ocas. O tempo passa sim, mas tal como os rios, mesmo com água renovada, continua a correr pelos mesmos sítios, uma e outra vez.

Hoje é mais um dia, neste sei que ainda aqui continuas e sei também…

Traição é!

Traição é MUITA falta de amor, ou um amor tão gasto, que até as nossas reservas de energia se esvaem e nos impedem de voltar a ver quem tanto olhámos antes!

Não me traias com o pensamento, nem me magoes com os desejos de outra pessoa, porque de cada vez que procurares os atributos que admiras em outra que não eu, estarás a dilacerar-me por dentro. Tu sabes que jamais olharia, duas vezes, para outro homem, porque tu enches e preenches cada pedaço do meu corpo e alma e nunca consigo sentir falta do que quer que seja, se não de ti. Tu sabes que para mim, pertencer a alguém é sobretudo cuidá-la pelo respeito. Tu sabes que nunca te perdoarei uma traição.

Não vou querer ouvir-te justificar a tua incapacidade de me quereres apenas a mim. Não faço questão de te entender no que toca a esta forma distorcida de amar, porque ninguém ama duas pessoas ao mesmo tempo, poderá quando muito sentir atracção, ou simplesmente um desejo muito animal na sua irracionalidade de querer usar, ambas as mãos em co…

Quando...

Quando não esperas por nada nem por ninguém. Enquanto não planeias nem arriscas, nunca tens forma de sair desiludido, mas também nunca tens o que saborear!

Quando não entendes a diferença entre o certo e o errado. Quando impedes os outros de sentirem o que apenas tu podes despoletar. Quando aceitas que já não estás na corrida para a felicidade. Quando não te conheces o bastante para arriscares, então já desististe de viver!

Confiar em alguém demora tanto quanto demorará confiarmos em nós e no que somos capazes de fazer acontecer. Acreditar que o que sentimos só pode aumentar, deveria bastar para que procurássemos mais. Mais amor. Mais entrega. Mais sonhos em comum. Mais tempo com quem nos acrescenta tempo. Mais chuva que não molha, mas purifica. Mais corpo e toque. Esperar que deixemos de ser apenas nós e que nos multipliquemos no que já sabemos ter, seria simples se o escolhêssemos e visualizássemos

Quando achas que apenas terás mais do mesmo. Quando percebes que já nem precisas de esp…

Qual de nós?

Qual de nós se anda a esconder, ou à procura do que já encontrou? És tu, sempre foste. Tiveste medo de mim, logo no início. Nunca confiaste, foste até duvidando do que te dava, aos poucos. Qual de nós pediu para que o outro se fosse encontrasse um novo amor? Não preciso de responder a estar, mas enquanto manténs as dúvidas, um dia outro levará o melhor de mim. Um dia outro irá provar o doce que derramo quando estou verdadeiramente, apaixonada.

Qual de nós tinha o que era preciso para fazer isto que construímos dar certo? Os dois, porque eu sei que também duvidei, Duvidei, mas apenas até  me deixar tocar por ti, porque aí soube que não precisaria de mais nada ou ninguém para ser eu mesma e feliz.

Dizem que devemos agradecer tudo o que recebemos, não importa a forma, não importa o tempo que dure e é por isso que agradeço. Sim, agradeço a cada dia por ti, pelo que trouxeste e deixaste ficar para eu ir usando. Agradeço por tudo o que fui saboreando de ti e contigo. Agradeço pelo olhar novo…

Fecho de ciclo!

Fecho de um ciclo, é o que estamos a ter este ano. Estamos no final de um ano 9!

Para alguns são apenas mais umas balelas, mas para os  mais atentos. Para os que tiveram a capacidade de crescer emocionalmente, faz sentido e é tão natural e claro como o será a água. Quando os ciclos se fecham, deixamos muito para trás. Arrumamos coisas e pessoas e preparamo-nos para seguir em frente. Até hoje sentia-me algo ansiosa pela chegada do ano novo, porque estive a preparar-me, de todas as formas que entendo por possíveis, para seguir em frente, talvez ainda mais sozinha. Até hoje, desejava, com alguma determinação, o que me espera, mas já percebi que talvez vá sofrer a minha primeira grande perda e essa, mesmo que já esteja declarada, ainda me vai testar.

Quando amadurecemos. Quando crescemos por nós e connosco em cada percurso, percebemos, de uma forma ou de outra, porque é que as coisas acontecem. Sou forte, oiço isto repetidamente e na verdade terei que o ser agora, quer o consiga ou não, …

Presa!

Presa, é como me sinto. Presa num corpo que me impele a querer mais, mas que devo segurar, porque ele e eu temos que saber viver um com o outro. Presa quando me apetecia que soubessem como me movo, respiro e toco. Presa porque se me solto, assusto. Presa para que me aprisione do que poderia fazer-me implodir de tanto que acumulo dentro. Presa, ainda, mas sem saber por quanto tempo mais.

A mulher que cresceu e amadureceu, transformou-se em alguém que por vezes não reconheço e com a qual tento não entrar em demasiados conflitos. A mulher que adormece e acorda sozinha, mas que precisa, mesmo, de ter quem a tenha. De ser de quem seja como espera. De sentir quem saiba como a sentir, sem receios e arriscando tudo o que poderá receber. A mulher que ainda nenhum homem teve, porque não sabe como falar do que sente, como sente e do que quase a mata de desejo. A mulher que ficou pronta, mas que não encontra quem o esteja.

Vou manter-me assim, presa em mim e comigo, até que do outro lado da vida q…

Pensamentos!

Como estás?

- Como é que tu estás?

Foi simpático da tua parte perguntar, mas tu sabes porque pudeste ver, que eu estou bem e que o nosso tempo, aquele que quase pareceu parar, restaurou-me. Primeiro ocupei-me apenas a tentar sobreviver, depois, e quando percebi que já não voltarias, o meu corpo passou a mover-se determinado e sem nunca se recusar a obedecer-me. Esforcei-me, IMENSO, para não ceder à minha vontade de me fechar e de nunca mais aceitar quem quer que surgisse para me tentar e consegui. Já estou na segunda fase do desamor que se instalou. Já percebi que apenas eu lamentei a nossa ruptura e apenas eu senti, realmente, falta de nós.

Hoje fizeste-me bem, foi tranquilo e parecias apenas um velho amigo. Falámos de tudo, excepto do sentimento que eu poderia continuar a nutrir por ti. Poupaste-me à sensação de desconforto que certamente iria sentir por já não te amar. É que na realidade pareço ter sofrido tanto, e olha que sofri mesmo, mas eis que me curei. Ufa! Passeámos juntos, numa caminh…

Os mal-amados!

Tal como comentava hoje com uma boa amiga, o pior do mundo virá sempre dos mal-amados. Eles são uma espécie de bactéria sem qualquer antivírus conhecido ou por inventar. Os mal-amados arrasam tudo e todos à sua passagem. Não gostam de nada e culpam o tempo, o mundo, os outros e a si mesmos pelo desamor instituído. Os mal-amados não sabem por que razão já acordam a querer matar alguém. Os mal-amados, como se percebe, nunca foram amados e por consequência não sabem amar. Os mal-amados despejam a sua pequenez de mente sempre que alguém o permitir e segundo eles, a sua infelicidade é culpa de alguém, mas nunca de si mesmos.

Como se identificam então, para que possamos fugir deles a sete pés? Pois, esta é a parte irónica da coisa, é que na verdade estamos rodeados deles por todos os cantos da nossa vida. Estão em maioria e governam até os governantes. Têm posições de destaque e por isso estamos todos sujeitos às suas garras invisíveis. Nunca têm soluções, apenas problemas e mesmo que tent…

O primeiro beijo!

O primeiro beijo. Quem é que ainda se lembra?

Hoje  a conversa entre mim e a Ana, foi acerca do que ainda recordo. Estamos um pouco nostálgicas, deve ser do aproximar de mais um fim de ano. Incrível como consigo sentir o prazer, o tremor e a adrenalina que o meu primeiro beijo me trouxe. Foi mágico e sofrido e nunca nenhum outro poderá igualá-lo, não pela qualidade, mas pela sensação irrepetível da primeira vez.

O José Miguel foi o meu primeiro namorado, teríamos ambos entre os 11 e os 12 anos. Ele munia-se sempre de um ar de sabedor, de dominador da situação, mas quando o momento é que foi lindo. Ainda consigo sorrir sempre que o recordo. Precisámos de mais de 30 minutos para o consumarmos, foi em casa de uma colega de turma e vizinha. Também ela e o namorado partilharam da nossa emoção e desespero. Iam entrando vezes sem conta na sala e perguntando - Já está, já deram? - mas nós íamos e vínhamos nas vãs tentativas, muito envergonhados e receosos da performance.

Estamos a falar de há…

Podemos sempre...

Podemos sempre melhorar, ser mais e querer mais. Podemos sempre esperar que a vida nos traga crescimento e aprendizagem. Podemos sempre ter mais abertura de mente, aceitando novas formas de andar por "aqui". Podemos sempre tudo, basta que o desejemos!

Nada acontece por acaso. É uma realidade e não um cliché. Nada nos chega sem pedirmos, mesmo que não nos demos conta. Nada do que somos é impossível de mudar, porque até nós mudamos de cada vez que o dia acontece. Nada do ontem será igual ao hoje, porque os tons são outros, os desejos mais ou menos intensos e a crença em nós ou nos outros, igualmente passível de ser alterada.

Podemos sempre perceber quando é que o nosso percurso não nos é favorável, alterando-o, enquanto houver tempo e eu consigo provar-vos:

. Sou naturalmente eléctrica, nunca sossego, nem mente, nem corpo.
. Sou uma insatisfeita que anda sempre à procura de mais e de melhor.
. Sou eu mesma que testo os meus limites e por vezes até os ultrapasso, esgotando-me.
. …

Agora apenas nada!

Agora apenas nada! Agora acho que já não me sinto. O meu corpo não me obedece, abandonou-me, deixou-me a desejar parar de me mover e pede-me a cada dia que desista e que acabe como tu, no lugar para onde te perdi. Lutar foi o que fiz. O desejo de que houvesse um erro, de que fosses mais forte e que o nosso amor bastasse para empurrar o que te consumia, pareceu a opção certa. Nunca te deixei sentir o anoitecer. Nunca te abandonei. Ofereci-te o que desejava para mim mesma. Tive-te, tivemo-nos, com uma intensidade e velocidade que nos permitiu tocarmo-nos bem dentro, sermos um só e estarmos vivos enquanto a morte nos rondava a ambos.
Deixei que acordasses com o meu olhar vibrante, mesmo após tantas noites em claro onde te olhava e vigiava o teu sono inquieto. Percorri todos os pedaços do corpo que tantas vezes me enlouqueceu de amor e memorizei cada sinal, os músculos que fraquejavam e os cabelos que cheirava para te armazenar. Foram tantas as vezes que consegui estar dentro de ti, viaja…

De mansinho!

De mansinho. Enrolada em mim mesma, quieta, sem falar e sem me mover mais do que o necessário. Não posso espantar os pensamentos. Não quero descuidar-me, porque preciso de sentir o ar a entrar, e a respiração entrecortada. Preciso de ouvir os meus sons, de estar atenta ao que me diz a alma, e de perceber por quem bate afinal o meu coração, porque ele não está dorido, apenas cansado!

A música tem o volume certo. O que me rodeia ainda mexe. Ainda me sinto por dentro. Mesmo quase sem pestanejar ainda estou viva. Shiuuuu, não se podem movimentar muito, não me podem distrair, porque não tenho muitos momentos assim, em que sou eu primeiro, apenas eu e o mundo da forma que o desejo.
Estou a tocar-me. A pele é macia. Os cabelos parecem mais longos e consigo ver-me sem me olhar. Sou eu, sempre, até quando fecho os olhos. Sou eu mesmo que já não seja a de ontem, permanecerei a que reconheço.
Hoje estou assim, quieta. Hoje deixo-me ir de mansinho, sem pressas. Hoje estou assim, mas continuo a me…

Como diz o ditado!

Como diz o ditado, o que não tem remédio, remediado está!

Estou a sentir o desgaste que a minha escolha me está a trazer, quero e preciso de parar com o que não me fará bem, não me permitirá rir como tanto gosto de fazer. Gosto de estar de bem comigo e com o mundo e não quero pontas soltas, amargos de boca, não quero impor nada a ninguém, nem sequer a mim mesma.

- Olha lá oh rapariga (esta sou eu a falar comigo mesma) mas afinal o que pensas que estás a fazer?
- Pois, tens razão, julguei que me bastava querer para acontecer, no entanto o dito cujo Universo respondeu-me que nem sempre me pode dar impossíveis e que eu já esgotei a minha cota.
- Pronto! Então e no que ficamos?
- Saltamos fora enquanto o comboio ainda vai devagar.
- Espero então que seja rápido, porque já me cansei de esperar por ti e sem ti sou apenas metade.
- Eu sei, perdoa a minha incapacidade de te incluir neste processo, afinal tiveste sempre razão e eu sabia-o.

Sim eu faço exactamente isto, falo comigo. Falamos ambas, eu…

Olá amor!

Olá amor.
- Finalmente! Estava dificíl chegar até a ti.
- Procuraste-me foi?
- Já te procurava mesmo antes de o saber.
- O que foi que viste em mim afinal, porque é que uma mulher assim me quer?
- Porque é que um homem assim mexe comigo, faz-me sentir mais mulher e muda-me os dias?
- Pois não sei, mas gostava.

Andamos para cá e para lá em busca sabe-se lá do quê, quando por vezes está tudo aqui, bem perto e à nossa frente. Queremos o que não podemos ter. Desperdiçamos tempo valioso. Esperamos pelo que poderá nunca vir, mas insistimos na mesma rota, sem desvios, sem recuos e se ao menos no final funcionasse...

Olá amor, será que vieste para ficar?

O teu sorriso continua a camuflar o que és e sentes realmente. Conquistaste-me com ele e hoje sobrevivo do que ainda me provoca e dos arrepios que renovam as minhas energias. Afastas sempre o que me faz mal, mas no final o maior mal és tu mesmo. Incrível a capacidade que temos de olhar para o lado quando não queremos ver!


A caixa!

Quando abrimos a "caixa". Quando se vasculham vidas já guardadas e postas de lado para que as pudéssemos permitir continuar, acaba-se a encontrar o que nunca teve forma de fugir, de desaparecer ou de se esfumar!

Não há que ter medo, nem que virar o olhar, enfrentar só pode ser a melhor escolha. Quando enfrentamos, até os monstros se encolhem, o escuro clareia, os sons ficam familiares e não conseguimos deixar de sorrir perante o absurdo, porque afinal estivera sempre tudo lá, apenas com um nome diferente.

Quando reabrimos a caixa que deveria estar bem fechada e devidamente arrumada, estamos apenas a trazer para a luz o que não poderia, nem deveria voltar. Quando nos atrevemos a dar mais uma oportunidade, ou a consumar a que antecipámos de alguma forma, abrimos a caixa e ela por norma é mesmo de Pandora e olhem que não estou a falar da minha marca favorita de jóias. Quando a caixa passa a absorver o resto da nossa vida, talvez tenhamos mesmo que a abrir, vivendo até os momen…

Aligeirar!

Aligeirar. Apenas assim tudo fica tudo mais leve e natural. Quando me solto. Quando me recuso a carregar os pesos que não acrescentei. Quando vivo comigo e por mim em primeiro lugar.

Hoje o dia está a deixar-me com a sensação de que tudo ficará nos seus devidos lugares, se eu não remar contra, se eu entender e aceitar que a água correrá para o lugar certo, mesmo que eu me oponha e espere o contrário.

Não sou complicada. Não gosto de obstáculos que não se transpõem. Não preciso que me façam aparecer mais degraus do que os que consigo subir. Se já vislumbrei o caminho, para quê aumentá-lo, ensombrá-lo e deixá-lo no desconhecido? Porque deverei ou necessitarei de complicar o fácil e de recusar o óbvio?

Se me voltarem a oferecer uma caixa fechada, mesmo que traga chaves, irei recusá-la. Agora quero apenas o que estiver visível, não o caminho todo, mas o que me levará lá, bem mais perto do que espero reconhecer, porque apenas esse me serve e faz sentido.

Aligeirar. Ficar mais solta. Quero e…

Já soube!

Já soube. Contaram-me como eu pedi, de rompante, sem rodeios e poupando-me a condescendência!
Viram-te acompanhado, feliz, com os sorrisos que outrora te conseguia arrancar. Refizeste a tua vida, ou melhor, retomaste-a do exacto ponto onde parara quando tropecei em ti.Não vou dizer que não o esperava ou que não o sabia. Vi-o, sonhei-o tantas vezes, cheguei a sentir os calafrios e os suores que me escorriam perante o medo de estar certa. Foi sempre uma questão de tempo. Estivemos apenas ambos a adiar o dia, a prolongar a hora em que sairias de mansinho e em que te devolverias a ti mesmo o que perderas sem lutar, mas que estavas disposto a ter de volta.

Vou sentir a tua falta, sinto-o agora, tal como já sentia antes, sempre e de cada vez que os teus olhos pousavam nos meus e não me viam. Vou, agora, depois das certezas, começar a reavaliar tudo o que deixei de fazer e de dizer, para te manter. Vou ter que pensar mais em mim, para que me cure do que permiti que me magoasse. Vou precisar …

De repente!

Esbarrámosliteralmente um no outro! De repente, em apenas alguns minutos, tudo estremeceu. As minhas fundações, aquelas que eu julgava firmes, sólidas e seguras, abanaram e mostraram-me como se pode ser realmente frágil e vulnerável.
Encontrei-te numa daquelas viagens que reservava apenas para mim. Ia sozinha, desfrutava dos meus silêncios e por norma avançava alguns capítulos do livro com data firmada. A Itália tem uma luz muito própria, uma língua votada ao amor. Pessoas que se entregam à dádiva e aos abraços. Pessoas que nos pregam mil e um beijos, que nos olham e conseguem ver. Tu eras assim, contigo a vida era uma montanha russa de sentimentos, mimo, sexo do melhor que alguma vez tive, passeios à beira-mar e silêncios cheios de palavras.
Durante o dia, quando não podíamos estar juntos, porque tu eras banqueiro, eu escrevia como uma louca. Os meus dedos pareciam ter vida própria e nem a Carlota, a minha agente, conseguia acreditar no avanço que estava a dar ao livro. Andava eufórica…

Hoje!

Hoje tem sido daqueles dias em que tudo o que digo, e a forma como vivo, passaram a fazer ainda mais sentido. Hoje percebi, mais do que ontem, porque eu sou das que faz questão de crescer, dia após dia, que o que preciso e peço acaba sempre a chegar. Hoje revi os amores e as dores que me provocaram, mas também ri de todos os risos que cada um foi capaz de me arrancar. Hoje fui grata aos olhares, aos choros, aos começos atribulados, aos receios infundados e até aos medos que disseram sentir de mim. Hoje fui grande e senti-me sem qualquer pudor, grande, porque se eu não me souber ler e entender, ninguém, nunca, em momento algum, o irá fazer.

Por vezes fui demasiado cautelosa e outras de uma entrega que me surpreendeu. Por vezes não me atrevi a olhar duas vezes, mas numa outra, talvez a primeira, fui tudo, dei tudo e senti tudo. Por vezes não soube como me fazer explicar e outras, expliquei-me demasiado quando na realidade sou apenas o que tenho, o que mostro e o que sinto. Por vezes fui …

Amar demais!

Será que se pode amar demais? Fará mal e deixar-nos-á mais fragilizados? Será defeito, ou insegurança camuflada?

O amor não vem com doses recomendadas, mas poderia conseguir-se dosear, deixando-o na medida certa para cada uma das partes, não matando por dentro nem não arrastando desejos que não se controlam. O amor deveria vir com um botão de emergência, para que sempre que pisássemos o risco, ou a fronteira do bem-estar do outro, o pudéssemos accionar.

Não me parece que seja errado ter quem nos ame demasiado, até porque nem sei o que isso significa. Se eu não for capaz de absorver um amor intenso, inteiro, totalmente devotado a mim, então de que espécie de amor preciso para ser feliz? Desejar que o outro nos pertença, esteja por perto e partilhe cada segundo, não é errado nem difícil de entender. Querer dar e receber colo, envolto em milhares de beijos e palavras repetidas até à exaustão, é mais do que legítimo e desejável. Andar por aqui a tentar recuperar o tempo que perdemos sem am…

Pensamentos!

Quero!

Todas as relações têm estágios e patamares que terão que ser atingidos. Todas as relações passam por momentos de mais questões por resolver e de lugares que assustam só de os pensar. Há muito que não precisava de me esforçar para estar onde me desejassem. Há muito que não tinha que dizer e ser o que esperam de mim. Era uma posição de conforto, de escusa perante o viver em pleno, mas agora vai ter que mudar.  Se eu quiser avançar. Se eu continuar a querer ser cuidada, vou ter que cuidar da mesma forma.

Tantos medos para libertar, afugentar, tantos "ses", que me tolhem os movimentos, e assim acabo a recusar-me a mim mesma a possibilidade de ser feliz e de permitir que me amem da única forma que concebo, MUITO!

Quero saber ao que sabe o amor do homem que me ame, a mim, por mim e comigo toda. Quero tudo agora, muito do muito que ainda vai vir. Quero parar de pensar no quando e apenas pensar no como. Quero que me queiram sem esforço e sem terem que se manobrar demasiado para que …

Aqui vai a minha carta!

Não me lembro de ter escrito cartas ao Pai Natal quando era pequena. Nem sequer sei se tive sempre o que pedi, mas certamente que não era tão exigente quanto me tornei. Mas já que estamos na época de boa vontade, seja lá o que isso significar, vou-me armar em crente e escrever a minha!

Querido Pai Natal,

Este ano não te livras de mim. Há muito que achava que não existias, mas ultimamente tenho visto tanta coisa a acontecer para o lado de quem NUNCA nada fez para ser, que só podem estar a recorrer a alguém parecido com o que deverias representar. Se é suposto concretizares sonhos, então penso que já terá chegado a minha hora. Eu sei que nem sempre me porto bem, mas na maioria das vezes sou TÃO certinha que até os pássaros adormecem em pleno voo.

Não vou ser exagerada, nem sequer querer que me tragas a lua. Não vou fazer-te correr muito, mas certamente que terás que puxar de alguns coelhos da cartola, porque o que quero não parece existir por estas bandas. Não vou exigir-te demasiada pr…

Pedir!

Ensinaram-me que quando pedimos, devemos fazê-lo com todo o preceito, por isso, eu já pedi, com todas as vírgulas e acentos. Agora o Universo que não se faça de parvo e que me mande um assim.

Eu juro que agradeço!

Fui mesmo...

Será que são passos de bébé? Eu não quero arriscar muito mais porque não me apetece cair de cara no chão. Não me apetece acabar a perceber que já não terei como recuperar o tempo que me deixei roubar. As "meninas" massacraram-me tanto e quase que me chamuscaram a beleza, por isso fui. Desisti de dizer que não, que não me achava capaz, no entanto correu bem. Fui eu mesma, diverti-me IMENSO, como já não me lembrava e senti que afinal ainda estou viva, respiro, sinto e conquisto.

Não precisei de muito esforço para ter uns quantos olhos a cobiçarem o que até sei que tenho. Quando me movo ao som das músicas que me ligam todos os botões, parece que mudo de corpo e passo a ser a mulher que sente ainda com mais intensidade. Eu sinto que vibro com cada toque, cada som e olhar. Transformo-me e gosto da sensação.
Tive-o bem perto, quase que conseguia sentir a sua respiração, a música era suave, mas eu dançava sozinha, no ritmo que me impunha a mim mesma. A pista estava cheia e a proxim…

Pensamentos!

Nas minhas noites!

Nas minhas noites estás tu, mais vivo e presente do que nunca. Estás no meu corpo, na voz que me fica no ouvido, nas palavras que trocamos e que acabo a recordar, a analisar e a sentir, como se fossem ditas, aqui, do meu lado. Nas minhas noites deixou de estar a dor, a incapacidade de saber de ti, de dar o primeiro passo. Nas minhas noites o medo de que não estejas, para mim, deixa de existir.
Nas minhas noites está o corpo que me completa, que mexe com o meu, que sabe o que fazer para que vá querendo sempre mais e para que te deseje de igual forma.

Já sei com quem adormeço e volto a acordar, agora é tudo tranquilo, mesmo que fique inquieta com a vontade de ti a cada minuto. Já sei o que esperar mesmo que não me saibas saciar, porque não me canso de te ter, agora eu passo por ti e apenas contigo sei o que consigo fazer e até onde ir. As minhas noites já não frias, com a escuridão que me envolvia impedindo-me de ver até o que sei e o que quero. As noites contigo mudaram tudo, deixaram-m…