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Quase que chegámos a ser nós...

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Feelme/Quase que chegámos a ser nós...Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

Quase que tivemos o melhor de ambos. Quase que conseguimos superar o que a vida nos obriga a formatar. Quase que deixámos sair o amor da forma que o sentíamos, mas a verdade é que o quase nunca será o que basta. Sabemos os dois que o que temos, a pele, as palavras e os beijos, são reais e passíveis de se tornarem no que valerá a pena manter. Sabemos que gostamos de nos gostar, assim.
Sabemos o que pensa o outro e com o que podemos contar, mas depois é aí que tudo se quebra...

Eu não posso contar contigo, porque estás em metades, com os pedaços que deixas sobrar depois de te teres dividido em tantos, que a mim caberá o que até pode ser genuíno, mas que já não me basta.
Eu não posso planear nada, porque os teus planos não passam pelos meus. Eu não posso amar-te a dobrar, porque também preciso que me ames e que me recordes, todos os dias, que sou apenas eu e que não cabe mais ninguém, simplesmente porque não te fazem falta.

Não é triste, nem é sequer novo, és apenas tu, a pessoa a quem escolhi amar, mas a quem não vou continuar a querer na minha vida. Sei que te tirarei, todo, quando o meu coração se sarar, quando passar a obedecer ao que lhe diz a razão, quando eu estiver tão fisicamente longe, que pensar-te seria uma verdadeira aventura.

Sabes o que já não quero dispensar? O meu precioso tempo, porque ele ficou tão raro quanto o são os metais mais raros. Não quero investir no que nunca terá retorno, não quero esperar para que cresças, para que entendas que não tens forma de estar em dois lados, e que uma mulher como eu precisa de tudo o que um homem tem, a dobrar, com a força e o desejo de mais dois ou três.

Não tiveste mãos para um corpo que se soltará quando a pessoa certa o tocar, não percebeste como o ligar, na totalidade, desligando os meus medos e o meu receio de me estar a dar a quem não sabia o que fazer comigo, nem como me dar o que desejo. Não foste o homem que me atrevi a desejar, foste quem afinal não conheço, nem reconheço. Acabaste a mostrar-me o teu lado B, o feio, o que quer misturar duas músicas na mesma faixa e mesmo assim dançá-las com ritmo. Acabaste por matar o que te ofereci, de livre vontade. Acabaste a acabar comigo.

Quase que pude acreditar que eras tu, quase...

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Qual é o nome que chamo?

Qual é o nome que chamo? O teu, sempre, e em primeiro lugar!

Chamo o teu nome porque me conforta e aproxima de ti. Chamo o teu nome para te acalmar e para te deixar a ferver, cheio de vontade de mim. Chamo o teu nome quando desespero, por não ser capaz de me explicar.

Chamar por ti, de cada vez que preciso que me entendas e que te foques, em mim, sabendo que te irás aproximar, ainda mais. Já há algum tempo que chamo por ti, e que procuro fazer o que sempre fiz, contigo por perto. Já há algum tempo que chamar por ti, me passa a sensação de realidade, e de certeza. Chamo por ti por todo o amor que tenho e pela saudade que se foi agigantando e que se recusa a sair.

Estou pronta, hoje bem mais do que ontem, para chamar o teu nome quando o meu corpo se enroscar no teu, quando sentir do que és feito e quando o meu prazer se misturar no teu. Estou pronta, como nunca estive antes, para deixar para trás o que eu era, quando era apenas eu, e para receber o que passaste a representar. Estou pronta

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