31.1.18

Sabes que és bonita?

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Gosto de olhar para ti. Gosto desta sensação de nunca me cansar, porque consigo ir vendo, a cada dia, mais um pouco. Gosto do teu sorriso e adoro o teu riso sonoro, mas suave. És aquela mistura perfeita, o gelo na bebida, com os cubos certos. És o fogo que me aquece por dentro e a tranquilidade que me assegura que és minha. Gosto de te dar amor e de fazer amor contigo. Gosto mesmo de ti mulher...

Até sabes que és bonita e o teu sorriso confirma-o sempre que o pergunto. Sabes de que forma me ligar cada botão, até os que desconhecia ter. Sabes o que me fazer, para fazeres de mim este homem que te quer tanto. Sabes que nunca me satisfaço, não porque queira demasiado, mas porque tu mesma és bem mais do que alguma vez imaginei. Até que sabes que és bonita e que já me perdi, irremediavelmente, por ti.

Nunca julguei apenas a capa, soube sempre que o conteúdo não defraudaria o conjunto. De cada vez que me perco em ti, pareço um menino indefeso, pequeno e inexperiente, mas tu sossegas o meu desassossego e dás-me todas as chances para remediar o dia anterior.

Vem cá mulher minha, sabes que és bonita? Já to disse hoje, mas será que acreditaste que a palavra carregava bem mais do que o adjectivo? Vem cá para que te abrace e roube o ar com que te respirarei. Vem mulher bonita, deixa-me amar-te como pediste!

Não sei quem sou para ti!

FOTOGRAFIA/BOOK Más


Não sei quem sou para ti. Não sei se o meu formato se encaixa no teu, não ainda. Não sei como me vês, se me subestimas ou colocas mais acima do que deveria estar. Na verdade também não sei quem és, mas sei que se não o tentarmos descobrir, juntos, dificilmente conseguiremos instalar o que nos falta.

A dor que me vem de ti é sempre tão doce, que tem servido para me manter ainda mais vida. Cada pedaço que vou recebendo, aos poucos, mas com passos certos, leva-me a querer-te ainda mais. Os momentos que tens sabido multiplicar, porque me queres por perto, faz com que acabe por fazer bem mais do que antecipava, mas está a saber-me tão bem.

Não sei onde acabaremos por chegar, mas hoje já foi bem mais do que ontem e amanhã, esse certamente que nos carregará da forma certa. Não sei o que vi e porque fui vista, mas estou a aprender a não esperar demasiado, porque pouco, bom, certo e um pouco mais seguro, vai chegando. Não sei quem seremos juntos, mas só poderá ser bom e sei que estás a sorrir com a ideia, porque acabei de o fazer. Não sei se te mereço, assim, todo, mas sei que te quero, assim, todo e só para mim, sem quaisquer reservas, até porque foste reservado para mim.

Não sei quem sou para ti, mas vou descobrir!

30.1.18

Por onde andaste a minha vida toda?

Testar mil formas de beijar... isso não tem fim! Que bom!!


Tudo o que escolhermos, eu e tu, não será para que nos vençamos no amor, mas na vontade de continuarmos a sentir esta vontade de estarmos um com o outro. O que quer que vejamos agora, inclui-nos e transforma os desejos, aqueles que fomos sentindo em silêncio, mas que agora partilhamos sem medos e sem vergonhas, em muitas realidades. Não nos cobramos mais do que somos capazes de fazer, e é tanto o que ainda temos para nos dar.

Por onde andaste a minha vida toda e porque tive que penar, tanto, para te merecer?

Parece que te estou a colocar num pedestal, bem acima de mim, mas sabemos, os dois, que estamos agora no lugar que faz falta ao outro, e que é tão natural amarmos assim, como é tudo o resto que naturalmente nos chega. Parece que me dizias, nos dias mais duros e solitários, que virias e que a minha vida, assim, apenas eu, passaria a ter mais sentido. Sei que até as lágrimas que derramamos quando não nos podemos ter, nos cobrem de um manto certo, previsível e certo. Sei que mesmo quando nos zangamos, o fazêmo-lo pela necessidade de darmos muito mais do que para os outros parece ser possível. Sei que nunca estaremos de costas voltadas, porque precisamos, demasiado, de nos olhar, vendo-nos tão fundo, que nos juntamos num corpo só, mas em duas almas que regressarão, uma e outra vez, a casa.

Nada nos poderá vencer se tivermos pelo que lutar e com quem. Nada nos impedirá de chegar até ao outro, se o amor que apregoarmos, existir. Nada será apenas o nada com que tantos se embrulham, se o que desejarmos for satisfeito. Nada voltará a ser igual, não depois de nos termos provado e não depois de tanto que ainda falta dizer.

Não sei por onde andaste a minha vida toda, mas agora importa muito pouco, porque já te tenho e já te posso mostrar como amam os que nunca desistem!

Ninguém é igual a ti...

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Ninguém é igualnão a ti e não que o esperasse, talvez alguém melhor para que o pudesse aceitar, mas a verdade é que não consigo ver ninguém como te vejo, não consigo voltar a sentir o que apenas tu me passas, ou talvez simplesmente não o queira!

Não me basta que me queiram, não aceito que me consigam ver, ou que me imaginem nos seus futuros, porque eu não estou a planear nada, quero apenas conseguir ir indo, devagar, nos meus caminhos, pedindo que me deixem sossegada. Ok, eu sei que não quero acabar sozinha, que nem sequer fui feita para não ter com quem me partilhar, mas prevejo um enorme trabalho que quem me quiser mudar, ou tão-somente, chamar-me à atenção.

Dá trabalho planear a vida, conseguir olhá-la bem de perto com quem nos irá acompanhar. Tanto trabalho, que começar de novo me arrepia e pensar em ter outro toque dá-me vontade de desatar a correr, sem nunca olhar para trás...

Tive que me rir, com a observação de alguém que se consumiu pelo meu desinteresse  - Porra mulher, tens uma forma de falar que até gela a alma. - Não me ri por maldade, mas porque já o tinha dito antes. Já tinha explicado que não consigo ver ninguém, não como cada um deseja e merece ser visto. Explico, sem reservas, que deixou de me apetecer, que só quero ser deixada em paz, que estou noutra onda, bem mais turbulenta, mas que não inclui relacionamentos. Estou afastada e tenho escrito na "porta", NÃO IMPORTUNAR.

Vamos ver quanto tempo durará este amargo de boca e quem terá talento para me fazer levantar da cadeira. Até lá, não respirem demasiado alto, nem para cima de mim por favor, porque me incomodam!

29.1.18

Só porque quero!

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Acordo contigo no pensamento, com a sensação das tuas mãos que percorreram todo o meu corpo, aquele que te enlouquece por te pertencer e por te passar o que esperas. Acordo logo cedo sentindo que mesmo não estando do meu lado, estiveste toda a noite, enquanto te sonhei, enquanto respirei o perfume que já se entranhou em mim e que reconheceria de olhos fechados. No meio da multidão estás tu, os outros param, deixam de existir, caminho sem os ver, porque os meus passos sabem para onde ir, quem procurar e onde chegar.

Estava aqui a pensar no que me faz querer-te assim, mas só poderás ser tu, a tua forma de também me querer, o desejo que não escondes e até os receios que acumulas de que não possamos continuar juntos. Estou finalmente tranquila, a saber que cheguei, que quando te pedir virás e que sempre que o meu coração desesperar tu poderás sossegá-lo. Já somos um casal, acordamos e adormecemos com a nossa voz a soprar os últimos sons, os mesmos que nos acompanharão pela manhã. Nunca duvidei de que o que tenho para dar só pode assentar, completamente, na pessoa que mexer com o meu Universo. Tu soubeste tirar-me os pés do chão. Soubeste como me deixar sonhar os meus sonhos acordada e contigo. Soubeste como me conquistar e manter.

Só porque quero, vou dizer que já gosto de ti da única forma que entendo e que me exijo. Vai aumentar cada dia um pouco mais, isso já o sei e acabarás a sabê-lo tu também!

Podemos sempre ser substituídos!

Raina Hein


Não devemos, em nenhuma circunstância, ficar demasiado confortáveis numa relação. Há que cuidar, SEMPRE e a cada segundo, da vida de quem permitimos entrar na nossa. Achar que nunca conseguiremos encontrar outro igual, que o amor que chegou é único, sê-lo-á apenas até amanhã, se nos distrairmos ou se olharmos para o lado.

És substituível, oh yes you are! Tu e eu, podemos sempre ser a outra de um outro alguém. Tens que saber de mim, tens que cuidar de mim, tens que me amar, TANTO, como se amanhã o mundo fosse terminar. Tens que me amar com TANTA intensidade que mais nada pareça importar e de forma a que o que somos, bem cá dentro, seja o motor de tudo.

Posso ter um outro, num minuto, não duvides. Mas é a ti que desejo e quero na minha vida. Não te vou afastar, por mim. Não te vou descurar, nem fingir que tens tudo o que precisas, porque quem te falta sou eu, mas até EU saberei que somos substituíveis.

Se não for nada para ti, e se não lutares para me teres da forma que desejo, porque METADE é IGUAL a COISA NENHUMA, substituo-te!

28.1.18

Será que me magoarias?

• live in the moments •


Será que me magoarias?

Acredito que terias ficado quieto, não te mexendo mais do que o necessário, se também o tivesse feito, se não te tivesse cobrado respostas e os mesmo cuidados de antes, se não tivesse esperado que te mantivesses tu mesmo, como conheci antes.

Talvez não me magoasses como o fizeste, se eu me tivesse deixado ir, aceitando e parando de ser o tanto que disseste não ter como aguentar, mas esta sou eu, a que conheceste sem outra cor que não a que me cobre a pele e a alma. Esta sou eu, de todos os formatos, com todas as indecisões e choros, com cada riso que chega de parte alguma, mas que vem porque é por ti, e só tive que me manter para que afinal quebrasses.

Não sei de onde te veio tanto amargo de boca, nem tanta dor camuflada. Não sei porque é que acabei a não conseguir olhar para os olhos que me largaste, tão acesos, tão magoados, a parecerem não entender do que falava, mesmo que tivesse usado as mesmas palavras. Acredito, preciso de acreditar que apenas te cansei, não de mim, mas do que te enchi, preenchendo mais espaço do que me cabia e estavas disposto a dar. Já me retirei. Já mudei cada pedaço de pequenos pedaços que mudara para o espaço que me atrevi a considerar meu. Já te deixei de respirar compassado, sem temeres que te invada, que te entre tão dentro que deixes de te reconhecer. Já aceitei que se me magoaste, foi porque te magoei primeiro, e porque me esqueci, por breves minutos, de me manter como te prometera...

Amor, isso é o quê?

Mesmo que você não esteja comigo...eu estou sempre com você!  ...Blog NSFW/  Adult content, over...


Tanto cepticismo instalado. Tanto descrédito e medo de assumir o que todos sabemos ser necessário e importante. Tantas mágoas acumuladas e tantos olhares de soslaio...

Ninguém quer permanecer sem amor, mas ninguém parece querer que se aproprie da vontade, das escolhas ou das rotinas. Vamos caminhando cada vez mais sozinhos, mas cheios de vontade de encontrar quem partilhe cada passo. Não existirão coincidências e todos os que nos surgem, seja durante um dia frio e ventoso, como o de hoje, ou durante uma noite cinzenta e sem qualquer luar, virão porque estaríamos a precisar que o fizessem. Ninguém quer oferecer, de bandeja, a vontade própria e a aparente segurança, mas na verdade sem amor não há vontade que faça sentido e nem sequer as palavras, aquelas que alguns usam como respiram, chegam no formato certo.

Amor, isso é o quê?

Felizmente que sei o que é, já o tive. Já o senti e mudei TUDO, pelo efeito que me implantou. Por amor escrevo, rio, danço e até choro. Por amor, na intensidade que ponho em tudo o que sou e faço, mudo de lugar, de religião e até do mundo como o conheço. Por amor sou melhor, mais interessante e bem mais bonita.

Sei o que é amor e como se ama, mesmo, incondicionalmente, dando sem esperar nada, mas querendo tudo. Sei bem o que é o amor e agradeço, diariamente aos poucos que mo conseguiram fazer-me saborear. Sei o que é o amor e até posso dar umas lições, porque amar, este, aquele, a ti e sobretudo a mim é o que me mantém determinada! 


27.1.18

Será que sabes o que queres?

Razão de viver....


Pareces querer que seja condescendente com a tua inércia. Pareces precisar que aceite que não sabes como fazer melhor, mas não sou capaz e recuso-me a olhar-te como se fosses indefeso. Queres que entenda as escolhas que deixaste por fazer, mas não tenho como, porque a cada dia, durante todas os minutos e horas, sou forçada a escolher por mim e pelos que estão à minha responsabilidade. Faço acontecer. Vou, quando me apetecia, tantas vezes ficar. Decido, baseada em muita pesquisa e escolho o que me servirá, porque não me serve não escolher nada nem ninguém. Encontro o que procuro, mas tenho mesmo que saber como e onde procurar. Tenho orgulho em mim e recuso a fraqueza que me impediria de continuar, como sempre fiz e pretendo continuar.

Por vezes quase que me deixo levar pela vontade de ser como tu. Quase que me liberto do peso de parecer, mas rapidamente, poucos segundos depois, encolho os ombros e rio-me do arrojo. Poderia, até porque a isso tenho direito, não estar tão certa. Não ir tão longe. Não fazer acontecer tanto. Poderia, se eu mesma me permitisse, regredir e aceitar metade de coisa alguma. Por vezes até que me apetece deitar e desistir, mas sei que se não for eu, mais ninguém poderá dar tanto e estar tão próximo.

Não sei quando e de que forma consegui ver quem não existia. Não sei onde fui buscar tanto conteúdo para um recipiente totalmente vazio. Não sei como fui capaz de ler o que nunca esteve escrito. Não sei tanto, nem como deixei, por breves-segundos, os que bastaram, de lado o pragmatismo que me mantém viva e em segurança. Mas assim mesmo, não sei como vou sabendo tanto e conseguindo prosseguir.


Posso até achar que pareces querer alguma forma de validação, mas já me impedi de arrastar inverdades e sei, como sabem os que fizeram por amadurecer, que não queres coisa alguma e assim continuarás...

Saber quem sou ajuda e muito!

Mestres da Arte: Artes Digitais


Desde que percebi o que queria e esperava da vida, para mim e por mim como a actriz principal, tudo mudou e pareceu passar a fazer sentido. Tudo passou a correr mais rápido mostrando-me de que forma chegar ao que sempre visualizei. Fácil, muito fácil de dizer, mas bastante complicado de entender e de colocar em prática. Já deixei de querer andar por aqui apenas a ver passar os outros, a tentar perceber onde encaixava, de que forma e a que velocidade. Agora sei que me cabem a mim os ajustes e que tendo um plano, só preciso de seguir em diante e de persistir, porque nunca será sempre fácil, aliás, nunca o foi, mas será com toda a certeza, claro, e nada como sabermos para onde corre o rio e que margens nos poderão receber, para que não tenhamos medo de nos aventurarmos. Agora sei que devo gerir a minha vida pessoal com o mesmo empenho e estratégia com que sempre geri a profissional, cuidando de cada detalhe e gastando de forma produtiva os minutos, porque apenas assim saberei quando começar e terminar.

Já sei quem sou e até onde preciso de ir, mas faltam-me algumas etapas, como faltará à maioria de nós, e numa delas estarás tu, num lugar que não consigo descortinar, sem saber quem é e se também me procuras. Ainda me falta quem virá para baralhar toda a agenda, mas deixando os meus dias ainda mais preenchidos e o meu coração tranquilo. Faltas-me "tu" para que o meu "eu" fique totalmente completo, mas lá chegaremos...

Agora sou quem se conhece, tão bem, que até pareço viver de um dejá vue constante. Já sei o que teria que saber. Já sou quem já deveria ser há muito, mas finalmente cheguei, tal como chegarás tu!

26.1.18

Cuidado com os pratos da balança!

Secret Dreamlife


Tanto que precisamos de saber ver quando olhamos para alguém, que só de o pensarmos passamos a experimentar uma sensação de cansaço emocional, envolto num desgaste que custa a sarar.

Algumas pessoas vivem num drama constante. Julgam com a facilidade de quem bebe um café, olhem que para mim que nem gosto do dito cujo, existe uma ENORME incapacidade de entender do que se alimentam. Certamente que não será da mesma comida, não da minha. Apontar dedos, criticando atitudes, apenas para as repetir, e não muito tempo depois, talvez porque passem a sofrer de insanidade temporária, ou porque a memória seja curta. É TÃO mais fácil dizer do que fazer. Diminuir do que elogiar. Parece ser quase um jogo e sê-lo-á certamente para os que não gostam das suas vidas, ou estão completamente desprovidos de uma, por mais pequena que seja.

Por esta altura já vi algumas dessas pessoas provarem do seu próprio veneno, fazendo o que tanto apontavam, jurando a pés juntos que estavam acima de qualquer mácula. Não se passa um dia, e era bom que me dessem tréguas, que não presencie mais uma enormidade comportamental e não sorria para dentro - "Ora afinal era eu que..." Pois, a puta da vida também é isto, a prova cabal de que quem aponta, será apontado. Quem tanto julga, verá julgados os seus actos e os dos que ama. É o ir e vir da teimosia instalada, quando e não por maldade, a vida apenas tenta ensinar qualquer coisa mais. Mas será que aprendem? Não me parece!

Posso sempre escolher deixar de me importar, olhando para o lado, mas porque também não serei perfeita, nem quero, afinal de contas ainda não vi nenhum perfeito vivo e eu gosto de andar por aqui, vou-me regozijando com as suas borradas. "Pela boca morre o peixe" diz um dos ditados populares e há por aí tanto peixe morto...

Preciso de tão pouco se te tiver!

Mística!! Enigma


Há dias em que apenas o som da tua voz me basta e é nessas alturas que sei, com toda a certeza, que és verdadeiramente importante para mim!

Por vezes estou tão absorta nas minhas rotinas e em tudo o que vai surgindo sem aviso, que quase arrisco achar que se não estiveres não te sentirei a falta, mas nós sabemos que não é verdade, nós os dois sentimo-nos da mesma forma e com a mesma intensidade, por isso jamais poderia passar, um segundo que fosse, sem que me cruzasses o pensamento.

Mesmo sabendo que a minha pele precisa da tua, e que o meu corpo grita pelo teu, já sei como me refrear. A verdade é que me basta que estejas bem para que eu me consiga segurar e continuar a viver, um dia depois do outro, de mansinho, esperando por ti, como esperarás por mim. Desesperar é proibido, mas também serve para nos lembrar do que sentimos e para reafirmar o que nos faz falta.

Hoje, mesmo que envolta num momento anormal, precisei MESMO de ti, mas a tua voz tranquilizou-me e recordou-me de todas as razões que tenho para te querer. Hoje, mais do que ontem, sei que te terei, TODO, da mesma forma que me terás a mim, e que sentirás como te posso completar e cuidar, porque essa tarefa é minha, porque é o que sei fazer muito bem. Hoje, tive vontade de que toda a vontade de ti bastasse, mas ainda não aconteceu. Hoje precisaria de mais, de bem mais, mesmo que ache e sinta que preciso sempre de pouco no que toca a ti.

Preciso de pouco, sobretudo para saber, para ter a certeza de quem é que me dá o que me faz falta.
Preciso de pouco para me acertar, mas não para me manter, a nós, e nunca te iludas com a minha aparente serenidade, porque dentro existe uma outra, totalmente oposta, e essa sim, precisa de tanto que quase me afoga num desejo que se espalha pelas duasPreciso de pouco para ser eu, porque já me tenho, TODA, mas vou precisar do muito que cada pouco teu me conseguir dar, um dia de cada vez, e agora estamos a "falar"as duas, porque ela está a gritar-me que pare de dizer disparates, e que pouco é nada, assim como alguma coisa será sempre muito pouco.

Pronto admito, preciso de muito pouco se já tiver o tudo que vem de ti, está explicado!

Por vezes somos agradavelmente surpreendidos!

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Por vezes as pessoas surpreendem-nos, pela positiva claro, porque o mais do mesmo já é habitual. Vai daí e aparece uma alma nova, fresca, sem marcas aparentes, de passados dolorosos, conquista-nos, do nada, sem muito esforço e devolve-nos o sorriso.

Nem sempre estou certa na primeira avaliação, mas "contigo" até que não me enganei e acabei a ter exactamente o que me pareceu possível. Obrigada!

Sei que ainda existem metades das metades boas. Eu sei que não sou peça única e que gostar de alguém genuinamente e sem complicações, é uma tarefa possível e quase imediata. Sei que quando estou mais alerta e disponível, acabo a receber o que me serve. Sei que "tu" foste quem acabei a receber hoje.

Fomos feitos, cada um de nós, para ter quem nos complete, seja porque motivo for, e quando nos deparamos com uma solidão imposta, o que somos torna-se incompleto e o que poderíamos ser fica adiado. Fomos feitos, tu e eu, para estarmos juntos, para nos revermos no que deseja o outro e para nos motivarmos, tu a mim e eu a ti, a darmos o que poderemos receber. Por vezes os dias, mesmo os mais chuvosos, conseguem silenciar-nos as dores, recordando-nos de que existe bem mais do que esperámos de alguém que não ficou. Por vezes basta-me sentir, bem fundo, o que consegui contigo, num outro que eventualmente acabará por ficar. Por vezes, tudo o que preciso é de me recordar de mim quando te pertencia, para saber que posso voltar a ter outro corpo no meu e que sendo o mesmo, nunca voltará a sentir da mesma forma. Por vezes, basta que te esqueça por uns segundos, para passar a acreditar.

Nem sempre será difícil e nem sempre terei que me explicar, porque ganhei o direito a ter quem me consiga ler de uma única vez e à primeira!

25.1.18

Tudo tem a importância que escolhemos dar!

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Agora que tudo em mim é normal, a vida que escolhi levar, os momentos que apenas divido com os que amo e a música que me acorda ou ajuda a adormecer. Agora que já não existe qualquer dor que me possa ser infligida, volto a ser eu, mesmo que ainda me vá recordando de ti. Agora, de alma totalmente restaurada, consigo que cada pequeno-nada deixe de ter importância.

Tudo tem a importância que escolhemos dar e a cada dia dou menos a quem se afasta, inevitavelmente, até que não reste nenhuma memória. Deixo de me importar com quem se recusa a estar aqui e por aqui. Porque tudo tem a importância que escolhemos dar, o que antes me fez zangar, chorar e permitir que a raiva se instalasse, hoje é tão vago que quase nem consigo lembrar-me de onde, ou como começou.

Se, e quando entendemos que ninguém pode ser responsável pelo que precisamos de ser e ter, nada do que façam ou deixem de fazer, por incapacidade natural ou pela essência que os reflecte, mesmo que não a consigamos ver de imediato, seremos e continuaremos, o nosso percurso pela berma certa. Estarmos de pé e mantermo-nos nós mesmos, assim, confere uma força que enfraquece ainda mais os que nasceram e permanecerão pequenos. Sermos nós, olhando-nos e reconhecendo-nos em cada atitude, e não fugindo do que nos tornará mais fortes, não é característica de todos, com imensa pena de tantos...

Agora já entendo tanto. Agora já aceito, de sorriso aberto, que de cada vez que me falham, apenas me melhoram. Agora vivo com cada vez menos pressa, porque os apressados, até os que apressadamente se mantêm parados, nunca passarão da entrada. Agora que com o tempo fui capaz de superar amores que pareciam tão grandes,  já não lamento o que pareço ter em excesso, e começo a aceitar que mesmo que não exista quem tenha a mesma velocidade, construção interior ou liberdade, não terei como desistir. Agora que sei a importância que têm os que já foram importantes, percebo que importante apenas eu!


24.1.18

Nunca mais serás apenas tu!

Daria um belo quadro...


Nunca mais serás apenas tu, não agora que estou eu!

Nunca mais te deixarei planear sozinho, nem sentar sozinho, à espera do que nem sabias se aconteceria. Nunca mais sentirás que o caminho que percorreste foi dar a uma rua sem saída, porque do outro lado estou eu, à tua espera, não para que estejas pronto, porque isso ficaste mal te aceitei, mas para que percebas que também poderei cuidar de ti. Nunca mais amarás sem retorno, porque eu aprendi a amar-te de volta.

Já nos prometemos tanto, mesmo que sem palavras, as tais que até sabemos usar bem. Já prometemos que nunca iremos dormir zangados, ou com assuntos por resolver, porque dormir seria impossível e porque quando sentimos o que sente o outro, nunca o iremos querer magoar. Já nos prometemos amor a balde, numa enxurrada que ainda não fomos capazes de sossegar. Já nos prometemos respeito, tempo, entrega e todas as descobertas que ainda temos que fazer, porque a vida interrompeu o nosso percurso, a dois, mas levou-nos até onde chegámos hoje.

Nunca mais me senti sozinha, sem conseguir olhar para o futuro que até tenho bem delineado, mas no qual não estava ainda ninguém. Nunca mais acordei sem sorrir, porque adormeço da mesma forma, e passo os dias sem me arrastar, porque sei que estás em todos. Nunca mais tive que imaginar o que afinal até chegou e de forma bem natural.

Quando me dizes que tomaste nas tuas mãos a maior responsabilidade que te coube, eu, fico de alma cheia e de um olhar que os meus olhos reflectem, porque retribuem TUDO o que consegui conquistar. Quando me sopras, bem baixinho, para que me esforce a entender que sou a mulher que sempre desejaste ter, sinto, bem dentro de mim, que jamais seremos apenas nós, sem mundo. Jamais teremos apenas a nossa pele como a pele que nos serve e jamais teremos que nos reerguer, porque estaremos, um e outro, prontos para nunca nos deixarmos cair.

Nunca mais serás apenas tu, não agora, porque já cheguei!

A boca que se encaixou na minha!

Quando você me beijar...

Quero o que já tive. Um amor igualmente grande, um sentir que se sinta, verdadeiramente, uma entrega que me faça saber que não terei que ir mais longe, nem procurar, porque já tenho.

Amar quem nos ama, deixa-nos a sentir como tudo é real, passando-nos o que o corpo pede e a boca grita, ansiosa. Amar, da forma certa, a pessoa que nos assenta como uma luva, onde cada dedo sabe como e onde estar, é tão natural como regressar a casa.

Quando estamos, um para o outro, nos mesmos desejos, nas mesmas palavras, partilhando sonhos comuns, nunca sentimos necessidade de mais nada, nem ninguém. Quando encontramos quem nos serve, tudo passa a servir de forma tão perfeita, que certamente as "encomendas" já teriam sido feitas há muito, por quem até saberia de nós. A ternura que passamos. O sussurro em palavras meigas. O respirar descompassado, ou tão tranquilo que até paramos de pensar, tudo chega e é partilhado com a pessoa que nos serve. Eu sei que já tive, mas também sempre soube que poderia repetir, sentindo o teu sabor no meu e inspirando os cheiros que nunca mais quererão sair de mim.

A boca que teria que encaixar na minha chegou, por isso minha amiga, acredita, espera, mesmo que por vezes te sintas desesperar, mas tem como certo que o que te pertence às tuas mãos chegará e nessa altura estarás como eu, a saber que sempre soubeste.

A boca que encaixou na minha de forma tão natural, devolveu-me o que alguns não souberam fazer. A boca que a minha reconhece, é tão perfeita que beijá-la restaura-me de qualquer dor que me tivesse infligido, mas acredita que já nem me lembro de qual foi. A boca que encaixou na minha, é do homem que sempre desejei ter.

23.1.18

Não se reclama do que já se conquistou!



Sabendo que sou uma afortunada e que tenho TUDO aquilo que preciso, decidi parar de reclamar!

Não se reclama de um amor que é nosso, que nos faz bem, que nos dá forças e motivação para continuar. Não se reclama dos desejos que nos consegue provocar, fazendo-nos sentir vivos e de coração a bater no ritmo certo. Não se reclama de tudo o que conseguimos dar de volta, porque o que recebemos movimenta-nos até a alma.

Já estamos no início de mais um ano e o anterior teve tanto de duro quanto de desafiante. Concretizei mais uns quantos sonhos e fui testada até ao limite. Testaram-me a resiliência, o amor próprio, a determinação e a capacidade de concretização, mas é de mais anos assim que preciso e pelos quais procuro. No entanto e porque nada é perfeito, o ano terminou meio vazio porque não estiveste, não te consegui trazer de volta. Já não tive como ouvir a única voz que quase me enlouqueceu, e que me carregou de paixão, mas também dos pequenos nadas pelos quais todos lutamos.

Prometo que vou parar de reclamar tanto, e que me vou focar no que representas para mim. Posso prometer-te a minha tranquilidade, a que já percebi que deverei ter, para que também te mantenhas tranquilo e para que possas voltar. Prometo que continuarei a lutar pelo que representas e que não desistirei à primeira. Se ao menos te pudesse ouvir prometer que me manterás a acreditar... Prometo que todo o amor que fizer terá apenas o teu corpo, e que se ele não vier, não procurarei nenhum outro.
Prometo que exercitarei, a cada dia, a mente, tal como faço ao corpo, para te provar, mesmo que longe que o melhor de mim fará melhorar o que já tens e eu consegui ver. Prometo que não me cansarei de te prometer que amar-te é o que preciso para não precisar de muito mais!

Como é suposto viver sem ti?

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Agora diz-me, se souberes, como é suposto continuar a viver sem ti? O que fazer quando nada do que faço parece ter sentido? O que pode chegar, mesmo que seja bom e me traga notícias que até esperava, se não te tenho para as partilhar? Que sentido faz não encontrar sentido em nada do que faça, mergulhando numa aparente passividade? Vou estando sem estar e dizendo o que tenho que pensar, repensando cada palavra para que não te carregue. O que posso querer desta vida, se nela não estiver quem me foi destinado e quem até já tive?

Não sou programável e não programo em demasia, mas penso, até à exaustão, sobre o que pretendo mostrar e sentir, porque sem fundações resta-me tão pouco, quem nem a pessoa mais plena me saberia reconstruir. Não espero demasiado do futuro, mas incluo-o em cada pedaço de presente que conquisto depois de tanto passado desperdiçado. Já não deixo nada por dizer e não encontro forma de me perder de mim. Não, porque sem me ter ninguém me poderia sentir. Não, porque não adianta deixar para trás o que terei que carregar. Não, porque já não esperando demasiado dos outros, aprendi a esperar TUDO de mim.

Tanto que já sei e tanto que percebo não saber ainda, talvez por isso mesmo me pergunte, sempre e de cada vez que paro para pensar, como é suposto continuar a viver sem ti, permitindo que a vida tenha sentido?

Escolhi-te porque sei que és tu!

P E R F E C T I O N


Escolhi-te porque sei que és tu!

Já não tenho nada para entender, sei como gosto de gostar de ti e até onde estou preparada para ir se continuares no meu percurso. A vida nem sempre é clara, por vezes carrega muitas nuvens e vem com manchas nas cores que desejamos límpidas, mas desde que entraste, desde que me tocaste, passei a aceitar as variações que chegam com tudo o que faz parte dos nossos dias. Nada é sempre, tão igual, ou tão definido, que não seja passível de ser mudado ou ajustado, temos apenas que ir regulando a temperatura, refazendo os percursos e tentando que o que nos une seja maior do que o que nos separa.

Sei que tenho alguns talentos, e pretendo usá-los em nosso benefício, fazendo de ti a pessoa mais feliz do meu mundo, para que a tua felicidade venha aumentar a minha. Sei que te toco onde precisas, e que te dou bem mais do que esperavas, confundindo-te um pouco, mas largando um sabor que gostas de manter, na boca, no corpo e em todos os pedaços de ti. Sei que consigo reverter alguns dos teus medos, assegurando-te que continuarei aqui, pelo tempo que me souberes manter e que dependerá sempre, dos dois, deixar que o amor cresça e que as peças se encaixem.

Escolhi-te porque sei que és tu, talvez muito depois de me teres escolhido a mim, mas já que comecei, não quero sequer ouvir falar em parar. Sei que já sabes como te amo, mas vou continuar a lembrar-te!

22.1.18

Procurei-te na multidão...

Mae


Na multidão estavam muitos, tantos rostos, pessoas que se cruzaram, que me deixaram para trás e que me olharam de frente, mas não eras tu. Procurei-te na multidão, sem me aperceber, meia consciente apenas de que era de ti que precisava, era a ti que queria ter, misturado com todos os outros, mas o único.


Por vezes não sei o que faço aqui, pareço mecânica, não me reconheço, estou sem estar e quero o que não encontrei em mais ninguém, mas continuo porque parar não é opção. Deixo-me ir, sei que falo, que rio, que oiço e até opino, mas apenas com metade de mim, com a parte que me mantém a funcionar, porque tudo o resto ficou contigo e não parece querer voltar.

Na multidão, junto de todos quantos poderiam até ter o que procuro, mas nenhum se assemelhava ao que és e tens, perfeito, para mim.

Hoje vi rostos semelhantes ao teu. Senti olhares em mim que me pareciam reconhecer. Senti, na nuca, que me fixavam e voltei-me, umas quantas vezes, achando que seria quem procurava, mas não estiveste em nenhum lugar, nunca te vi realmente e voltei como fui, vazia na mesma, eu sem mim dentro!

Estás definitivamente perdoado!

#DariaWerbowy #Supermodel #blackandwhite


Não há nada que possa fazer para te mudar. Nada do que queira, mesmo que MUITO, te tornará alguém confiável e capaz de me surpreender, pela positiva, por isso nunca saberás como beber de mim, do que precisarias de conseguir aspirar e respirar para te transformares na pessoa que me serviria, em pleno. Nunca terás, dentro de ti, os mesmos sentimentos que me assolam de cada vez que me atrevo a imaginar-te no meu futuro. Nunca poderei deitar a cabeça e sossegar a alma, porque no teu canto de mundo estará a falsidade, a incapacidade de te dares, MESMO, de seres quem acompanhará os meus passos, tomando-me a mão que acabaria a dar.

A realidade é o que fazemos dela, e as escolhas serão sempre nossas, até para as coisas mais simples. No que toca a sentimentos, a razão deverá impor-se, para que não nos deixemos cair, sabendo, de ante mão, que apenas nós nos poderemos reerguer. Não adianta que se desenhe, mesmo que a pincel, usando cores brilhantes, alguém que se tornou cinzento por dentro, que se diminuiu ao achar que ninguém seria merecedor de respeito, de amizade pura e dura e de reconhecimento. " Essas pessoas já morreram há imenso tempo e não adianta tentar ressuscitá-las, porque quem acabará morto serás tu."

Nada do que esperava, se revelou. Tudo o que desejava, de ti esfumou-se, tão veloz, quanto é o meu pestanejar, e foi ao abrir os olhos num movimento inconsciente, que te voltei a ver e percebi que NÃO, nunca passarás do que és já, alguém de quem gosto, realmente, mas que NÃO tem NADA do que realmente preciso.

Estás perdoado, estiveste assim que decidi ser apenas e tão só a amiga que preciso de ser, que quero e da qual não abdico, porque enquanto me mantiver assim, pelo menos uma parte do teu mundo estará certa!

Mudar de palavras ou de comportamentos?

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Fazer igual e dizer diferente serve exactamente a quem? Certamente que nem aos autores da coisa. "Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço" - Este deve ser então o truque, a existir um, porque se queremos que nos levem a sério, teremos que saber mudar as acções primeiro do que tudo o resto. Difícil ou preciso de fazer bonecos?


Mudar de palavras ou de comportamentos? Por si só já é uma pergunta estúpida o bastante para que nem deva ser respondida, mas assim mesmo deverá ser feita, porque, e por incrível que pareça, ainda vemos os nim da vida, os que não querem, mas dizem que talvez, quem sabe... Os que não sabem, mas afirmam e juram a pés juntos, que são capazes. Há que haver algum cuidado, cada dia mais, com o que dizemos e a quem o dizemos, porque quando esbarramos em pessoas que já estão para lá de sábias nesta coisa dos sentimentos, o que dissermos mais depressa soará a "garbage" (lixo mesmo) do que fará qualquer eco.


Estamos a ficar FARTOS dos espertinhos do bairro, eu tenho-lhes uma aversão que até me provoca urticária, literalmente e não estou a brincar, a minha pele quase que salta, talvez porque se sinta igualmente ofendida.

Mudar de palavras ou de comportamentos? Para alguns terá que ser de ambos. Mudem, mudem, que o mundo agradece e quem sabe as vítimas destes seres não têm a possibilidade de baixar as defesas!


21.1.18

Temos que parar de jogar, um contra o outro!

@ematimofei


Temos que parar com este jogo de espera, com os momentos que nos cobramos, enquanto permanecemos sem saber o que fazer com o que temos agora e que não se parece com nada. Precisamos de apenas precisar um do outro, sem olhar para o que já ficou, lá atrás, até porque o jogo, qualquer que seja, não está a ser bem jogado. Temos que parar de nos afastar do que nos faz bem, porque nada do que vamos fazendo, faz qualquer diferença. Não, porque não nos serve. Não, porque temos desistido rapidamente e muitas vezes. Não, porque tem que haver outra forma, porque esta não serve e porque lutar, contigo, ou contra ti, tem uma ENORME diferença.

Temos que parar de jogar, um contra o outro, já não consigo resistir muito mais e se desistir...

Tenho sempre uma voz que me sopra, durante o sono e quando acordo, que devo continuar à tua espera, mas o raio do relógio parece ter parado e a minha pele retesa-se perante a possibilidade de ter que ser outro, porque não quero sentir outro cheiro. Não quero que me toquem como o fazias, até porque nunca será igual. Não quero continuar a jogar, não sem ti e já não contra ti. Procurei, em todos os cantos, os meus, onde expus, rebati, afirmei e recuei, tudo o que me manteria sem pensar muito mais do que já não pareço conseguir fazer. Não quero apenas sobreviver, isso já sei. Não quero ser apenas eu. Não quero que o NÃO seja a palavra mais usada, quero ter-te enquanto tenho, de volta, cada parte de mim.

Temos que parar de jogar, um contra o outro, por favor, volta agora e diz-me que o tempo bastou e que conseguiste ver que sou eu e que o que tivemos deve permanecer. Nunca me pediste para que esperasse, mas fi-lo porque te ouvi, sem que usasses as palavras que teriam mudado tudo. Estou aqui. Continuo aqui e vou ficar por aqui, agora só faltas tu e por favor diz que vamos parar de jogar!

19.1.18

Temos que saber aceitar e seguir em frente!

Ela estava prestes a ter uma de sua maiores batalhas. Pelo povo.


Temos que saber aceitar e seguir em frente, porque a vida traz-nos desafios constantes, pessoas em forma de testes, à nossa perseverança, à capacidade de nos adaptarmos e de mudarmos o que não estiver bem. Se vencermos esses desafios, que são constantes, teremos como aceitar e seguir em frente, de contrário, esperam-nos muitas noites em branco!

Nunca fui mulher de ódios, mas já tive enormes amargos de boca e pessoas que conseguiam arrancar o pior de mim e deixar-me a espumar da boca. Olhem que não estou a exagerar, mas na inevitabilidade aceitamos, deixamos de olhar tudo como uma guerra aberta e cedemos, afinal de contas lutar obriga a um grande gasto de energias, mas que simplesmente não resolve porque não muda os outros.

Tenho a lamentar algumas decisões que falhei tomar com algumas pessoas, a minha própria incapacidade de lhes mostrar que comigo teria que ser da forma certa, e por isso permiti-me navegar nas minhas águas revoltas, criando crostas tão duras, que me levaram largos anos a descascar, agora sobraram as cicatrizes, as que terei que remover com imenso cuidado e paciência, mas que para já vão servindo para que não me esqueça de me lembrar que não pode ser de outra forma. Aprendi que terei de me colocar em posição de dar o mote, de conduzir a música, de me ver respeitada e aceite como sou realmente, porque a acontecer, todos serão beneficiados e já o começam a perceber.

Incrível como o que já pareceu ser TÃO importante, agora simplesmente não tem importância nenhuma, e já me consigo sentir benevolente, tranquila, aceitando a incapacidade dos outros. Não tinham mais e eu também não lhes soube ensinar. Sinto-me leve hoje, numa paz com alguns dos que já foram de enorme importância para mim, pelo bem e pelo mal, mas que são parte da história que também deixei escrever e essa já nada nem ninguém terá forma de apagar.

Querer ao nosso lado quem esteja realmente!

my little world..


Quem é que consegue ter uma vida, e passá-la ao lado da pessoa que por vezes chega sem ser anunciada, mas que é quem revolve tudo o que mantínhamos bem dentro de nós? Quem consegue ver e entender quem acabamos a incluir e a aceitar, como se tivesse sido sempre assim, certo?

Uma vida ao lado de quem nos traga mais, outros mundos, choros e risos, corpos, que mesmo quando não estejam juntos, jamais poderão sentir-se afastados. Uma vida ao lado da metade de nós, que se encaixe, quase perfeita, como perfeito pode ser o sentimento mais forte e tão brilhantemente inventado, para se nos entrar tão dentro, que sair arrancará até os pedaços que não sabíamos existir.

Quero passar uma vida, esta, a que falta dela e toda a que sobrar de quantas virão contigo e por ti. Quero conhecer a sensação que provoca a calma de um futuro e caminhos em comum, quero sentir os dias a correrem para o mesmo lado, emoções que me venham de mim, dirigidas para ti, nunca deixando de te sentir, de te pensar e de te querer no final como o foi no início.

Queria conseguir mudar tudo, o que desejamos construir, o que carregamos, eu e tu, e transformá-lo no que nos pertencerá, numa história tão nossa que para trás só nós mesmos, como se o tivéssemos sido sempre, e mais nenhuma memória viesse sozinha, mais nada voltasse a ser apenas eu e tu, mas sempre nós.

Não existirão palavras suficientes, ou talvez sejam já em demasia, para que se diga o que é suposto, o que fará o outro querer o que queremos nós, para tão somente conseguirmos ficar até ao fim, até que não haja mais nada aqui!

18.1.18

Contigo ao acordar posso ser eu...

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Como irão ser as nossas manhãs, os cuidados e os carinhos para começarmos dias, longos, trabalhosos e por vezes até arrastados, mas muito determinados e sentidos? Como poderá ser o amor feito com a pessoa que nos escolheu e que reconhecemos, em contas a prestar, apenas a cada um? Como será, e tanto que já penso nisso, usarmos os nossos minutos, horas e vidas, para irmos mudando a nossa e a do outro?

Contigo ao acordar, podendo olhar-te, oferecendo o sorriso que não pareço consigo abandonar, tocando-te e sentindo que me pertences, mesmo, colando o corpo que anseia pelo teu e movendo-me para te sentir mover. Contigo ao acordar, para me dizeres o que preciso de ouvir. Contigo ao acordar, como já deveria ter sido, a saber por quem acordo e o que deve ser feito.

O que ainda nos falta e o que nunca tivemos, vai chegar, e o tempo que o tempo nos irá oferecer será o bastante para que sejamos, eu e tu, o que estaria talvez escrito em algum lugar, não me importa onde, porque chegaste e eu finalmente soube quem eras.

Hoje, para mim e certamente que para ti, os receios e as dúvidas que os assolam fazem-nos apenas encolher os ombros, porque percebemos que existem outras batalhas para travar, sempre existirão, mas nós estamos juntos, sem qualquer receio de sermos dois, cada um. Nós sentimos que a nossa luta é apenas para integrarmos tudo o resto, no amor que nos une e do qual bebemos, porque tudo deverá ter um lugar próprio, mas seremos nós a determiná-lo.

Contigo ao acordar, eu serei sempre a mulher que acreditaste ter visto!

Para onde nos levam os medos e o que nos impedem de fazer?



Para onde nos levam os medos e o que nos impedem de fazer?

Metade de nós quer o novo, o diferente, o que nos deixa de alma cheia e o coração a bater descompassado. Queremos o que nos abre os dias que foram negros, e desejamos, por vezes sem saber como, ou até achando que não merecemos, que alguém chegue e nos restaure a pelemj e o corpo, levando a que o sangue corra, fluido, outra vez.

Do que são feitos os medos, os nossos e os de quem espera, mas receia que o eu passe a ser nós?

Tanto que oiço dizer - "Quero, mas tenho medo de querer" - "Ele/Ela não está pronto, mas não sei o que faria se estivesse" - Medo do sim e do não, medo do que se tem e do que poderá nunca chegar, medo de perceber que ainda se está vivo e pronto para tudo o que nos negaram antes.

O medo é uma defesa natural, mas pode fazer-nos parar, impedindo-nos de prosseguir com o que até percebemos estar certo. Soluções? Não sei se existem, teremos que as encontrar, cada um nas rotinas e vivências, mas talvez devêssemos começar pelo começo, sem demasiadas avaliações, mas avaliando o que queremos para nós, e percebendo onde queremos estar, exactamente, no nosso futuro.

Nada será alguma vez perfeito, tal como nunca o serão as pessoas envolvidas numa nova relação. Os erros, as escolhas e a falta delas, trouxeram-nos, a todos, até "aqui", agora só nos resta prosseguir, juntos, aceitando que duas cabeças pensarão melhor do que uma e permitindo que o amor que afinal até conseguimos sentir outra vez, é suficientemente válido para validar tudo o resto.

Não sabes já o quanto te quero?

Fine Art Film Editorial Photographer Erich McVey-2

Não sabes já o quanto te quero? Não sabes ainda que não és apenas mais um, mas sim quem eu preciso de ter? Não sabes, ainda, que nada mais importa se não estiveres, se não fores e se não me quiseres? Não sabes que já te amo, mais hoje do que conseguia ontem e que sinto o quanto ainda te amarei amanhã? Não sabes que tudo o que me deste já, é bem mais do que tive desde que ando por aqui?

Caramba homem da minha vida, eu vou sempre dar a esta frase, de cada vez que sinto o desespero crescer com todo o medo que tens de me perder. Eu estou para ficar, vim porque te vi e só me iria se te fosses. Ao contrário do que diz a canção, eu não te amo mais do que consigo dizer, porque as palavras nunca ficarão para trás, e nunca serão pequenas, porque se não as usasse não terias como saber o que já sei eu.

Nunca se tem o bastante quando quem temos é nosso e nos invade até a alma. Nunca se consegue encher demasiado o corpo, o coração, e o olhar, quando o que sentimos cresce, sem que o possamos parar. Nunca, nada, nos poderá impedir de sentir o que conquistámos juntos, se o que desejamos é que nos continuemos a desejar.

Não parecias saber na altura o quanto já te queria, mas acabámos a saber ambos que o medo de me perder não era real porque foste tu que me largaste a mão. Agora que podemos olhar ambos para o ontem, aquele lugar e tempo onde parecias ser o que queria mais, podia mais e iria mais longe, percebemos que afinal mudaste rapidamente de estratégia e desististe de nós.

Por vezes o padrão é definido pela pessoa que menos condições tem para o manter!

17.1.18

Preso a ti para sempre!

love, couple, and hug image


Estávamos tão próximos que nos conseguíamos ouvir respirar. Os meus olhos não se desviavam dos teus e parecia estar a ver-te pela primeira vez. Que saudades tuas, tantas que seria capaz, se ao menos tivesse coragem, de te abraçar, implorando-te que ficasses. Estávamos tão próximos e nenhum parecia saber o que dizer, o que perguntar e como começar o que já julgávamos ter terminado.

- Sabes que te vou amar para sempre, não sabes?

Já não aguentei mais e permiti-me chorar por todos estes meses de afastamento imposto, por ti, porque pudeste decidir e não o fizeste a nosso favor. Já não aguentei porque nunca fui importante nesta relação, tomaste sempre a dianteira e ditaste as regras que tive que cumprir. Senti-me a rasgar por dentro e as pernas fraquejaram perante a violência das palavras, porque amar-me para sempre sem me querer ter é mais do que consigo suportar. Permiti-me a fraqueza que me devolveria a força e mostrei-te que afinal também sofro, sou humana e preciso que me saibam proteger e entender. Os segundos pareceram-me horas, mas assim que me recompus e afastei de mim, dos meus sentidos e de todo o desejo acumulado, o teu cheiro, endireitei as costas, afastei os cabelos que se tinham colado aos lábios molhados de tantas lágrimas e olhei-te como sei que nunca mais voltarei a fazer...

- Não quero saber do que pareces saber, porque não quero amar-te para sempre, amo-te agora e ainda, mas preciso de continuar a viver, e vou ter que te responder que não sei se amas, porque amar meu querido, não pode ser isto nem assim.

Vamos lá, tu puxas e eu empurro!

Ulzzang couple.


Vamos lá, tu puxas e eu empurro, porque TUDO tem solução, uma casa de arrumos, um lugar para onde nos atiramos quando paramos de desesperar e largamos as amarras. Quando a vida fica no lugar certo, no momento esperado, conseguimos respirar fundo e ver o que antes parecia turvo. O optimismo é sempre uma das facetas nobres da nossa personalidade, e para os que dela se alimentam, como o faço, o amanhã será sempre mais uma possibilidade, sobretudo de rever e alterar o que tiver corrido menos bem.

Se tu puxares, eu prometo que empurro, porque convém que sejamos ambos para o mesmo lado, evitando esforços desnecessários. Se tu puxares por mim, eu compensar-te-ei do esforço, e no meu momento farei o mesmo, com a mesma intensidade e ânimo. Se tu puxares, eu acabarei a acreditar que vale a pena e que juntos teremos a força que nos falta sozinhos.

Dois, a dobrar, multiplicando todos os sentimentos que já aprendemos a identificar. Dois, o número certo para que certa seja a razão que nos trouxe até aqui. Dois, eu e tu a puxarmo-nos de cada vez que nos empurrarmos!

Afinal existe outra mulher!



Inacreditável! Não sei como aceitar que ainda não me saibas ler e que permaneça um mistério mesmo quando te digo tudo sobre mim, nunca escondendo qualquer sentimento. Será que estás mesmo atento?

Pareces nunca ouvir realmente o que te digo. O teu olhar está distante, algo vago, sorris de forma mecânica e pareces ser o único a não perceber que é demasiado perceptível, sobretudo para mim. Se te deixasse sossegado, se não falasse, se parasse de te tocar, tenho a certeza, agora, que não repararias em mim, que já não me sentirias a falta e que nem à noite, aninhada em ti como faço, sentirias o meu cheiro ou o meu olhar de preocupação.

Ultimamente não consigo parar de me surpreender com as respostas que sou forçada a repetir, com todas as palavras que pareço apenas vomitar, porque não interpretas nenhuma e nem sequer te esforças por esconder. Não está aqui, deixaste de morar em mim, partiste há algum tempo, isso já sei, apenas me resta determinar há quanto. Não que importe, mas talvez me afastasse esta sensação de burrice interior, porque vou parar de te desculpar e fazer-te a pergunta que andei estupidamente a evitar - Existe outra mulher? - O teu olhar ficou de súbito perdido, desceste ao planeta terra e percebeste que afinal não estavas bem escondido, que o que sentas já era demasiado real e forte para o poderes manter longe desta mulher, da que ainda te continua a querer, mas que sabe que te perdeu.

- Não precisas de responder, poupo-te a ti o trabalho e a mim a humilhação. Podes arrumar as tuas coisas, estás livre.

Sabem quando é que vou pedir a um homem que fique sem me amar? NUNCA!

16.1.18

Achaste, MESMO, que iria esperar por ti?

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Achaste, MESMO, que iria esperar por tiAchaste, em algum momento, que eu não sabia do que falava? Consideraste que era um capricho, ou uma forma de pressão? Pois...

Sou das que tem sempre alguma coisa válida para dizer, porque o que sinto é igualmente válido e precisa de ser respeitado. Sou das que nunca quer metades, nem migalhas, e que não cede no TUDO que alguém terá que me dar, porque sou inteira, dou sem reservas e preciso de saber quem me envolve, como se chama, de onde veio e para onde planeia ir, comigo.

Achastemesmo, e por algum momento, que eu não seria capaz de encontrar quem preciso? Achaste, mesmo, que me manteria cega, quieta e desprendida dos outros, para me prender a ti? Achaste, mesmo, que não haveria quem me quisesse dar o que tanto te pedi?

Será que já tiveste forma de sentir, o sabor que permanece na boca, quando nos insultam a inteligência? Será que já te esbofetearam, sem mãos, quando te querem fazer ver o que nunca existiu? Será que continuas apenas a contar contigo?

Não sei se estás errado e se a tua forma de ver a vida até não te será mais conveniente, mas o que sei é que jamais voltarás a tropeçar na felicidade, outra vez, como fizeste quando deste comigo. Vais certamente ainda ter muitos mais corpos, com meias entregas, com as dúvidas de que és feito e acabas a passar aos outros. Vais dar beijos calorosos, e ter toques que te despertam, mas vais, e isso sou eu quem te garante, lembrar-te muitas vezes de mim, porque o que te dei em tão pouco tempo, foi o que nunca tiveste.

Achastemesmo, que eu não seria capaz de te deixar no lugar certo, naquele que estavas antes de eu te amar como já fiz?

Não é apenas pele!



Já não preciso de perguntar se me amas, tu mesmo tratas de o dizer, assegurando-me que não tenho porque duvidar. Já não tenho que esperar que me digam o que têm dentro e para mim, porque agora chega, aos sopetões, derramado nas palavras que não sabes poupar e com as quais me inundas até que me cale, sem saber o que mais dizer, e logo eu!

Tocar-te, sentir-te, faz-me sentir sem qualquer defesa, a saber que és tu, que não mais sairás de mim  e que parei de procurar. Olhar-te quando dormes, sentindo o teu respirar seguro e tranquilo, deixa-me segura de que te dou o que precisas e que sou quem procuraste, tal como eu, durante toda a nossa vida.

Não escondemos nada um do outro, nem sorrisos, nem lágrimas, nem mesmo os medos que nos assolam aos dois, quando o frio nos invade, e nos tentamos imaginar sozinhos, um sem o outro. Não te ter, não saber do que sabes tu, não te ver como és mesmo, deixou de ser possível, agora basta-me fechar os olhos para saber de que forma te terei e de que forma estás para mim.

Nunca te senti duvidar, ou sequer engasgar. Deixas que te veja e saiba porque esperavas por mim. Nunca mais precisei de me questionar, de analisar o que sinto, ou o caminho que escolhi, porque tu respondes sem que pergunte, tu sorris assim que me sentes, e dás-me cada pedaço de ti, para juntar a todos os meus. Nunca mais voltei a olhar para trás, e deixei de pensar no que quisera tanto, antes de ti. Vieste de rompante, arrebataste-me e ensinaste-me a ver o que importa, aos dois.

Sei agora, que te vou amar até morrer e que é contigo e por ti que moverei céu e terra, até que o nosso pedaço de mundo se ajuste. Não é apenas pele, é tudo o que consegui conquistar, assim que fui conquistada por ti. Não é apenas pele, é um amor que soubemos encaixar e é o nosso direito à felicidade!

15.1.18

Não vou morrer por não te ter...

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Não ter quem amamos não mata, mas mói, e tanto, que nos deixa um vazio que ninguém parece ser capaz de preencher. Não vou morrer por não te ter, mas vou, certamente, continuar a sentir a dor que me infligiste quando decidiste e não por mim!

Quem deixa de estar do nosso lado, deveria poder apenas ir, sem pedaços soltos, para que iniciassem um novo percurso, um e outro, sem que ficassem mágoas, um no outro, não ficando lembranças amargas, um do outro. Isso sim seria um mundo ideal, porque o amor e o desamor deveriam ser livres, com uma vontade própria, como até o são, mas perceptíveis e de leitura fácil.

Ninguém deveria ter que pedir o que lhe cabe por direito. Ninguém deveria precisar de buscar o que está, sempre, disponível, em outros lugares e em muitas outras pessoas. Ninguém deveria ter que chorar quando sorrir é o que faz o mundo correr da forma certa. Ninguém deveria ter que escrever sobre o que ninguém quer recordar, porque de uma forma ou de outra, já todos estivemos lá um dia.

Onde foi parar a pessoa que viste antes, eu? O que mudou quando a tiveste, quando a sentiste mesmo, a mim? O que foi que te induziu em erro e te matou o que pareceu ter nascido, do nada, mas de tudo, e de um dia para o outro?

Quando as perguntas se mantêm assim, sem qualquer resposta que satisfaça, morrer mesmo não se morrerá, mas ficarão dúvidas que se espalharão qual vírus, crescendo e destruindo tudo à sua passagem. Quando o que esperávamos não se concretiza, precisamos de saber como fechar, arrumando, seguindo em frente e até que o que foi, deixe de o ser.

Não vou morrer por não te ter. Não me mataste, disso tenho eu a certeza, mas moeste, bem forte e agora vou ter que esperar, não sei por quanto tempo, até que volte a acreditar!


Tu és o que és e pronto!

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Sou o que sou e pronto, é o que dizem alguns, talvez para se protegerem, ou para não terem de melhorar, mas a verdade é que procuram a perfeição, nos outros!

Tu és o que és e pronto, porque assim o escolheste, porque não te ensinaram a ser melhor, e porque te daria MUITO trabalho melhorar. Tu és o que és, mas sabes o que se sente de cada vez que nos dizem e fazem sentir o que magoa, certo? Tu és o que és, porque te colaste a uma imagem que te foi servindo, até ao momento em que já nem a tua imagem te movimente e as opções reduzam. Tu és o que és, até ao dia em que alguém, que também se considera da forma certa, te faça provar do mesmo, e te mostre que terás sempre o que deres.

Eu sou o que sou, até quando reconheço que não sou perfeito, que erro, que engano e magoou.

Tu irás continuar dessa forma, por mais algum tempo. Eu sei tal como também o saberás, porque é mais conveniente, porque tens mais benefícios que prejuízos, e porque não te faltam amores, mesmo que secos e sem conteúdo, mas que te vão preenchendo as noites vazias e a alma na qual não entra quem tencione ficar. Tu vais continuar a querer pousar em todo o lado, fugindo dos silêncios, e procurando quem te conheça sem conhecer demasiado. Tu partilharás as noites com quem já morreu para ti há muito, mas o seu calor impedir-te-á de estar tão sozinho. Tu acordarás, com menos, sendo bem menos do antes, porque continuas a afastar quem poderia fazer de ti a pessoa mais importante.

Tenho, por ti, agora, o pior dos sentimentos, o de pena. Pena do que consegui ver, no final de nós. Pena da tua infantilidade. Pena da tua falta de amor-próprio, mas que apenas assim explica a falta de amor por mim. Sinto uma enorme tristeza por entender do que és feito, e de que forma te manterás até ao final dos teus dias, vazio, de conteúdo, de sonhos, de força, porque um homem sem força e determinação, é como um galho onde nenhum pássaro quererá pousar.

És tu, e pronto, nada mais a dizer ou a fazer. O que quer que tenhas começado, terás que terminar, à tua maneira, sendo o que só tu sabes. Boa sorte!

14.1.18

Qual a parte de mim que mais gosto?

New Manicures, As Inspired by Modern Artists. art direction by natalie shriver, photos by dawn dicarlo, and nails by madeline poole

Qual a parte de mim que mais gosto? Não sei muito bem o que escolheria em primeiro lugar, porque até que gosto de quase tudo em mim, mas a ter que ser, muito provavelmente seriam as mãos. São o motor de tudo o que faço, gosto de as olhar, de as enfeitar, de as manter como a extensão do que sou. As minhas mãos nunca se fecham, são abertas tal como tudo na minha vida, estão sempre prontas a segurar as que se estendam para mim, e nelas cabe o meu mundo, inteiro, sobretudo quando percebi que com elas cuidava, como ainda faço, dos meus e de todos quantos consigo amar. Tanto que eu produzo, todos os dias, tanto que faço acontecer e que toco, com estas mãos que são tão pequenas quanto é grande a minha capacidade de as preencher.

As mãos tocam, afagam, acariciam faces, corpos, cabelos. As mãos mostram, sem palavras, o quanto desejamos outra pessoa e até onde podemos ir. As mãos, as minhas, são o meu reflexo, são a minha marca.

Não gesticulo em demasia, controlo cada possível descontrole, gosto de passar, pelas mãos, a minha firmeza, mas também a minha capacidade de me manter pouco exposta, porque não tenho que ser "sonora" para me fazer ouvir. O que seria de mim, sem as mãos que me tranquilizam, quando mais ninguém está suficientemente perto? O meu corpo sabe do que falo, todo ele, a minha alma usa-as para que saibam o que sinto, como, quando e com quem.

Estou a olhá-las, como não me esqueço de fazer, todos os dias, porque são do formato, do tamanho e da determinação que me caracteriza. Com elas serei capaz de fazer nascer e de matar. Com elas uso o que aprendi para que possa mudar o meu mundo e o dos que conseguem fazer parte dele. Com as minhas mãos sei que te tocaria agora, da forma que certamente, precisarias para que tivesses a certeza de que nunca se movem em vão, e que a fazê-lo terá que ser no corpo certo, num outro para além do meu, e com elas sei que seria capaz de nos juntar.

Até a força terá os seus limites!



Até a força terá os seus limites e é por isso que sinto que a fonte de onde bebo a minha força, de onde retiro as energias para os percalços, para suportar os desamores, e para aprender a encaixar com paciência a burrice generalizada, a mentalidade cinzenta e o mau carácter, por vezes seca e eu transformo-me num bicho mau.

Não sei onde vou buscar a capacidade para puxar dos galões, bater os pés e mostrar, para quem tende a estar distraído, que sou eu quem mando, comando e decido. A bem, sou um doce de mulher, ui, até pinga mel para o chão, a mal... eu nem teria como explicar por palavras, precisariam que me estar a ver.

Abomino faltas de carácter, a incapacidade de se olhar para o próximo, o usar e abusar dos mais frágeis e é nessas alturas que me transformo. Bem dizia o meu pai que sou enxertada em corno de cabra, por isso cuidado então com as marradas, porque os cornos, no mundo animal, não são exclusividade dos machos e eu acredito que as fêmeas marrem com bem mais força.

Até a força terá os seus limites, mas a sorte de alguns é que a minha fonte se regenera, quem sabe não é da chuva!

13.1.18

Quando estamos sozinhas...



Quando estamos sozinhas ganhamos umas manias da merda, mas são as nossas merdas, de mais ninguém e por isso não incomodam, a não ser... Pois é, mas como é que alguém depois se adapta e entra na nossa vida com tantas manias? Ainda não sei a resposta a essa pergunta, nem sei se quero alguém na minha vida. Gosto dela. Gosto do que faço com ela, gosto dos espaços e dos momentos que crio para mim. Pronto, já disse!

Falo ao telefone durante horas, com uma das meninas e faço tudo o resto em casa, acabo com uma dor atroz no pescoço, mas nada fica por dizer, não nesse dia. Não sou totalmente livre, tenho filhos, mas eles sabem como se adaptar, temos rotinas bem orientadas e já consigo ter o meu tempo. Consigo respirar, dançar até que me doam as coxas, tomar duches longos, sair nua da casa de banho, ah e não menos importante, masturbar-me. Pronto, já podem fechar a boca. Mas a propósito, digam-me qual é a mulher numa relação que o faz sem problemas de consciência e sem achar que está a trair o dito cujo? Pois, algum bem há-de advir da coisa, de estar sozinha.

Quando estamos sozinhas demasiado tempo, dividir torna-se complicado, mas possível, digo eu para me convencer. Depois certamente que poderei escrever sobre o assunto quando o viver, ou não, isto de acumular manias como se de troféus se tratassem, dificulta muito a capacidade de ver para além de nós mesmos. Nunca nada será perfeito...

Your love is as easy as loving you!

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Love is as easy as you can fit it in. It´s easy to know who and what we want. It should be easy to understand the reasons why we end up choosing someone. It has to be easy to follow the dreams that keep us dreaming.

Life is complicated enough, as we have no control on what happens, but whenever it accepts the love we recognize, it starts making all the rest easy enough.

It´s easy to love you, to see you when I wake up, and the exact minute after I go to bed. It´s easy because you are there, and it´s easy because we both know it.

Love must feel like home, so when we come back, after all the others and all the hours, we open the door back to what makes us happy. Just you and I, with nothing to tear us apart, easy is what we have, and easy is how we love.

Love has to be easy, I demand it now, and I won´t have it any other way!

12.1.18

I fell in love with your love for me!

Ariel as soon as she turns human, the hair could have benn auburn, though...


I believe I fell in love with the love you had for me. You were too much of everything. Too much feeling. Too much jealousy. Too much commitment. Too much of all that I ever had before, so neither of us could stand it.

I still remember the way you looked, deep inside of me, just to try and see who had driven you mad. "Never in my life" - you used to say - "I felt something this similar, for someone, as I do now". I like to remember the words, even if some were harsh and painful, but they were you, and you were the man I loved.

The past has taken over. The present gave us up, so the future will definitely not include us...

I fell in love with your love, and believed it was true. I chose to trust in who you were, without knowing you at all. I was begining to give up on love, so you were sent to make me think again, because some of us can really love somebody, more than we love ourselves, and still not keep love at all!

Quando o amor se vai, teremos que ficar nós!

Ahh... os 15 anos. Toda garota sonha com a chegada dos 15 anos, um divisor de águas na vida. Com Amanda não é diferente, ela esta amando essa fase e vai comemorar com grande estilo dia 15 de outubro com uma grande festa e para eternizar essa fase, nada melhor que um lindo ensaio externo.

Se o amor se vai, talvez nunca tenha estado realmente, mas a verdade é que nos deixa com uma sensação de vazio tão grande que dificilmente o conseguimos preencher!

Os dias correm de forma mais ligeira quando o amor paira no ar. Os nossos sorrisos chegam sem que precisemos de os forçar, movendo-nos os lábios e não apenas para serem beijados. Quando o amor se encontra por perto, temos a sensação única de nunca estarmos sós, porque temos com quem dividir todas as mágoas e felicidade. Quando não somos apenas nós, todos o desalento e choros são menos sós, mesmo que nunca os cheguemos a mostrar, porque nem sempre precisaremos de usar as palavras.

Quando o amor nos invade, ficamos com novas formas, com uma coragem que se estende aos que nos rodeiam, porque espalhamos pós invisíveis de emoções que se reproduzem, atacando qual vírus, mas sem efeitos nefastos. Logo que o amor chega, cada pedaço de nós vibra de outro modo, pressentindo o que acabará por nos tomar, num assalto que não precisa de arma de fogo, porque nos deixaremos obedecer, esperando que nos forcem a TUDO o que temos para dar, mas que nunca nos deixará vazios, porque as doses serão massivas e até o mais pequeno se tornará absurdamente grande, fazendo-nos, quase, acreditar em poderes que não explicamos, mas que sentimos ter.

Quando o amor se foi, passei a ter saudades de tudo, até do que achava não reparar. Saudades de cada palavra dita e repetida, por vezes sem nexo, mas com uma necessidade que fazia bem aos dois e que reforçava tudo o que precisávamos de manter vivo, no coração e no corpo, numa nova jornada, em rotas totalmente desconhecidas, mesmo que de gps em riste.

Quando o amor se foi, passei a sentir falta sobretudo de mim, de tudo em que acreditara e conseguia fazer. A tua ausência passou a lembrar-me de tudo, uma e outra vez, revendo cada vírgula bem ou mal usada, mas que dividia tudo o que era capaz de te fazer ouvir, porque estavas aí, mas bem perto de mim.

Quando o amor se vai, vão-se os planos, ficam os enganos, a realidade nua e crua e a saudade passa a ser a única coisa que nos mantém juntos outra vez!